Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Eu trabalhei toda a minha vida, não me desculpo, para cuidar da minha família. E eu me recuso a ser um idiota dançando nas cordas de todos aqueles figurões. Essa é a minha vida, não me desculpo por isso.
Eis que o vento sopra em meu rosto, em meu corpo.
Vindo de frente, refresca minha fronte, massageia meus cabelos.
E eis que me fragmento num sem-número de sementes de dente-de-leão, sopradas pelo vento.
De minha essência nada resta, pois me espalho por onde ando, por onde as sementes voam.
Quisera ser flora para te encantar, e o fora, fora um dente-de-leão. Leão manso, de altivo passo, retumbante rugido e suave respiração.
Meus cabelos, ora juba, ora inflorescência, balançam ao vento e espalham sementes de dente-de-leão pelos campos ondeantes onde ando.
Outrora rugi, outrora rosnei, outrora agarrei, mas não aguentei. Outrora, eu era. Agora, deixo de ser.
Nada detém o vento, que num redemoinho me envolve, meus fragmentos revolve, num rodamoinho me dissolve. Sou capítulo soprado.
Me fragmento num sem-número de sementes, que voam pelo vento. E na terra, em minhas pegadas de leão, nascem dentes-de-leão.
(Epitáfio anemocórico, no livro O Bruxo de Curitiba)
NASCE, CRESCE, FILHO DA RUA
Desde o ventre da minha mãe que conheço as ruas. Minha mãe é zungueira de profissão, já desde o ventre que tenho acompanhando-lha nas suas zungas. Presenciou as caminhadas que ela faz para nos sustentar, as muitas corridas que faz e sofre dos fiscais e os senhores policiais para não perder o negócio que nos é rentável. Outras vezes ela não escapa e é nos cassumbulado o negócio, fonte do nosso sustento. Muitas vezes chicoteada por reivindicar que até sinto a dor da chicotada.
Fui gerado na rua porque até aos nove meses a minha mãe zungava a necessidade é enorme, para completar o enxovalhe e a panela em casa não entrar em greve. Esqueceu-se do dia, mês, hora que vinha ao mundo, acabei por ser gerado na rua e assim me familiarizei com a rua.
Três, quatro mês depois comecei a gatinhar minha mãe decidiu que já era o momento oportuno de acompanhar-lha na zunga, não há dinheiro para mim, ir a creche e ela não pode ficar parada ou seja ficar em casa. Apesar de requerer ainda muitos cuidados materno, porque se não morremos de fome.
Passo toda a minha infância na rua ao lado da minha mãe, sem crianças a minha volta porque as deixei todas no bairro em que vivemos e assim vou crescendo.
Sou da rua, alimentam-me, tomo banho, vestido na rua ao céu aberto ou seja ar livre.
Deste modo vou familiarizando com a rua, conhecendo-as do musseque à cidade. Quando completo os meus 5, 6 anos. Já sei fazer o mesmo trajecto me é familiar. Conheço-o tão bem que perco o medo de andar sozinho, criança que só. Esquecendo que as ruas são tão violentas e perigosas, criança e inocente. Mas como posso ter medo se presenciei as mesmas muito antes de andar nelas, sozinho.
Com os meus 10, 12 anos as ruas adoptam-me e passo a vida a lavar carros. Os grandes jipes, carros que só via nos filmes. Hoje tenho o prazer de os lavar e ver o seu interior fico fascinado com o que vejo, lavo para ganhar algum trocado.
Se puder depois vou para à escola aprender alguma coisa, de momento aprendo mesmo aqui, na rua mal ou bem. Essa é a vida que levo, prioridade para mim, agora é mesmo kumbo. Porque tenho que ajudar a velha com as despesas no cúbico.
Tenho os meus irmãos, mas novinhos que precisam encontrar outro cenário, talvez estudem para saberem alguma coisa para contornarem o caminho que segui. Terem um futuro, destino diferente do meu. Porque se tivesse escolha talvez não é esse o destino que queria para mim.
Como esquecer algo que do nada surgiu, em minha vida se instalou e raízes criou?
Como esquecer o pensar que em minha mente flúi?
Como esquecer de me esquecer de esquecer?
Será difícil te esquecer meu bom pensamento que um dia se me apresentou.
"(...)e por minha parte tento convencer os outros de que, para alcançar o bem, a natureza humana não encontrará facilmente melhor auxiliar que Eros."
A Luz que expulsa a escuridão
É a mesma luz que ilumina meu rosto
E faz a minha face mostrar toda sua vida, seu Caos.
O escuro que assusta tantos olhos
Esconde no seu mais intimo
Meus desejos secretos, meu sigiloso eu.
Luz e escuridão não se suportam
Mas se estas duas inimigas tão amigas não existissem
A serena sombra que esculpe esta guerra
Nem sequer se mostraria para nós
E quando uma não existe, a outra também não.
Sim amo-te,amo-te tanto quanto meu coração diz,meu pensar aceita,meus olhos enxergam e minha alma questiona.Sim amo-te,amo-te tanto quanto sei que me sentes em teu coração,que me aceitarás em teus pensamento,que me enxergarás com teu olhar e que jamais me questionarás, eu o AMOR.
Que seja teu o pensamento e a escrita minha(não terei pensado antes de escrever)logo,a verdade vai do pensar a escrita,e a mentira no caminho a percorrer entre ambas.
Exerço o meu poder de preferir, e sempre prefiro dar preferência à vontade de guardar minha opinião sobre Deus, Jesus Cristo, Ghandi, Buda, Baal e todas estas entidades e seres "mágicos" que dão sentido à existência de cada ser.
Alguns textos hebreus mostram que Ele criou o mal, mesmo parecendo controverso isso pode ser explicado... Para que não fiquei demasiado vago esse entendimento, posso dizer que dentro de MINHA capacidade de entendimento, dada e gerida por ele , Deus, o Grande Arquiteto da existência formou nada menos do que TUDO!
E o que é TUDO? Da menor partícula quântica passando pela impossibilidade de existir, até o infinito e certamente além constituem o que chamamos TUDO ! Portanto nada há, virá a haver ou houve que não tenha sido por Ele criado e que inexista nEle.
No entanto, não o percebo como o grande e cisudo Senhor, que nos observa e grava falhas e acertos afim de nos condenar ou absolver num grande julgamento divino... Complexo demais para um único comentário profiro em resumo que Ele é o que faz o "sistema existência" funcionar instante a instante em seus mais inimagináveis caprichos.
Jeová, Ihave, Alá... São os "muitos Senhores" citados na bíblia, estereótipados humanamente pelo que nossa capacidade imaginativa entende ser Deus, para assim, facilitar o direcionamento de nossos atos de fé, orações, Liturgias, rituais e etc. "Magicamente" estes muitos Senhores são parte dEle (numa visão mais profunda), sendo Ele o TODO que existe em nossos pensares inconscientes e vastos campos subconscientes.
Mesmo o não acreditar na sua existência é provém dEle, então TUDO o mais que pensamos, imaginamos ou sequer cogitamos existir está ou é O próprio TODO.
Paz profunda e luz intensa meu nobre Ser.
Eu vou fortalecer minha mente
Pra mostrar o que ele não entende
Não sabe nem o que tá falando
Fica aí só se achando
Acha que tá me incomodando?
Pensamento errado irmão
Eu não dou nem atenção
Pra gente sem noção.
Primogênito
Naquele dia, eu soube que você iria. Meu filho primogênito fruto da minha alma e não do meu ventre.
A dor dentro de mim se emergiu, o vazio se instalou e uma adaga afiada meu peito rasgou.
Mais uma vez me vi de volta à escuridão, perdida em lágrimas cortantes, sem rumo, sem direção.
Em questão de segundos minha felicidade cessou, meu sorriso perdeu o encanto e a angústia reinou.
Pela última vez, acalentei seu corpo agora desfalecido em meus braços. Para mais vez sentir o formato do seu corpo, embriagar meu olfato com seu cheiro e perder meu olhar em cada centímetro do seu rosto, guardando o máximo de detalhes seus.
Meu bebê, meu Lord, meu filho!
Quem enxugará minhas lágrimas agora que você se foi? Quem acalmará meus medos? Quem trará luz para minha escuridão?
São tantas as perguntas que chegam a ecoar em meio a minha solidão, tanta dor e nenhuma cura. Afinal, existe cura para o coração despedaçado de uma mãe?
A dor é infinita, não acaba nem diminui, encontro meu consolo nas cartas sem destinatário que lhe escrevi, nas poesias que lhe dediquei, na marca que em meu corpo deixei.
Mas é na imensidão do universo, na busca da estrela mais brilhante do céu que encontro seu olhar refletindo no meu.
Presa à Solidão
O quarto é grande, vazio, apenas eu e um relógio em minha frente. Estou presa, acorrentada pelos pés e pelas mãos à solidão.
O vazio rasga meio peito, corrói minha alma, mata meu orgulho e me desfaz em lágrimas.
Lágrimas mistas de pena, ódio e dor. Lágrimas indevidas, sujas pela vergonha e incrédulas de a que ponto cheguei.
Olho ao meu redor e estou só, perdida no vazio dos meus pensamentos passados, lembranças que já não importam mais.
De repente estou na rua, em meio à multidão, mas ainda me sinto só, estou só. Em um instante, o mundo para, as pessoas somem, os pássaros calam, as ondas se acalmam e o silêncio reina.
É possível ouvir minha própria respiração, as batidas do coração, até meus cílios se chocarem ao piscar os olhos.
Parece único, fenomenal, mas imagine isso tudo dentro de você sempre.
Assim é a Solidão, uma sala fechada onde ninguém entre e ninguém sai, não existe nada além de mim, presa as amarras, em pé no meio da sala com o olhar perdido, ouvindo apenas as badaladas.
Um relógio que não marca as horas, mas sim a vida. A minha vida e percebo o quanto tempo ainda me resta para sobreviver amargurada na solidão que me foi concedida ou talvez escolhida.
Não há como escapar, por mais que se livre das amarras, o vazio mora dentro de mim.
Que o som da minha voz ecoe o mais distante possível,
e chegue até você numa mensagem de Amor e Paz.
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