Monólogos impactantes para treinar expressão e sentimento
Queria viver de novo aquela sensação,
Amor de escola,
Lembra?
Nós dois esperando o sinal tocar com a turma da minha sala,
Você gostava da Nina,
E eu era a fim de você,
Você estava gripado aquele dia,
Percebeu que eu te olhava e me disse, despretensioso,
Você quer ser meu remédio?
E assim veio o primeiro beijo,
E vários outros que se seguiram,
Até que rapidinho,
Na quermesse da vila Assis,
Tomando vinho barato,
Você me pede em namoro,
Bem no dia que passo mal e vc cuida de mim,
Segurando meus cabelos,
Meu primeiro Amor,
Minha primeira entrega por completo,
Te dei meu coração, meu corpo, meus olhos, minha vida,
Como foi bom,
Nos intervalos da escola eu entre tuas pernas,
Lembra?
Naquela nossa foto?
Fomos felizes para sempre,
Nos nossos momentos,
Nossas loucuras,
Nossas tardes de domingo deitados na tua cama com a bandeira do Ramones hasteada sob nossas cabeças,
Um Amor que beirava o Lúdico,
Poético,
Amor de escola,
Amor de infância,
Até que a nossa imaturidade nós separou,
Mas, o Amor verdadeiro nunca acaba,
Permanece, só muda,
Enxuga toda lágrima,
As gotas de saudade se espalham,
O calor do abraço do reencontro nos reconforta,
Os laços prevalecem.
Não que sejam inexistentes,
Mas,
Em sua maioria,
Rasos,
Líquidos,
Não conseguem se aprofundar em assuntos,
Tentam fazer piada com a minha inteligência,
Para poder se defender da ausência de seu próprio intelecto.
Sou uma garota nascida em Julho,
Uma garota que almeja o Amor,
O Amor verdadeiro,
Enquanto ele passa,
A dor escorre pelos dedos,
Fere os cantos,
Derramam-se em prantos,
Todos os corações despedaçados,
Ameaçados por tanta desilusão,
Coração.
Maléfico,
Enganoso sangue que corre em minhas veias,
É como o canto das mais belas sereias,
Se entrelaçou e morreu,
Dentro de si morreu.
Pessoas que querem meu corpo existem,
Já existiram,
Mas,
À essas somente presenteio com a minha ausência,
Quero amor de alma,
Amor de Deus,
Complexidade,
Quero alianças trocadas,
Altar,
Quero o pra sempre,
Até que a morte nos separe.
A distância mede exatamente a proporção do desejo,
O tempo do reencontro,
mede exatamente a intensidade dos nossos corações,
Que se entrelaçam,
Como uma dança,
O beijo que transpassa,
Física Quântica,
Energia,
Perto de ti eu derreto,
Como se meu corpo se desfizesse em micropartículas,
Cada uma com uma cor,
Cada uma vibrando com a intensidade do nosso calor,
Como se o mundo parasse,
E eu não me importasse,
Só quero ficar,
Que se dane o relógio,
Quero me envolver no teu cheiro,
Nos seus cabelos,
Boca macia,
Universo paralelo,
Pra onde eu quero voltar,
E novamente contigo,
Fazer o tempo parar,
No toque, no gosto, no cheiro...
Seu sorriso me aquece,
Como a luz do sol enaltece,
Estremece,
Como se o relógio parasse,
Em êxtase,
Me desfaço,
Tua boca tem formato de céu,
Me eleva,
Me leva,
Em cada onda de Amor,
Meu prazer em você,
Desde o anoitecer,
Você é meu dia clarear.
A saudade faz parte do Amor,
Assim como eu faço parte de você em mim,
A distância é inevitável agora, eu bem sei,
Ôoo se sei,
Então, que seja,
Em tua ausência a companhia da saudade,
Misturada com a imagem de uma história,
Utópica,
Platônica,
Que com muito Amor,
Se desenvolve à Neruda,
Um enlaço,
Um abraço,
Teia.
Dezesseis ou vinte dois?
Uma vida,
Uma morte,
Um respirar e a falta dele,
Um Amor vivido intensamente,
Intensamente destruído,
Novamente pelas minhas mãos,
Cama quente,
O calor do seu corpo,
O relaxar da minha mente,
Num relacionamento ardente,
Explosão,
Combustão,
Fogo,
Passa,
Arrasando tudo,
Arrastando os muros,
Escombros,
Migalhas,
Interrogação,
Eu não sinto mais a dor,
Eu sou a dor,
Sou solidão,
Insólita,
No grande mar das incertezas tão sólidas.
Eu vou para um paraíso desconhecido com você,
Porquê nem mesmo o êxtase,
Se compara com o teu prazer.
Sorria,
O teu sorriso é o quebrar do silêncio,
Transforma o choro,
O lamento,
Num abraço,
Farto,
Sem precedentes,
Alma quente,
Calor,
Nos teus braços,
Teus abraços se encontram,
Carinho,
Nada mesquinho,
Doação,
Satisfação,
O prazer foi todo meu,
Em conhecê-la,
Ler-te,
Como um livro bom,
Daqueles que se relê em breve,
Sem pressa,
Com uma taça de vinho na mão,
Porque nada acontece em vão.
Eu só queria ter meu tempo,
E com ele a leveza do vento,
Meu lar,
Meu momento,
Parado no tempo,
Entre meus livros,
Reflexão...
Um freio nesse mundo louco,
Uma taça de vinho,
Um disco na vitrola,
Nada para dar bola,
No oitavo andar do meu apartamento,
A leve brisa,
A rede balança,
Meus cabelos em quase uma dança,
O cheiro de banho tomado,
Ninguém do meu lado,
Meu espaço,
No Amor da minha companhia me enlaço...
Disfarço olhares,
Ao olhar para aqueles pares,
Em pares de pares,
Entre olhares,
De mãos dadas,
Na calçada,
Ou em qualquer outra parte da cidade,
Ainda que para isso, não haja funcionalidade,
Só a felicidade,
Do não desgrudar,
Amor na palma da mão,
Daqueles de perder o juízo,
De noites mal dormidas,
Um grude que é!
Sem tropé,
É vontade de se estender em qualquer lugar e fazer um colchão de corpo,
Enebriado,
Cheiros, gostos e toques,
Como quem tem o prazer de dançar na cozinha,
Ao som da vitrola,
Tocando Bossa Nova naquele Ap de praia no oitavo andar,
No centro de Floripa,
Amor de Pipa,
Voa no ar,
Sem se dissipar,
Mas, se perdeu no meio do mar,
Naufrágio no Campeche,
A alma se perde,
Nunca mais se reveindicou,
Amor louco amor,
De navio partiu meu amor,
E minha alma em si naufragou...
Cada ser humano é um universo, livre para se expressar-se da forma que for, com o que for, com quem for...
Contanto que haja mútuo respeito,
Isso não é questão de idade,
O cronológico não altera caráter,
O cronológico é só uma imposição da sociedade.
Cronológica.
O tempo não altera caráter,
O costume cronológico é apenas uma imposição da sociedade.
Estranha...
Eu valorizo quem me chama,
Cheia de Lisonjeio,
As diferenças me atraem,
Nada demais,
Não olho pra trás,
Respeito a opinião,
Sua imposição não,
O meu mundo é maior do que seus olhos podem ver,
Superficial,
Não,
Mediocridade,
Passo longe,
Tua moralidade te esconde,
Rés,
Sou assim,
Oceano de mim,
imperscrutável.
