Morto Vivo
Vivo sem saída de te encontrar, mas te desejando no meu silêncio preferindo te olhar nas minhas intensidades;
Tô querendo sua vida e seus passos para te dá um caminho de felicidade e sem demora para vivermos nossa inspiração;
Me perco e me acho para você se satisfazer para que eu ligue em meias verdades;
Vivo cansado de promessas não cumpridas
De promessas abusivas ao meu povo
E ações criminosas de que o governo
Tem a nos oferecer;
Perguntamos? Por quê?
Construímos um país
Digno de verdades;
E não de mentiras e ilusões
Mas talvez não...
Só queremos um tanto de paz
E até felicidade para com o nosso povo;
Agradeço pelo meu despertar, porque mais uma manhã de domingo estou vivo, para que a vida eu possa exaltar
Então, desejo toda positividade que estou sentindo... Para quem ler e a quem disponibilizou um pouco do seu tempinho
Quero que o seu dia seja repleto de maravilhas
Com capacidades, segurança, reciprocidade e empatia
Mas que seja na paz de Deus e com alegria
O que realmente eu desejo
É que você tenha um ótimo bom dia!
Eu ando descalço..
Pra saber onde piso...
Pra me manter vivo.
Eu ando descalço
De ilusões e sofrimentos
Piso bem, piso limpo
Sem devaneios , sem sustos
Sigo meus instintos ..
"Mal falado, sigo vivo. Bem falado, estou distante da essência da vida. Os seres humanos amam mais a perda do que a própria existência."
2025/2026
"Tudo aquilo que os meus alunos dizem sobre mim, sobre a forma como lecciono e vivo o processo de ensino e aprendizagem da Matemática, é apenas a metáfora que a vida escolhe para falar de mim quando já não estou presente." (FURUCUTO, P. D., 2026).
Prólogo dos Reversos
Nunca estive tão esgotado;
nunca estive tão vivo — prova e faca ao mesmo tempo.
Lembro-as com precisão cirúrgica:
esplêndidas e cautelosas mulheres,
cada uma com mapa próprio — Montevideo, Asunción,
Puerto Iguazú como fronteira de beijos,
Santa Cruz de la Sierra como verão que não pede perdão.
Elas passaram penduradas no meu varal — Frida me ensinou a expor as entranhas —
roupas secas de lembrança, camisetas com riso e manchas de café.
Vilariño me deu o corte: já não, já não, já não —
mas Benedetti sussurra que se amei, foi porque me ensinei a ser inteiro.
Sabines me pegou pela gola da camisa e mostrou a carne: amar dói e é urgente.
Bandeira transformou a cinza em hora: o passado esquece devagar, como fumaça.
Zóio Trocado me observa no espelho da noite,
me lembra que cada passo é disputa entre memória e invenção,
entre o peso da saudade e a leveza de me reinventar.
As mulheres que tive foram mapas e profissão,
ensinadoras de limites e surpresa, cautela que era luxo, esplendor que era armadilha.
Eu as trago no bolso, mas não as confundo com trocado:
não pago minha dignidade por nenhuma lembrança.
Joguei a eco bag fora, e o tabaco fedorento,
estranho conforto, me consola no impasse de saber
que ela ainda me rodeia,
como sombra insistente que não pode me prender,
porque eu quebrei aquilo, eu quebrei.
Se eu entrar num banco pra pagar minha conta
e disser que ainda gosto dela,
a minha conta não vai ser paga.
Palavras de saudade não têm agência;
saudade não compõe boletos nem resgata faturas.
Há dias em que a cidade me devolve como troco:
um sorriso, um aviso, a carteira vazia de certezas.
E ainda assim ando alto, mais alto que o medo —
porque ser exausto e ser vivo é a mesma matéria prima.
Fecho o capuz da noite sobre as fotografias:
não quero mais colecionar dor como quem junta selo.
Quero a precisão do bisturi: separar o que cura do que ocupa.
Que o passado vire mapa e não presídio.
Proclamo, então, este adeus sem teatralidade:
não te escolho para morrer comigo, nem te esqueço por vaidade.
Te guardo como se guarda uma faca afiada —
À mão, pronta para abrir o caminho.
E se o mundo insiste em medir tudo em cifras,
eu ofereço isto: a minha boca lembrando nomes,
a minha rotina pagando as contas,
meu corpo reclamando feridas,
minha lucidez calculando o próximo gesto.
Que o prólogo seja o último vestido pendurado no varal;
que a cinza das horas ilumine o início.
Que eu saia inteiro das paisagens — Montevideo, Asunción, Puerto Iguazú, Santa Cruz —
com o rosto gasto e a coragem renovada.
Porque nunca estive tão esgotado;
porque nunca estive tão vivo.
E isso, por enquanto, basta.
Então alma, não desespere,
Se um adeus doeu demais,
Pois quem crê no Cordeiro vivo,
Vai viver em paz, e muito mais.
Fui Eu que te tirei das cinzas,
e o que sai das Minhas mãos,
sai ungido, sai vivo, sai com promessa!
Sou Eu que te faço viver,
e quando Eu decido dar vida,
nem morte, nem inveja, nem inferno impedem!
Aquele que é o próprio Amor, a própria fonte e o próprio sentido de estar vivo.
o princípio da esperança e o destino da alma.
Nós amamos porque Ele nos amou primeiro. miriamleal
O esquecimento é o túmulo mais profundo; não preciso de pá ou terra para sepultar alguém vivo, basta que eu não o reconheça no meu silêncio.
Talvez seja o tempo da despedida.
Não porque o afeto tenha morrido, mas porque tudo o que é vivo conhece a hora de partir. Há encontros que nos transformam, e despedidas que apenas revelam que já não somos os mesmos. Permanecer, às vezes, é negar o movimento da vida; partir, por vezes, é a forma mais silenciosa de honrar o que foi. Afinal, despedir-se não é apagar a história, mas permitir que ela encontre seu lugar na memória.
