Muros
O Colapso dos Muros da Alma: Uma Peregrinação ao Vazio
Quando os muros erguidos com o sangue da alma desmoronam, não há mais abrigo para os segredos entranhados na carne do ser.
Cada tijolo, moldado pelo sofrimento silencioso de anos, dissipa-se como fumaça ao vento, revelando a nudez crua de uma existência outrora protegida.
Exposto, o âmago do ser torna-se espetáculo: os olhares alheios, alguns compassivos, outros carregados de adagas morais, trespassam a dignidade,
transformando-a em teatro para a condenação ou a piedade.
A verdade, agora desvelada, escorre como um rio sem leito, arrastando consigo os segredos mais sombrios, aqueles que fermentaram nas sombras da alma.
Nesse palco de vulnerabilidade, o ser contempla o paradoxo da libertação:
a mesma verdade que o despoja de suas máscaras também o condena à solidão do julgamento alheio.
Resta-lhe, então, a quietude da inexistência, não como fuga, mas como ato último de soberania.
É o fim de um ciclo que começou na infância, quando o primeiro tijolo foi cimentado com lágrimas,
e o sofrimento tornou-se arquiteto involuntário.
A inexistência, aqui, não é derrota, mas epílogo de uma narrativa escrita em sangue e silêncio.
Bem-vinda, inexistência!!!
Não como abismo,
mas como repouso das perguntas não respondidas.
O ser, agora desintegrado, retorna à quietude primordial,
onde segredos e dores dissolvem-se no vazio que precede até mesmo a linguagem.
Somos Forjados na Fragilidade dos Nossos Fracassos, Erguendo Muros em Meio á Aflição e só Abrindo as Portas do Coração Quando Alguém nos faz Enxergar o Mundo em Novas Cores.
E é Nessa Singularidade de Cada História que Aprendemos Algo:
Nosso Valor Não se Mede no Reflexo Alheio, Mas na Coragem de Florescer na Própria Verdade.
Ambições
Vontades compulsivas
Sonhos irreais e vaidades,
Não constroem muros,
Fazem-se no descontrole,
Das sensações incontidas
A maior de todas as prisões,
Nossas Ambições desmedidas
Que maravilha quando morávamos em casas com muros e cercas baixas, tinha-se segurança.
Nem cadeado havia nos portões.
Saudades dessa época!
O sucesso tem muros altos e regras rígidas de acesso. Quem tem política de livre acesso é o fracasso.
"Construir muros vai te limitar, a ponto de não ter ninguém mais a sua volta. Levantar pontes exige muito mais, porém construídas, vai te levar a outros ambientes, e te possibilitar a conhecer pessoas incríveis." (02/05/23)
Fale isso ao meu ouvido Mara...
eu sinto...más, eu preciso ouvir meu amor...
não coloque muros entre nós...
baixe sua espada e observe que eu estou desarmado...
fale pra mim todos os seus medos e juntos venceremos gigantes!!
nada pode vencer o que sentimos recíprocamente!!!!!!!!!!!!
Como sempre acontece com os muros, chega um dia que a sua existência perde o sentido, porque faz parte da natureza humana sempre querer ver o que há do outro lado.
Veja, Raoul, esses muros, esses bosques, esses arcos, essas telas pintadas, tudo isso testemunhou os amores mais sublimes, pois aqui eles foram inventados por poetas que se agigantam diante do tamanho dos homens. Diga que nosso amor também vive aqui, meu Raoul, pois ele também foi inventado, e que ele também é, infelizmente, apenas uma ilusão!
Lista indecifrável e são pichados os muros,
são vastos ao oriundo desprezado.
Colher da mão, chuva,
dor e aplausos,
o teatro do desordeiro;
pálpebras inchadas e o berreiro,
arco-íris, céu azul,
no horizonte a nuvem vacila à cilada do poste,
a luz, a reunião,
pé descalço; canção.
Só mais essa,
"somente uma frase a mais que caiba bem.".
Muros e castelos
Eu procuro dormir e sonhar contigo.
Assim o paraíso fica comigo
Eu durmo abraçado contigo.
Enquanto o sono durar comigo.
Quanto te olho fico a imaginar
Quantos milhões de anos
os anjos levou para te modelar.
Colocar num recipiente só toda beleza.
Quanta riqueza de dons naturais
Deus capacita os seres celestiais arcanjos
Não pode ser trabalho de um só anjo.
Toda tua lindeza foi trabalha de forma divina.
Isso me ensina doce menina de alma e coração.
Gostaria de ser o guardião para cuidar do seu brilho.
Eu também sou menino quando olhos seus olhos belos.
E me derreto de vontade de voar em suas asas sobre os muros e castelos.
O importante não é que eu veja beleza nos muros ou nas estradas do oásis; o mais importante é que eu encontre beleza nas pessoas e na vida das pessoas!
Enquanto os muros criados entre as diferentes religiões não forem derrubados, esse mundo jamais alcançará a paz.
Não é fácil demolir os muros construídos por milhares de anos entre as religiões. Entretanto, para chegar a um mundo pacífico, é inevitável que esses muros sejam demolidos.
São prisões sem muros, que sufocam e machucam.
De repente a liberdade surpreende, em um susto o momento torna-se incrivelmente diferente.
Há saídas, não há mais um motivo para permanecer na escuridão.
O que antes era sofrido, hoje já não existe mais, há marcas , mas não feridas.
Em vez de lágrimas , o sorriso.
O desprezo já não tem importância
E o que permanece é justamente o que se faz presente.
O positivo é o alicerce
O medo já não tem poder
A esperança essa sim tem importância
Dias melhores
Dias felizes
Lutas são frequentes
Mas vamos lutar o bom combate
Acreditar em um melhor
Ele está esperando
Deixe o universo trabalhar
O favorável acontece
E o que faz bem prevalece.
Poesia de Islene Souza
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