Morada
Louvar nos momentos de dor é uma virtude daqueles que são morada do Espírito Santo (Atos 16.22-25).
Sou grato por seu amor
Sou grato por seu amor,
porque chegou sem avisar e fez morada em mim.
Entre tantos caminhos, tantos encontros passageiros,
foi você quem transformou dias comuns
em memórias que o coração guarda em silêncio.
Sou grato por cada detalhe do seu jeito,
pelos sorrisos que nasceram sem motivo,
pelos olhares que disseram tanto sem palavras.
Você trouxe luz para lugares em mim
que nem eu mesmo sabia que estavam escuros.
Quando a vida pesou sobre meus ombros,
seu carinho foi abrigo e paz.
Seu amor me encontrou nas minhas imperfeições
e, sem pedir mudanças impossíveis,
me ensinou o valor de ser amado de verdade.
Existem pessoas que passam como o vento,
mas existem aquelas que permanecem na alma.
Você se tornou presença em meus pensamentos,
uma dessas raridades que o tempo não apaga
e que a saudade nunca aprende a esquecer.
Se hoje sorrio com mais esperança,
é porque você existe dentro dos meus dias.
E entre todas as palavras que eu poderia dizer,
há uma que sempre será eterna em meu coração:
sou grato por seu amor.
Morada dos deuses e épico ético...
Política do humano pensante e suas metáforas.
Algumas vezes o dilema do dogmas são histórias de um passado,
Pode se refletir no presente?
Temos que ter essas histórias como exemplo?
A escuridão às vezes parece abrigo para olhos cansados,
mas nem todo conforto é morada.
Há quem se acostume com o frio por medo do calor.
Você me diz que é um desafio se relacionar
com quem gosta de você.
E eu entendo…
porque quando alguém nos oferece luz,
ela revela partes que a sombra escondia.
Você diz que eu carrego amor, poesia, beleza, compaixão.
Talvez eu carregue mesmo.
Mas carrego também dúvidas, medos,
essas perguntas que deixei no ar:
seríamos faísca e palha?
ou a brisa do inverno protegendo uma vela acesa na janela?
Você evita —
não por falta de sentir,
mas talvez por medo de merecer.
E ainda assim,
você diz que não sente os intervalos entre nossas conversas.
Como se não houvesse ausência.
Como se, de algum modo, permanecêssemos.
Talvez porque quando duas almas se reconhecem,
o tempo não separa — apenas respira.
E no fim, há uma verdade simples e imensa:
ser feliz é uma escolha diária.
Não é impulso. Não é acaso.
É decisão.
Encontrar um motivo para continuar vivo é um ato íntimo e corajoso.
E esse motivo não importa qual seja —
se ele faz seu coração insistir, já é suficiente.
Mas, se você quer ter esse motivo,
se quer que ele permaneça e floresça,
você só precisa lutar por ele.
Porque aquilo que toca a raiz do ser,
aquele lugar onde nascem os sentimentos
e o coração revela por quem realmente pulsa,
não pede fuga —
pede coragem.
Onde o Amor Encontra Morada
A verdadeira grandeza da cumplicidade
não está apenas em caminhar lado a lado,
mas em encontrar alguém
com quem a alma possa caminhar descalça.
Porque um amor verdadeiro tem esse poder:
transforma um homem comum
em alguém extraordinário,
não por aquilo que conquista sozinho,
mas por aquilo que aprende a construir a dois.
É quando o amor deixa de ser promessa
e se torna reciprocidade.
Quando existe verdade no olhar,
sinceridade nas palavras,
confiança nos silêncios
e vontade de dividir não apenas os dias,
mas também os sonhos,
as alegrias, os medos e a vida.
Amar é encontrar alguém
com quem a felicidade não seja uma coisa particular,
mas um lugar que pertence aos dois.
E talvez o melhor lugar do mundo
não seja uma cidade, uma casa ou um destino.
Talvez seja simplesmente
dentro de um abraço.
Porque dentro de um abraço
a solidão perde a força,
a saudade encontra descanso
e até os corações mais carentes
descobrem que não estão sozinhos.
Ali, tudo fica mais quente.
Mais leve.
Mais perto.
Tudo aquilo que a gente sofre
parece se dissolver entre dois braços.
As preocupações diminuem,
os medos silenciam
e aquilo que parecia impossível
começa a parecer possível outra vez.
E tudo o que a gente espera,
tudo o que sonha,
tudo aquilo que secretamente deseja encontrar,
às vezes está ali:
num abraço apertado,
num coração junto ao outro,
na certeza silenciosa
de que, naquele instante,
não existe lugar algum no mundo
onde eu preferiria estar.
Porque quando é amor de verdade,
um abraço não é apenas um abraço.
É casa.
É abrigo.
É encontro.
É o lugar onde dois corações
descobrem que podem, finalmente,
descansar um no outro.
A Crueldade das Indiretas só encontra morada na Inviabilização do Debate.
Confundi-las com ironia é pagar para se precipitar no abismo da guerra palavrosa.
Quando a palavra não é dita face a face, mas atirada ao léu, ela não busca construir, mas ferir.
As indiretas carregam o veneno medonho da ambiguidade: dizem sem dizer, acusam sem assumir, afastam em vez de aproximar.
No lugar do diálogo sincero, abre-se espaço para mal-entendidos, ressentimentos e silêncios pesados.
Debater é olhar nos olhos, é sustentar a própria convicção sem precisar se esconder em meias-palavras.
Por isso, toda indireta é uma recusa ao encontro verdadeiro — uma forma disfarçada de fugir da verdade que poderia libertar.
Afinal, só há debate quando há coragem de expor, ouvir e responder.
Tudo o resto não passa de ruídos orquestrados ao desserviço do encardido.
Não faça da escassez sua morada. Se puder, expulse-a; se não puder, tenha coragem de deixar o lugar onde ela decidiu ficar.
O inferno não invade. Ele é convidado pelo pecado.E onde o pecado faz morada, a vara de Deus não demora.
Onde a Sombra Faz Morada
Há vidas que parecem atravessar o mundo sob um céu que nunca amanheceu.
O destino lhes rouba nomes, abraços e futuros, e lhes da remédios para ser um Porto seguro ,
até que a memória se torne um cemitério onde o vento aprende a sussurrar.
Quem contempla tantas despedidas deveria entender
que toda existência é apenas um sopro, passa tão rapido,
uma chama vacilante que com o menor descuido o tempo se apaga.
Mas nem toda dor gera luz.
Há sofrimentos que, quando alimentados pelo vaidade,
deixam de ser cicatrizes e se tornam correntes;
aprisionam a alma, endurecem a voz
e transformam o julgamento em um altar de esquizofrenia.
É um paradoxo cruel.
Quanto mais a morte revela o valor da vida,
mais alguns insistem em desperdiçá-la medindo as falhas alheias dos outros, para Camuflarem às suas.
Esquecem que nenhum tribunal humano resiste ao relógio,
que toda sentença pronunciada hoje
amanhã será apenas poeira, palavras ao vento repousando sobre o cemitério de silêncio.
A maior tragédia nunca foi aquilo que o destino levou.
Foi permitir que cada perda apagasse, pouco a pouco,
a última centelha de lembranças de amor e, misericórdia vividas
Porque há um abismo mais profundo que o luto:
é sobreviver a tantas apocalipses
e, ainda assim, não aprender a ser guarda-chuva para quem também caminha sob a chuva.
Tenho morada garantida
no teu pensamento,
As tuas linguagens secretas
do amor e das flores,
confirmam o sentimento:
Que sou a que liga
o céu e a terra em mim
baixo o Hemisfério Austral.
Não acredito em acidente,
é tudo muito coincidente.
Ñuble, Biobío, a Patagonia
dos dois lados me doem,
Tudo na minha terra me dói
e Tariquía me preocupa,
E em ti sei que também
dói de maneira absoluta,
muito próximo de tortura.
Não acredito em acidente,
tem muita gente conivente.
Querem transformar a vida
continente totalmente numa
vida distópica e absurda,
E ficam testando a paciência
para uns como ciência oculta,
e plantam a coletiva dúvida.
(Da nossa parte para eles não
existe perdão, esquecimento,
e tampouco nenhuma desculpa).
Paz
A minha morada
é a morada da paz.
O meu pensamento
é feito de paz.
A minha Cidade
é a Cidade da paz.
A minha emoção
é feita de paz.
O meu Estado
é o Estado da paz.
O meu sentimento
é feito de paz.
A minha Nação
é a Nação da paz.
Os meus sonhos
são sonhos de paz.
O meu Continente
é o Continente da paz.
Os meus desejos
são desejos de paz.
O meu Hemisfério
é o Hemisfério da paz.
A minha comunicação
é a comunicação da paz.
Se qualquer pessoa
ou circunstância
for diferente da minha paz,
a cabeça jamais faz.
Não permanecerei por perto
para que tenha acesso,
nem darei sucesso
a tudo o que não é de paz
Viver em paz a diferença faz,
e o melhor sempre nos traz.
Na morada do meu ser residem tantos de mim:
Há um santo,
Há um pecador,
Há uma criança,
Há um velho,
Há um animal,
Há um idiota,
Há um sábio,
Há um artista.
Permita-se entrar nesse lar sagrado e conhecerá um dentre muitos de mim; só depende de quem você vai despertar.
O refúgio é, por vezes, a mais sublime morada da alma: nele, o silêncio depura os excessos, a distância reorganiza os pensamentos e a solitude restitui aquilo que o tumulto cotidiano nos subtrai. O grande paradoxo, contudo, reside no fato de que até o abrigo pode perder sua nobreza quando deixa de ser escolha consciente e se converte em permanência fútil. Afinal, refugiar-se é sabedoria quando nos reconstrói; torna-se vazio quando apenas nos distancia daquilo que, inevitavelmente, precisamos enfrentar.
Há amigo que não apenas caminha ao lado,
mas faz morada dentro do coração.
Sua presença é como bálsamo suave,
seu abraço, um refúgio em meio à aflição.
Não é amizade de superfície,
é raiz plantada pelo próprio Deus,
que floresce em risos e lágrimas,
e aponta sempre para os céus.
A aparência é o disfarce do mistério,
e o mistério é a morada do Espírito.
Por isso, quem é sábio não aponta, ora.
Quem tem discernimento, não despreza, intercede.
Porque a luz de Deus brilha em vasos simples,
e a glória não se veste de vaidade, mas de verdade.
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