Morto Vivo
Eu peço ao dia de hoje
Que ele esteja vivo
E seja livre como o pássaro
Que fugiu quando eu abri a porta
E que se a vida pudesse
Ser ao menos boa
e deliberadamente linda
Qual canto do grilo
Cantando pra Lua
Antes que finde a madrugada
E que a Lua empalideça
Grilada dos pés à cabeça
Carente daquela beleza
Que mata a gente de saudade
Mas que à luz da verdade
O morrer por saudade
Nâo seja morte que vem à toa
E quando a chuva cair
Ela jamais impeça
Que a gente peça ao dia
A presença
do pássaro que voa
Nem das flores
Que a chuva planta
Na beira das estradas
Que se percorre
durante o correr da vida
E se a vida puder ser assim
Não peço ao dia mais nada.
Edson Ricardo Paiva.
Às vezes penso há quanto tempo vivo,
e há quanto tempo existo
Há quantas andam meus pensamentos
e no que tenho feito pelos outros
e para os outros
E naquilo que haverei de deixar
e penso que talvez o tão procurado
segredo da vida
esteja na diferença que interpretamos
as palavras viver e existir
deixar e fazer
e no peso da palavra "Quanto?"
Você estará pra sempre vivo
enquanto alimentar seus sonhos
e enquanto sonhares
sua alma poderá seguir
pra conhecer, ser e estar
em todos os lugares
Se souber sonhar
Sonhar de verdade
Seu corpo poderá, então
estar junto
Sonhe grande
e deixe de pensar pequeno
o desânimo
é um veneno pra alma
pois mesmo quando
não se concretizam
foram eles que alimentaram
seus dias, seus passos, sua vida
foram os sonhos que sonhou
tua alma viva
A alma que se priva de sonhar
sufoca
esmaga, estraga
tanta coisa ali, contida
Continue, então...querendo
saber e conhecer e tocar
e provar e abraçar e ir
aonde teus pensamentos
ainda não sonharam
Corações, cujas almas
não sonham
Páram.
Primeiro eu acordo
Pra depois tentar dormir
Vivo esta confusão
Pra cumprir o itinerário
E nesse espaço de vida
Que eu vivo ao contrário
Eu não sei mesmo o que vi
E o que foi ilusão
É a cada dia mais confuso
Este parafuso horário
É quase que impossível
organizar dentro da mente
Aquilo que foi extraordinário
daquilo que eu faço comumente
Há calamidades nos dois Mundos
Meu estado Alfa
é de alerta profundo
Quando a mente finalmente entra em Beta
Estou eu quase dormindo
A VIGÍLIA DO SILÊNCIO VIVO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão. Ano: 2025.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há imagens que não se oferecem ao olhar, mas o convocam. Esta é uma delas. Não se trata de um retrato, mas de uma presença suspensa entre o visível e o indizível, como se a própria matéria hesitasse em existir sob a luz que a toca. A figura feminina emerge não como corpo, mas como um enigma antigo, daqueles que a memória reconhece sem jamais ter conhecido.
O olhar que se ergue em sua direção não implora, não acusa, não seduz. Ele aguarda. Há nele a serenidade dos que já atravessaram a perda e, mesmo assim, permanecem fiéis à delicadeza. Os olhos não refletem o mundo, mas o absorvem, como se todo o peso do tempo houvesse encontrado ali um abrigo silencioso. A expressão não pertence à juventude nem à velhice. Pertence àquilo que sobrevive às eras e insiste em permanecer sensível.
Nos braços, a criatura que repousa não é apenas um ser vivo. É símbolo. É o frágil confiado ao eterno. O animal repousa com a solenidade de quem reconhece o sagrado sem compreendê-lo. Há entre ambos uma comunhão anterior à palavra, um pacto silencioso firmado antes da linguagem. O gesto que o sustém não é de posse, mas de guarda. Não há domínio, há responsabilidade.
A luz que envolve a cena não ilumina, consagra. Ela não vem de fora, mas parece exalar da própria quietude que os envolve. É uma luz antiga, quase mineral, que lembra a poeira dos séculos e o ouro gasto dos ícones esquecidos. Tudo ali sugere recolhimento, como se o mundo tivesse sido temporariamente suspenso para permitir aquele instante absoluto.
Nesta imagem, o tempo não corre. Ele contempla. E ao contemplar, revela que a verdadeira beleza não clama por atenção, apenas permanece. Há uma melancolia serena que não dói, apenas ensina. Uma melancolia que compreende que existir é sustentar a fragilidade do outro sem pedir nada em troca.
Quem observa sente o peso suave de uma pergunta sem palavras. Que espécie de silêncio é esse que nos reconhece? Talvez seja o mesmo silêncio que antecede toda verdade profunda. Aquele que não se explica, apenas se sente.
E é nesse ponto exato que a imagem deixa de ser vista e passa a habitar quem a contempla. Porque certas visões não foram feitas para os olhos, mas para aquilo que em nós ainda sabe sentir sem defesa.
AMOR QUE VIVO NO ALTAR DA DISTÂNCIA.
"Se amas um anjo que nunca tocarás,
não é pecado — é arte.
Mas que tua alma e esse amor, mesmo assim,
não morra no altar do impossível.
Porque há infernos que só existem
quando esquecemos que somos dignos do paraíso."
Pai, quero queimar por Tua Verdade e Tua Palavra. Que minha vida seja um testemunho vivo de Teu Amor, conduzindo outros à Luz da Tua salvação. Capacita-me a perseverar com coragem e Fé, sabendo que o Senhor é Meu Sustento e Guia.
Obrigado por Teu Cuidado e Tua Graça inabalável. Que a cada dia eu viva com humildade e propósito, disposto a fazer a Tua Vontade, sem tentar tomar o lugar da Tua voz, mas preparando o caminho pra que o Senhor seja ouvido. Queime em mim, Senhor, quero ser todos os dias um instrumento que reflete a Tua Glória. Em Nome de Jesus eu oro, Amém.
Dizem que vivo no mundo da fantasia, mas a cada dia percebo que é através do meu universo que consigo extrair o sofrimento das pessoas que me procuram de diferentes dogmas, religiões e profissões. Então talvez meu universo seja a realidade e o outro a ilusão não saberei dizer, seja como for continuarei a trilhar a estrada de minha intuição sendo quem sou um mago real sem personagens pois um dia as personagens são esquecidas, mais as lendas existiram para sempre, quanto mais idade adquiro mais certeza tenho.
Odeiam, quem ama.
Matam,quem fala a verdade.
Exemplo: Jesus Cristo.
Amam, quem odeia.
Deixam vivo, quemfala a mentira.
Exemplo: Barrabás.
Eu tenho a alma de menina,
Eu tenho tudo, mas
Estou sempre sozinha.
Gosto da vida,
E vivo o prazer
Que a vida me dá.
Eu tenho escolha dos meus caminhos,
Muitos eu passo e passo por passar,
Mas outros tantos, mesmo sem encanto,
Queira ou não, tenho de passar.
Eu tenho a alma de menina,
Não sei bem ao certo,
Anjo ou passarinho,
Busco respostas mas não consigo encontrar.
Eu tenho a alma do ser vivente,
Cativo, sou do planeta terra,
Mas tenho muito que aprender
Para poder soltar estas correntes.
Mas nada disso me fez parar,
Eu sou o dia e a noite,
Viajo para o horizonte,
Viagens faço para o universo,
E tenho morada em qualquer galáxia.
Sou amiga dos seres das profundezas do infinito,
e dos mais lindos lugares.
Leonor Jesus Romero
Difícil é segurar essa carga, que as vezes sentimos que nos mata mesmo se estando vivo, e nos trava.
Difícil é querer andar pra frente e olhar para sí mesmo andando para trás e você pensa em desistir porque agora tanto faz.
Difícil é lutar quando você mal tem forças para se mover, quando para você o impossível é vencer, então você para e começa a ceder.
Mas sabe o que é fácil? É mudar a direção, é colocar a vontade de vencer de anti mão, é acreditar que para você pode ser difícil, mas para Deus nada é impossível.
Fácil é saber que ninguém é perfeito, que todos temos nossos problemas, limitações e frustrações, é assim desse jeito.
Fácil é perceber que Deus nos dá forças quando não temos mais, que ele nos ensina também com essas coisas que nos tiram a paz, que tudo tem seu lado bom, que o sofrimento também faz parte e que não devemos ser covardes.
É só enxergarmos que na vida há derrotas e vitórias, que devemos levantar a cabeça depois de uma derrota e que a vitória chega quando a gente se esforça, e quando Deus diz que chegou a hora.
