Morre Lentamente Marta Medeiros
Como posso descrever as lágrimas dolorosas passeando lentamente por entre as curvas do meu rosto? Como eu posso descrever um olhar cega e atentamente perdido no horizonte ansiando por nunca ser encontrado? Como eu posso descrever a imparcialidade das batidas do relógio que já não marcam as horas ... marcam o sofrimento. Como eu posso descrever um desejo alucinante de me perder no meio da melodia dopante de um violino e por lá permanecer até o resto dos meus dias? Como eu posso descrever que meu coração criou asas e voou para longe de meu aconchego? Como eu posso descrever que meus dedos já não seguem minhas ordens há muito tempo... que minhas penas já não andam mais na direção que eu gostaria que andassem ... Que meus pensamentos já se transformaram na pintura perfeita do teu rosto? Como eu posso descrever a estranha sensação de não sentir nada?
Esta igreja podre não passa de mortìfero veneno que lentamente aniquila seus sequazes. Cristo. Congreguemos Nele.
A loucura começa a brotar lentamente e vai tomando conta de mim, até de mim não restar mais nada, você é minha cura e o veneno!
Amor, o tempo passou lentamente
Tão lento que perdi a conta dos anos
Tão devagar que cansei de olhar para as horas
Não olhei para mim, nem olhei para nada
Vi apenas a distância que tomavas de mim
Olhei para trás e vi meus rastros marcados
Por todo o caminho que percorri
Haviam rastros de sangue
Pois todo o meu ser sangrava
Um sangue que ninguém mais percebia
Olhei-me no espelho e quase não reconheci
A figura refletida diante de mim
Nada se parecia com aquela de antes
Eu não era mais a mesma
Não voltaria a ser a mesma
Mas entenda, meu amor
Durante todo esse tempo busquei por você
Tentando encontrar algum vestígio
Uma evidência que fosse
De algum sentimento por mim em você
Bati em portas que não se abriram
Andei por ruas que não tinham saída
Atravessei sinais fechados para mim
Encontrei apenas mais dor
Abrindo mais feridas em mim
Lentamente meu tempo passa, amor
E lentamente envelheço com ele
Há vestígios de saudade em mim
Fragmentos de algo que restou
Enquanto apenas aguardo o lento fim
~~ANJO ARREBATADOR~~
Queria Eu
Poder ficar ao seu lado,
Tocar lentamente os teus lábios,
Com um beijo apaixonado.
Queria Eu,
Nos teus ouvidos sussurrar,
Do amor que sinto por você,
E a sua voz poder calar.
Queria Eu,
Enaltecer os seus valores,
Com muito amor e carinho,
Oferecer-te um buque de flores.
Queria Eu,
Liberar o seu lindo sorriso,
Contracenando com o luar,
Num verdadeiro paraíso.
Queria Eu,
Utilizar um pouco do seu calor,
Para aquecer o meu corpo,
Com sua ternura e seu o primor.
Queria Eu,
Em uma noite clara de luar,
Ver o reflexo do meu rosto,
No lindo brilho de seu olhar.
Queria Eu,
Poder viver no seu mundo de emoção,
Conhecer a fascinante simplicidade,
Que encanta meu coração.
Du’Art 05/ 12 / 2016
E eu,
Aos poucos, fui te observando,
Te querendo,
Lentamente,
Até que decidi....arriscar-me
e querer-te como só eu sei querer..
Intenso, com a alma o coração e a vida..
Com todo o meu ser..!
Sonia Solange da Silveira Ssolsevilha
Seus dias ficaram na minha pele,
Que absorve lentamente
cada fragmento deixado
em nossas loucuras
secretas de Amor.
Quando a vida
Nos dá limões, a gente espreme, adoça e degusta
Lentamente o fresco de viver...
Dias ruins pensando nos bons que virão em breve!
Mergulhei
Fundo no mar da vida
Nadei lentamente pelos meus sonhos
Afundei-me em alegria
E submergir dele alçando um vôo rasante
Pelos céus da minha tristeza
Que por fim acolheu
Em brandos ventos levando-me ao destino
Que tanto me esperava
Para agregar em mim
Uma certeza que já se calava
Nas palavras
Mas gritava em silêncio como um louco
Dizendo-me
Tudo dentro do nada que me vestia
Naquele momento só meu.
Bezinha estava trabalhando em dois escritorios de advocacia e , árdua e lentamente, montava o seu próprio escritório.
Em um dos escritorios firmara amizade com a sócia - Emezinha. Era incrivel como ela ria, ficava alegre em encontrar Bezinha.
A amizade trazia a Bezinha, sempre com sindrome do patinho feio, contentamento.
A amizade vinha a Bezinha com um afeto maior, já que a nova amiga confiava em seu trabalho e fez tanto gosto para que ela criasse ao menos dois dias para ali trabalhar. Nos dois dias que Bezinha ia ao escritório, jogava lhe o serviço e saia com o sócio para visitar novos clientes.
Emezinha era casada com o jovem e Belo Quexinho, que não era advogado, mas muito bem colocado social e profissionalmente. Sabem, estes herdeiros dos quatrocentoes de sp e seus belos nomes de família.
O sócio, de Emezinha, de idade, cabelos brancos,aposentado do serviço público , era Pezinho.
Ah Bezinha!
Gezinho, amigo de Emezinha e o melhor amigo de Bezinha, do nada, vira -se para a então jovem e ingênua Bezinha e lhe diz:
-" Você é solteira .
Pezinho acabou de se divorciar.
Não se meta com ele ou vai arrumar encrenca com Emezinha."
Bezinha, coitada, vaidosa de si, achara que Gezinho estava com ciúmes dela, como, corriqueiro entre os dois. Imaginem, Emezinha com ciúmes de Pezinho, com maridao que ela tinha, só porque eram sócios? Só se fosse doença. Não lhe parecia.
E eis que Bezinha e Pezinho começaram sair.
Do nada, Emezinha se separa judicialente do marido.
E perto ali os dias, chegada para Bezinha o fim de semana de amor com Pezinho, que entre beijos e almofadas, desejoso, na hora de vamos tirar a roupa meu bem e nos casar, anuncia a Bezinha, numa mistura de arrependimento , honestidade e cafajestaria, o seguinte:
-"Bezinha, há algo que você precisa saber."
Bezinha, no fogo da juventude, que já está com o cérebro , a mente e o corpo orgástica, depois de dia de beijos drive in na praia e agora na bela noite , de verdade, não crê que o velhote quer discutir a relação.
Coitada de Bezinha.
Pezinho , ali, luzes apagadas, luz da noite fazendo seu rosto brilhar, cheiro de insenso e almiscar ,tudo romance, continua dizer:
-"Eu e Emezinha somos amantes.
Por esta razão minha ex esposa não saiu do quarto do sítio, no churrasco do meu aniversário, lembra? Emezinha estava lá. Agora que ela se separou, depois de tantos anos sendo amantes, não tenho como não casar com Emezinha. No entanto,Bezinha, quero você como amante.
Eu caso com ela e eu e você nos tornamos amantes. O que você acha?
Como bem ensinara a Bezinha a fria relação de sua mãe com seu carinhoso pai e a amiga Ypsolonzinha, ser amante era a melhor das propostas. Bezinha acreditou e acredita que as amantes, desde os reinados, imemoráveis, sempre são mais amadas do que esposas.
Porém, nem tanto pela surpresa e pela torpeza daquele que se mostrava sempre precisar de relacionentos marginais e traiçoeiros com próximos, o que lhe repugnou, o fato foi que Bezinha rompeu um choro doído e doido.
Era um choro pesado . Da alma.
E veio de seu coração algo, dito em palavras, que ela também não sabia:
-" você tem noção do que fez?
Você estragou minha amizade com Emezinha.
Nunca mais a minha amizade e a de Emezinha será a mesma, quando ela souber que ficamos juntos."
Naquele momento, na balança, com toda honestidade do sentir,havia mais amor na amizade que Bezinha tinha por Emezinha, do que no abortado início de romance.
Ah Bezinha!
Depois, com gosto de amargura, descobriu que toda aquela alegria , amizade de Emezinha e querer lhe trabalhando em seu escritório era porque enquanto Bezinha fazia o trabalho, Emezinha, então casada, poderia, duas vezes por semana, estar com Pezinho, sem que Queixinho se desse conta, sem que o trabalho restasse atrasado.
No fatídico fim de semana, que prometia e terminou Pezinho dormindo num quarto, enquanto Bezinha chorava no outro , restaram presentes.
Pezinho acordou cedo no domingo. Quando Bezinha acordou ele comprara o pão e três presentes:
1- uma tábua de queijos, sem ter trazido queijo ,ou sem que houvesse um na geladeira;
2 - imensos baldes.
Nunca mais Bezinha voltou ao escritório, falou ou reviu Emezinha e Pezinho.
Nunca mais nem ficou sabendo do trabalho deixado na mesa.
Emezinha e Pezinho, já vivendo maritalmente, passado pouco tempo, foram visitar Bezinha na praia. Não a encontraram. O recado de que cônjuges, foi dado pelo Zelador a Bezinha.
Quem é o melhor amigo de quem?
A amizade É também isto: o fio da navalha.
Quando corta, sangra.
The End?
Não. A vida , com outros personagens, em outros momentos, com estórias diferentes, interessantrs e até cômicas, não fossem trágicas, fez Bezinha sentir o fio da navalha cortar e sangrou novente.
A estupidez de Bezinha, chora ela, alguns cortou.
Nossa, quanto dissabor e sangue quando a navalha corta na amizade.
A N J O
Que ele venha resignado,
Silencioso…
Que se aproxime lentamente
Enquanto a dispa com os olhos
Deixando-a imóvel… vulnerável…
Ela esboça um sorriso de Monalisa
Mas a pose é de Vênus
Seu olhar diz… me abrace…
O enlace…
O toque… a pele…
O beijo… és minha agora
A entrega…
A respiração ofegante…
As mãos que passeiam
Na ânsia da posse pelo ser desejado
O descontrole…
Os corpos ardem…
Se consomem…
Gemidos… sussurros…
Um grito à meia luz
O êxtase.
Estou no chão novamente
Um grande ferida em meu coração
Está me torturando lentamente
Não há previsão de quando isso irá parar
Nem como fazer parar, mas
Minha morte seria uma solução para isso
Tenho que parar de pensar nisso
Nunca sai realmente do chão
Minhas feridas nunca chegaram a realmente se fechar
O tempo não as curou, está fazendo sangrar mais
Estou cansada de lutar, estou cansada de me levantar
Apenas para cair depois sem aprender nada
Essas coisas estão me sufocando por dentro
Eu nunca fui de ferro apesar do meu coração ser de pedra
Eu nunca foi forte apesar de nunca me ter visto chorar
Eu nunca fui feliz apesar de sempre estar sorrindo
Chego a concluir que nunca fui sincera
A verdade eu nunca mostrei, apenas sorri
Me perdoe não ser forte o suficiente
Para lidar com pequenas coisas e deixar que
Me machucam tanto, eu sinto muito
Por sempre precisar de ajuda e não fazer nada sozinha
Talvez eu faça isso por querer você por perto
Eu me sinto tão inútil por admitir não ser independente
Não me acostumei a ficar sozinha, apesar de estar sempre só
Mas também não aprendi a deixar se aproximarem
Reclamo de estar assim mas todos que se aproximam eu os machuco
Sou um quebra-cabeça de espinhos e sem peças certas
É apenas uma questão de tempo se cansarem e irem embora
Tenho medo de quem sempre me manteve em pé se vá ao tentar
Todas as pessoas e descobrir que não há uma solução
Está tudo bem na verdade, tudo se tornou normal
Por mais que tente, não irá mudar quem sou
Eu nunca serei liberta de pensamentos ruins
Só preciso continuar resistindo, tudo irá acabar
De um jeito bom ou ruim, mas na verdade
O ruim depende do ponto de vista...
Lentamente, suas cinzas escrevem em minha pele...
Debaixo de feridas expostas a libertinagem do que eu julgava ser um espectro, escorre pela Iris , doendo, enfraquecendo,jorrando, feito sangue que esvai, rebentando o que vê pela frente, sem clemência, lembrando o quanto o transbordo em ódio pela minha casa vazia, partida em pedaços espalhados, cujo o peso, o vento não consegue não leva embora, e não me faz voar pra longe de mim, onde tem tanto de você.
O pior monstro é o que vc cria dentro da sua mente, que aos pouco vão devorando lentamente a sua consciência e te jogando em um abismo de solidão!
Assim como a noite que vem chegando lentamente
Diminuamos nossos passos, nosso tom de voz
Ouviremos ao longe, coro de pássaros, borboletas e anjos,
Todos se preparando para o ritual noturno
Deixemo-nos envolver nesta mística sintonia
para que nosso repouso seja tranquilo e restaurador...
Boa noite queridos amigos!
mel - ((*_*)) 12/07/16
