Morre Lentamente Marta Medeiros
Em REDE social quem entra é peixe.
Dizem que o peixe morre pela boca.
Em tempos digitais, morre-se pelos dedos.
Quando você morre, tudo passa. Você está morto... Pessoas morrendo ao seu redor. Essa é a parte difícil. Você deveria ter medo de estar vivo.
Depois que aprendi que, nesta vida, não se morre apenas uma vez, perdi o medo da morte. Entendi que, da mesma forma que o corpo físico, quando morre e se deteriora, transforma-se em parte da terra e dá vida a outros organismos, a morte de ciclos, escolhas, verdades, personalidades ou de posturas perante a própria vida, inevitavelmente faz nascer um novo capítulo e novas possibilidades. E também que, com a superação dos apegos emocionais, o fim de algo em nós que não mais nos serve amplia a gama de realidades possíveis dentro da breve passagem pela existência.
Primeiro, morre a nossa alegria, nosso entusiasmo; depois nossa autoestima, nosso amor-próprio; depois morre a nossa esperança e por último o nosso medo. Mas quando morre o nosso medo, levantamos das cinzas, como fênix, prontas para nascer de novo.
As pessoas costumam dizer que ninguém morre de amor,mais também não dizem o quão perto da morte podemos chegar.
O aborto é a imagem inversa do evangelho. Em vez de “eu vou morrer por você”, diz: “Você morre por mim”.
O velho homem não é como um peixe que é tirado d’água e morre. O velho homem é como à água jogada na areia que logo some, porém sempre chove no dia seguinte .
Mãe perdoa, chora pelos filhos,
sofre, ama, acalenta, defende com
unhas e dentes, morre por eles e
os ama mais do que a si própria.
Se preciso for, bica seu próprio
peito para alimentar seus filhos.
Elas são como os pelicanos.
Livro: 365 Frases Inéditas Reflexivas & Motivacionais
“O peixe é tão semelhante ao homem, porém o peixe morre pela boca, o homem pelos olhos. Ambos pelo instinto. Assim como o peixe, o homem descuidado é pego de surpresa. Enquanto ambos morrem sufocados, somente um morre cego.”
Quando alguém próximo a nós morre, é como se diminuísse a memória sobre nós no mundo. Uma pessoa contemporânea leva consigo muitas memórias e histórias que se perdem com o tempo. Cada amigo e pessoa amada que nos deixa é uma maneira de sentirmos a brevidade da vida, a fragilidade e a potência dos encontros, da memória e da partilha
O que resta ao homem quando o coração acaba dilacerado, o corpo adoece e a esperança morre, não necessariamente nessa ordem?
