Moralidade
Nenhuma Lei pode ser enunciada de forma absoluta e irrestrita, desvinculando-a dos motivos correlacionados ao contexto em que se aplica.
Leis são dogmas que devem ser aceitos por qualquer um que tencione viver sob a proteção do contrato social. Realmente não diferem muito de convicções religiosas, mas tendem a ter um viés mais Consequencialista Utilitário que as crenças de cunho essencialmente religioso.
Nos últimos 2 mil anos da história ocidental, testemunhamos o Estado transformar-se em um sucursal da Moralidade religiosa.
A Ciência oferece conhecimento da realidade. A Religião, esperança quanto aos seus significados, propósitos e desdobramentos.
Quando Razão e Tradição divergem, escolhemos entre as duas por aquela que mais nos favorece ou agrada.
O Relativismo luta contra a Moral Absoluta, mas deseja que sua Moral seja universalizável. É uma incongruência delirante.
Chamamos de Tradição a repetição de um determinado costume sem adicionar a ele qualquer novo raciocínio ou conclusão.
Sendo as instituições republicanas integradas por homens que vivem em sociedade, a ética que parametriza as relações interpessoais reflete diretamente na ética que pauta as relações institucionais. A indissociabilidade desse vínculo tem causado prejuízos imensuráveis a um povo, por afetar diretamente a tão almejada pacificação social.
Será apenas através do diálogo proporcionado pela Política que poderemos superar as armadilhas do Desengajamento Moral, criando uma atmosfera de cooperação e entendimento no pluralismo das sociedades do século XXI.
Somos como formigas buscando alimento e um local longe do frio. Saímos dos becos escuros mas temos medo da claridade. A frágil moralidade não reside na ética nem se mistura ao óleo que passam nas pálpebras para ficarem dobradas no escuro. As solas dos seus sapatos contam segredos de cegos, surdos e mudos. Rangem os dentes as falsas onças longe da floresta, peixes nadam para encontrar liberdade além das pedras, aves são violentas quando estão com fome. Nós os caninos somos leais por isso latimos.
Sem nunca pedir permissão
Cresce a barba de qualquer menino
Uns anseiam, outros não
Tantas coisas mais acompanharão o menino
Autonomia, respeito, liberdade e também pressão
Coisas que um dia tanto quis o menino
A hombridade lhe será cobrada sem perdão
Aqueles que não aguentam, desejam voltar a ser menino
Sem poder realizar de forma alguma tal regressão
O mundo está cheio de homens com mente de menino.
É confuso saber que a pessoa se cala diante do que julga imoral, e o aceita numa boa (ignorando totalmente o fato de que isso também lhe revolta), quando se faz conveniente para o seu individual. Ou se cala simplesmente por não se importar mesmo.
É claro, se o ato de moralidade escassa não o invadir diretamente. Fosse assim, de forma mais íntima a esse mudo, a dor indígna com a conduta errônea se sobressairia sim, provocando-o de maneira igual a buscar para si e um pouquinho só que seja, a mais de respeito moral também para o outro.
Manter-se firme aquilo que diz acreditar, é difícil quando só se almeja o que deseja da feira.
QUERO A PAZ
Quero a paz que inunda àqueles que são simples de coração
Que nos fazem singrar os rios da verdade
Que nos faz levantar a espada da justiça
Que nos faz riscar com o lápis da moralidade...
Quero a paz que brota mesmo sem a esperança
A paz que faz o sorriso nascer em meio à tristeza
A paz insiste mesmo quando não se tem certeza do retorno da pessoa amada,
Não se tem certeza do descanso e do sono...
Quero a paz que está no intimo do coração amante
Que está na voz do sábio
No gesto do coerente
Que está na alma dos meus filhos...
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