Morrer
Assim como a fênix me deixei morrer, depois de carregar pesadas bagagens escolho sorrir, mergulhar no profundo sentimento que já fiz, já mergulhei em densos mares até chegar no azul mais bonito. Ressurjo tranquila, pois aprendi; o tempo leva tempo, e cura tudo que pesou em mim.
Escolho no tempo, aconselhar-me com Deus, e ele fala baixinho: Mude, mude de lugar, mude o cabelo, mude a roupa, mude o alimento que se come, mude o for preciso para o bem da sua alma, não deixe de mudar.
Sigo sem pressa, sei de onde vim, o que faço aqui, sei principalmente para onde vou...sei, isto é para poucos, mas não tenho isto como vaidade, tenho como a certeza, dos meus erros, dos choros incessantes de dor, a dor que nunca ousei pensar em sentir. Soltei as rédeas, as cargas, o sofrimento e o desamor, assim o fiz, deixei morrer tudo o que não me servia, o corpo desgastado, o alicerce que não segurava mais, soltei, morri.
Ressurjo das cinzas para Ser a Fénix que reside em mim, volto tranquila, na paz do meu infinito Ser, aquela que sorri, que dá gargalhadas, que brinca nos ventos, nas poças d’água, que olha num olhar como a criança que cura o tempo com o tempo.
Descobri que não há vergonha, do corpo cansado, deixei os sol ainda mais ensolarado, a chuva fininha que cai aqui.
Deixei a lua mais bonita, o verde mais verde, a fé inabalável sentir.
Na verdade da vida, na energia do vento, na fluidez das águas, no encanto do fogo para renascer da Terra.
Retorno devagar, caminhando lentamente, sempre um passo após o outro, na consciência expandida que vibra na dimensão maior.
Reverencio e agradeço, a energia recebida, a proteção divina, a luz, o amor.
Por que você se cobra tanto pra ser perfeito? Você nasceu e vai morrer imperfeito, você e mortal não uma divindade.
Às vezes eu ainda penso em morrer. Achei que isso fosse diminuir com o tempo, ou que fosse sumir quando as coisas começassem a melhorar, mas não aconteceu. Quando ela voltou a responder, mesmo que de leve, achei que algo em mim ia se acalmar, mas não aconteceu. O nó na garganta continua, acho que já estou perdido. Não é só tristeza, é uma junção de vazio, cansaço e medo. Medo de estar me afogando, de não conseguir ser mais o mesmo, de não ter mais ninguém que me entenda. Porque ela era quem fazia eu me sentir menos só. E agora, mesmo com um fio de contato, é como se algo tivesse quebrado lá dentro, e eu não conseguisse concertar. Eu não quero morrer porque odeio a vida, é mais por eu não conseguir encontrar um motivo forte o suficiente pra continuar nela.
As pessoas que se perguntam o por que estou estranhando; perdi medo de morrer, sei que o tempo passa e que as cicatrizes curam e que por mais que eu tente me enganar a vida vai cobrar e a dona morte virá!
Que sentimento é esse que doí tanto, faz o corpo tremer, corrói a alma, faz o grito morrer no seu interior e tudo perder o sentido?
O momento
A hora
O local
A passagem
Viver, morrer
Nascer e existir
E deixar saudade
De hoje e sempre.
Inda bem que existe a arte
Para nos dá liberdade
E também nos ajudar
A não morrer da verdade.
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
Vivamente
Você nasceu sem pedir
E vai morrer sem querer
Então aproveite a vida
Com o seu melhor viver.
Esqueça ressentimentos
Curtindo os bons momentos
Antes da morte lhe ter.
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
23/11/2023
Ciclo
Cada momento que vai
Eu me sinto renascer
Mas cada tempo passado
Aí me sinto morrer.
A vida é muito escassa
De repente tudo passa
Se não correr pra viver!
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
23/11/2023
nasci chorando mas vou morrer sorrindo porque sei que vamos nos encontrar.....
E por isso posso suportar.....
Mãe querida
13.set.2022.h2:20
"Tem aqueles, ou aquelas que "fedem" antes de morrer literalmente, caem num estado de decomposição, putrefação e segue sem evolução, sem alma e sem coração... "
O IDEAL DE LIBERDADE NÃO PODE MORRER
Meu reino foi dizimado!
Meus irmãos oprimidos,
Nações capturadas, pelas garras do inimigo, jogados nos porões de navios fedidos.
Muitos morreram desassistidos, sentindo-se perdidos! Incontáveis os mortos, abatidos, outros decidiram, não havia destino, preferiram desviver, lançando -se ao mar! Nos braços de yemanjá !
Os que seguiram viagem, não sabiam do destino que iria enfrentar, não imaginavam, o pior estava por chegar, escravizados, dominados, chicoteados, violentados e humilhados, brancos racistas, desumanizados.
Muitos anos se passaram, negro resistindo sem esquecer, teve seu legado violado, mas preservou essência do ser, enfrenta com resistência, preservando consciência, seu direito de viver, liberdade e dignidade, sua luz na diversidade, exemplo de humanidade, mesmo quando invisibilidade tentar lhe esconder.
