Morada
Onde o Amor Encontra Morada
A verdadeira grandeza da cumplicidade
não está apenas em caminhar lado a lado,
mas em encontrar alguém
com quem a alma possa caminhar descalça.
Porque um amor verdadeiro tem esse poder:
transforma um homem comum
em alguém extraordinário,
não por aquilo que conquista sozinho,
mas por aquilo que aprende a construir a dois.
É quando o amor deixa de ser promessa
e se torna reciprocidade.
Quando existe verdade no olhar,
sinceridade nas palavras,
confiança nos silêncios
e vontade de dividir não apenas os dias,
mas também os sonhos,
as alegrias, os medos e a vida.
Amar é encontrar alguém
com quem a felicidade não seja uma coisa particular,
mas um lugar que pertence aos dois.
E talvez o melhor lugar do mundo
não seja uma cidade, uma casa ou um destino.
Talvez seja simplesmente
dentro de um abraço.
Porque dentro de um abraço
a solidão perde a força,
a saudade encontra descanso
e até os corações mais carentes
descobrem que não estão sozinhos.
Ali, tudo fica mais quente.
Mais leve.
Mais perto.
Tudo aquilo que a gente sofre
parece se dissolver entre dois braços.
As preocupações diminuem,
os medos silenciam
e aquilo que parecia impossível
começa a parecer possível outra vez.
E tudo o que a gente espera,
tudo o que sonha,
tudo aquilo que secretamente deseja encontrar,
às vezes está ali:
num abraço apertado,
num coração junto ao outro,
na certeza silenciosa
de que, naquele instante,
não existe lugar algum no mundo
onde eu preferiria estar.
Porque quando é amor de verdade,
um abraço não é apenas um abraço.
É casa.
É abrigo.
É encontro.
É o lugar onde dois corações
descobrem que podem, finalmente,
descansar um no outro.
Enquanto o pastor tenta roubar a minha morada, eu te ajudo a salvar a sua.
Nem todo sem-teto vive na rua!
💪🏼⚡︎☯
Louvar nos momentos de dor é uma virtude daqueles que são morada do Espírito Santo (Atos 16.22-25).
O refúgio é, por vezes, a mais sublime morada da alma: nele, o silêncio depura os excessos, a distância reorganiza os pensamentos e a solitude restitui aquilo que o tumulto cotidiano nos subtrai. O grande paradoxo, contudo, reside no fato de que até o abrigo pode perder sua nobreza quando deixa de ser escolha consciente e se converte em permanência fútil. Afinal, refugiar-se é sabedoria quando nos reconstrói; torna-se vazio quando apenas nos distancia daquilo que, inevitavelmente, precisamos enfrentar.
Morada dos deuses e épico ético...
Política do humano pensante e suas metáforas.
Algumas vezes o dilema do dogmas são histórias de um passado,
Pode se refletir no presente?
Temos que ter essas histórias como exemplo?
E o amor próprio fez morada em mim..e eu me descobri forte , serena , cheia de si ... me descobri guerreira.. tô amando me amar em primeiro lugar e quem quiser que corra atrás..porque eu fui... tô indo..parti ... quem quiser que se achegue...
E o teu corpo resolveu fazer morada no meu.. resolveu se encantar nas minhas curvas.. e fazer da minha pele.. seu apogeu..
“Morada nas Palavras”
Há amores que moram numa casa.
Conhecem o barulho das chaves na porta, o café dividido pela manhã, os pequenos desentendimentos, o silêncio confortável de quem já não precisa dizer nada para permanecer.
E há outros que nunca recebem um endereço.
Não porque tenham sido menores. Talvez justamente porque a vida não lhes concedeu espaço suficiente para acontecer.
Então eles procuram outro lugar para morar.
Uma carta.
Uma página.
Uma frase escrita no meio da madrugada.
Kafka e Milena encontraram esse lugar.
Não tiveram uma vida inteira lado a lado. Tiveram distância, espera, desejo e palavras. Muitas palavras. E talvez cada carta enviada fosse uma tentativa de diminuir alguns quilômetros entre dois corações que a realidade insistia em manter separados.
Há algo profundamente romântico e doloroso nisso.
Quando não podemos tocar alguém, começamos a tocar através das palavras.
Escrevemos “saudade” quando gostaríamos de dizer “fique”.
Escrevemos páginas quando desejaríamos apenas alguns minutos de presença.
E colocamos dentro de um envelope aquilo que os braços não conseguiram alcançar.
Talvez por isso certas cartas de amor sobrevivam tanto tempo.
Elas não guardam apenas aquilo que aconteceu.
Guardam aquilo que poderia ter acontecido.
Os encontros imaginados.
As manhãs que nunca chegaram.
Os abraços adiados.
A vida que permaneceu esperando do outro lado da possibilidade.
E existe saudade até daquilo que nunca vivemos.
Essa talvez seja uma das formas mais misteriosas da saudade: sentir falta de uma vida que nunca chegou a existir.
Kafka e Milena partiram.
As mãos que escreveram aquelas cartas desapareceram. Os olhos que esperavam por elas também.
Mas as palavras ficaram.
Continuaram atravessando anos, fronteiras e gerações até chegarem às mãos de pessoas que eles jamais conheceriam.
Talvez porque algumas palavras se recusem a morrer quando foram escritas com sentimento suficiente.
E penso que certos amores sejam assim.
Não encontram uma casa.
Não encontram o tempo certo.
Às vezes nem sequer encontram um final.
Encontram apenas uma página em branco.
E ali permanecem.
Porque quando a vida não oferece lugar para um amor morar, às vezes resta à palavra abrir a porta.
Crônica baseada no livro Cartas a Milena - Franz Kafka
Criador e criatura ...
Como a esponja do mar, agarra-se à pedra
e nela fixa sua morada,
assim, acontece com o avarento
Ele se prende ao seu tesouro.
amontoa tudo que conquistou
e não consegue partilhar o que recebeu .
Mesmo sendo o fruto da sua inteligência,
não reconhece que foi por
dádiva do Seu Criador.
"Temos muito pouco tempo nesta morada, façamos bom uso do tempo que nos resta para conhecer nossos vizinhos, para alargar a sala de visita de nossa alma.
Não seria prudente gastar muito tempo em adornar a casa que impreterivelmente se desmoronará. Evitemos as disputas mesquinhas, ideologias falíveis que segregam e escravizam os homens, produzem guerras, injustiças e sofrimento.
Portanto, mantenhamos-nos aquecidos com o calor humano dos amigos verdadeiros, com a chama dos afetos, façamos uma fogueira para celebrar a amizade e a paz, iluminemos a nossa caminhada com o fogo inextinguível da esperança ... "
você não é apenas um passado que eu lembro, é a saudade que virou morada e o sonho que finalmente decidiu ficar.
A solidão é um inverno que eu não sei enfrentar sozinho. Me tira desse chão e me faz morada no seu coração.
Nenhuma mulher carrega a obrigação de permanecer onde o coração já não faz morada. O amor não aceita correntes, e a liberdade de ir embora é um direito sagrado de cada alma. Ficar por conveniência é desonrar o próprio sentimento. No entanto, precisamos ter a coragem de olhar para o espelho da vida e encarar uma verdade dolorosa: muitas vezes, a pressa, o orgulho ou o apego a ilusões superficiais fazem pessoas abandonarem conexões raras por motivos banais.
Perder um parceiro ideal por caprichos momentâneos é uma ferida que o tempo custa a fechar. O homem ideal não é o herói perfeito dos contos infantis, mas aquele que escolhe ser porto seguro em dias de tempestade. É o ser humano que aceita os seus dias difíceis, que limpa as suas lágrimas e que investe os dias dele para ver o seu sorriso florescer. Encontrar alguém disposto a construir uma história real, com respeito mútuo e lealdade inabalável, é um privilégio escasso no mundo moderno.
A maior lição que a vida nos oferece é entender o valor do afeto enquanto ele está presente. Quando um homem bom decide recolher o carinho que foi rejeitado, ele não volta atrás: ele simplesmente vai embora. A vida é um sopro e não dá garantias. Não permita que o ego estrague o que a alma levou anos para atrair. Olhe para quem caminha ao seu lado hoje, valorize a pureza dos gestos cotidianos e lembre-se: o amor verdadeiro é um diamante bruto, difícil de encontrar, mas tragicamente fácil de perder.
Enterrei meu coração sob sete palmos de solidão, ali onde a ausência fez morada eterna. Aquele peito virou túmulo frio, sepultando promessas que desmoronaram feito castelos de areia na maré cheia. Lembro perfeitamente do abandono bruto, do rasgar da carne interna quando o adeus definitivo retumbou sem piedade.
Fiquei dilacerado, sangrando em segredo enquanto o mundo lá fora continuava girando, indiferente ao meu luto afetivo. A verdade nua e crua é que ninguém liga se você está na pior; as pessoas assistem à sua queda por curiosidade, mas pouquíssimas estendem a mão para o resgate. As feridas ardiam na calada da noite, transformando memórias outrora doces em pura tortura psicológica. Engoli o choro seco ao perceber que a plateia do meu sofrimento esperava apenas o meu fim definitivo. Aquela paixão avassaladora converteu-se em cinzas, deixando apenas cicatrizes profundas como testemunhas do desastre.Contudo, nenhum inverno dura para sempre, nem mesmo dentro de nós.
No fundo daquela cova escura, onde parecia restar somente morte, uma força primitiva começou a pulsar baixinho. Percebi que as lágrimas limpavam os escombros, adubando a terra ressecada da minha própria alma. Ninguém viria me salvar daquele buraco, então precisei ser o meu próprio milagre. Decidi desenterrar a vida que ainda restava em mim, recusando-me a ser lápide de quem partiu. Ergui-me do chão batido, limpei a poeira do orgulho ferido e reconectei cada pedaço quebrado com o fio dourado do auto-respeito. Criei uma armadura com os estilhaços do que sobrou. O amor-próprio não é ausência de dor, mas a teimosia sagrada de florescer novamente após o sepultamento.
Hoje, olho para trás sem rancor ou medo do amanhã. Compreendi, finalmente, que certas partidas servem para nos devolver a nós mesmos por inteiro. A maior superação não está em esquecer quem machucou, mas em acolher os próprios retalhos com orgulho e doçura extrema. Cicatrizes são troféus de guerra que provam nossa capacidade infinita de renascimento.
Se o mundo lhe deu as costas quando seu chão sumiu, use esse isolamento forçado para reconstruir seus alicerces em segredo. Se você também se encontra no fundo do poço emocional agora, escute este conselho: não tema o vazio atual. Ele é apenas o espaço necessário para a construção de uma versão sua infinitamente mais forte, livre e verdadeiramente indestrutível.
Peço a Deus que acalme a minha pressa. Que eu faça morada no presente e não me afobe com excesso de futuro.
Que eu possa aproveitar a companhia dos que estão perto de mim, e não me torture com a falta de notícias dos que estão longe.
Que cada espera tenha seu peso e sua medida, e que eu não me desgaste aguardando por aquilo que não merece ser aguardado.
Que eu não tenha pressa de me curar nem de mostrar aos outros que superei, mas que eu seja carinhosa com meu tempo e minhas dores.
Que a leveza me alcance, e com ela a capacidade de perdoar a corrida dos ponteiros do relógio e o entendimento de que nada é tão urgente quanto o momento presente.
Fabíola Simões.
Nu editelima 60/maio/2022
O inferno não invade. Ele é convidado pelo pecado.E onde o pecado faz morada, a vara de Deus não demora.
Nos teus braços, encontrei morada, renovei minhas esperanças
no momento que eu mais precisava,
aprendi o valor da reciprocidade,
posso, às vezes, até esquecer,
mas sei que o amor precisa ser
de verdade,
então, agradeço a Deus por ter você,
minha preciosidade.
