Muros
O amor ego não se sustentam
por muito tempo...
Ao invés de eu construir muros do orgulho
Prefiro erguer pontes e estreitar laços
(A triste distância do amor)
Mais que os Quilômetros,
Mais que os rios,
Mais que os muros também,
Mais que as limitações físicas,
Mais que o contraponto de ideias,
Mais ainda que a covardia,
Mais que tudo isso,
O que nos separa,
O que nos impede,
O que nos embarga,
É simplesmente a dura e pesada mão do destino.
Ainda que moras ao Sul,
E eu vá ao seu encontro,
Pareces ir ao Norte.
Ainda que estejas ao lado,
O lado ganha distâncias inalcançáveis.
Ainda que pareças estar debaixo do mesmo teto,
Esse teto se tornar o céu,
Tão gigantesco e vasto,
Quanto o amor que sinto por você.
As palavras criam laços, repelem,
São pontes que unem, ou muros que ferem.
Em um sussurro suave, trazem paz,
Mas, em tempestades, a guerra se faz.
Ah, se as pessoas soubessem o poder,
De uma palavra que nasce ao nascer do ser.
Cada som é um toque, um gesto, um sentir,
Capaz de acolher ou de destruir.
Com cuidado, uma palavra floresce,
E no silêncio, a alma aquece.
Mas no descuido, sem rumo ou direção,
Elas se tornam lâminas, ferem o coração.
Por isso, cuide do que você diz,
Pois em cada frase, o mundo se refaz, ou se desfaz.
As palavras são sementes de algo maior,
Que podem criar amor... ou alimentar o rancor.
quebra palavras contra os muros;
escreve entre quatro paredes,
mas no quarto há uma rachadura,
por onde entra a voz do povo.
Ah, quem dera a vida fosse outra,
Sem muros ou cercas,
Sem guardiões e descabidos horários.
Sem frias regras e olhares condenatórios.
Ah, quem dera a vida fosse outra!
Não desgrudaria de você
Seríamos café partilhado, almoço servido e jantar rendido.
Seríamos olhar demorado e abraço apertado.
Mas, como a vida é essa, te amo assim:
Além dos muros,
Mais forte que as cercas,
Driblando os guardiões
E desobedecendo aos horários.
Só para ao teu lado, ainda que por alguns instantes,
acreditar que é possível um amor
que faz o coração da gente bater mais forte.
Liberdade é tesouro para quem sabe limitar-se: que o espírito voe, mas sempre atento aos muros que o cercam. Não pises nas fronteiras alheias, pois, no afã de liberdade, podes atrair mais perigo do que paz. Quem muito se solta, muitas vezes se expõe.
Esqueceram-se, talvez,
de quem vos deu o fardo e a força,
não para erguer muros,
mas para proteger as portas abertas
das casas simples,
onde mora o povo,
esse que vos deu o sentido
e não o cetro.
Fardados, sim,
mas não para a guerra contra irmãos,
não para erguerem o peito
como se fossem senhores,
mas para que nunca se ergam os tiranos,
para que a voz que vos comanda
não seja o eco da ditadura,
mas o sussurro da liberdade.
Se vos vêem como maiores,
lembrai-vos:
os gigantes que esmagam a terra
não plantam raízes,
não semeiam paz.
A vossa força é guarda,
não sobre a nação que teme,
mas sobre a pátria que respira
livre.
Soberba? Não!
Só há grandeza
em servir,
em ser de todos,
não contra todos.
E se vos esquecestes
a quem jurastes lealdade,
então lembrai-vos:
quem se julga dono da espada
perde o fio da razão.
Sul do Brasil
Não faz sol
Faz frio
Faz chuva
Muros verdes
Céu cinza
Verão com frio
Europemos todos
Achei que era poema, mas era só frieza
A pessoa usa uma armadura, levanta muros depois reclama por estar isolada, às muralhas levantadas afastam quem queira se aproximar, a porta aberta indica o caminho da entrada.
Não é sobre o outro, mas sim sobre você.
Frase de Islene Souza
Penso que a arte de falar cria pontes de estrelas e que o silêncio imposto constrói muros de concreto...
Eu não gosto de te magoar, Laura,
Mas as palavras fogem, me traem,
E entre nós se formam muros invisíveis,
Erguidos por mágoas que eu não quis criar.
Eu não gosto de te magoar, Laura,
Vejo nos teus olhos o peso do meu erro,
E cada lágrima que cai, um punhal em mim,
Ecoando o que eu jamais quis dizer.
Eu não gosto de te magoar, Laura,
O silêncio entre nós grita mais que palavras,
E enquanto tento remendar os pedaços,
Sinto que te perco, um pouco mais.
Eu não gosto de te magoar, Laura,
Por isso venho te pedir perdão,
Que minhas ações falem o que minha boca não disse,
E curem a dor que meu coração também carrega.
São Paulo, 2 de janeiro de 2025
