Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Na imensidão vertical das montanhas, onde os picos tocam os céus e os ventos sussurram segredos antigos, encontrei minha própria jornada. A primeira montanha ergueu-se diante de mim, desafiando-me com sua majestade imponente. Cada passo rumo ao seu cume foi um testemunho da minha própria resistência, uma dança entre o esforço e a contemplação.
No silêncio solene dos seus flancos, descobri a melodia da minha própria respiração, um eco da terra e do céu que se encontram nas alturas. Cada rocha, cada fenda, cada trilha íngreme contava uma história milenar, uma narrativa entrelaçada de coragem e perseverança. Sob o manto celeste estrelado, eu me tornei parte dessa epopeia, uma nota na sinfonia universal da vida.
Ao alcançar o cume, meu coração transbordou de uma alegria indescritível, uma êxtase que só os que desafiam os limites conhecem. Ali, diante da vastidão do horizonte, mergulhei na imensidão do presente, onde o tempo se dissolve e apenas o momento sublime permanece. Prometi a mim mesmo que nunca mais enfrentaria tal desafio, mas as montanhas têm uma maneira peculiar de conquistar nossos corações.
Hoje, quando fecho os olhos, sinto a chamada das montanhas ecoando em minha alma, uma melodia etérea que me convida para novas jornadas. Em seus picos silenciosos, encontro a promessa de redenção e renovação, um santuário de beleza intocada que acalma as tormentas da vida. Pois cada montanha, com toda a sua grandeza e majestade, é um convite para a alma voar livre, para além dos limites do cotidiano, rumo aos horizontes desconhecidos da própria existência.
Tanka
Um perfume dança
desde o alto da montanha
onde a alma alcança
Talvez um sonho dourado
Em nuvens enrodilhado
Elischa Dewes
"O silêncio promove um ambiente seguro e transparente, onde o processo de frutificação ocorre naturalmente. Embora possa ser observado, ele não é acessado devido a uma lacuna chamada sabedoria."
Rafael Serradura, 2024
O Pastor Pianista
Soltaram os pianos na planície deserta
Onde as sombras dos pássaros vêm beber.
Eu sou o pastor pianista,
Vejo ao longe com alegria meus pianos
Recortarem os vultos monumentais
Contra a lua.
Acompanhado pelas rosas migradoras
Apascento os pianos que gritam
E transmitem o antigo clamor do homem
Que reclamando a contemplação
Sonha e provoca a harmonia,
Trabalha mesmo à força
E pelo vento nas folhagens,
Pelo planeta, pelo andar das mulheres,
Pelo amor e seus contrastes,
Comunica-se com os deuses.
A separação dos pais é um momento de sensibilidade e complexidade, onde é essencial manejar as explicações com cautela. Às vezes, menos é mais; detalhes demais podem sobrecarregar a compreensão da criança. É sábio reconhecer a maturidade limitada do filho para absorver completamente a situação, evitando elaborar narrativas confusas.
O foco deve ser garantir que ele compreenda que os pais continuarão presentes, desempenhando seu papel parental com amor e responsabilidade, assegurando-lhe cuidado e apoio em todos os aspectos.
Descansar a alma
Além dos muros cinzentos
Onde a esperança se aninha
No jardim suspenso
Entre lírios perfumados
Hibiscos e trepadeiras
Eu me sentava para contemplar
A vida pulsante transformar
Vista para o mar,
Nossa tela lírica
Serena, mediterrânea
Costa em primavera
Tardes de paz, pássaros a cantar
Anunciando a noite serena
Descansar a alma
Até onde os sonhos nos levar
Bruna Nilza
Tentei enxergar a vida de uma forma diferente, procurei cor onde não tinha, até que eu percebi, que era eu que carregava o balde de tinta.
Neste mundo em frangalhos, onde o caos dança em cada esquina e a sombra da incerteza nos envolve, encontro em ti um farol de luz. Vivemos tempos de desespero, onde o ódio se infiltra nas palavras, e o egoísmo se enrosca em corações endurecidos. No entanto, é justamente neste cenário desolador que o amor precisa se erguer, majestoso e invencível, como um pássaro que renasce das cinzas.
Não falo do amor raso, aquele que se dissolve na primeira adversidade, mas do amor genuíno, profundo e imenso, que não teme se desdobrar em mil formas. Esse amor que cede, que perdoa, que sabe que o maior ato de amar pode ser deixar partir. Amar é mais que possuir; é compreender que, às vezes, a liberdade do outro é o maior presente que podemos oferecer.
O verdadeiro amor se manifesta no perdão que concede mesmo quando a ferida ainda lateja, na mão que se estende quando mais ninguém o faz, no sorriso que floresce no meio do deserto. E mais que isso, este amor se estende além de nós, abraçando o próximo com a mesma intensidade. Em um mundo tão terrível, precisamos cultivar a compaixão, a empatia, o cuidado com aqueles que sequer conhecemos.
Lembro-me de quando seguramos as mãos de estranhos, transformando medo em força, dor em esperança. É esse amor, vasto como o mar e forte como a rocha, que pode mudar o mundo. Amar o próximo não é apenas um dever, mas uma necessidade urgente. É o fio delicado que nos mantém unidos, a centelha que reacende a humanidade em tempos tão sombrios.
Que sejamos, então, faróis de amor genuíno, guiando-nos uns aos outros através da tormenta. Que nosso amor seja a ponte que nos salva, o bálsamo que cura, a força que renova. Porque, no fim das contas, é o amor que nos define e nos salva, que nos dá asas para voar e raízes para ficar.
Em meio a incerteza, o silêncio se torna meu refúgio, onde as dúvidas encontram paz para se dissipar.
No vasto reino da mente, onde tudo pode nascer,
Habita a criatividade, um poder a florescer.
É a faísca que acende, é o sopro divino,
Transforma o vazio em um destino.
Com pinceladas de imaginação, cores no ar,
O artista tece sonhos, sem se limitar.
Cada traço, uma história; cada cor, uma emoção,
A tela da vida, uma eterna canção.
A criatividade dança, livre e sem amarras,
Nas notas de uma melodia, nas palavras raras.
É a poesia que flui, o escultor do tempo,
Dando forma ao amor, ao pensamento.
Nesse mundo sem fronteiras, onde tudo é possível,
A imaginação é rainha, poderosa e invisível.
Ela molda universos, inventa a magia,
Na arte, encontra-se a mais pura alegria.
Então, celebremos a mente, esse palco sem fim,
Onde a criatividade e a imaginação são um jardim.
Florescendo em cada ideia, em cada visão,
A arte é o fruto, a mais doce canção.
MÊS DE JUNHO, O NOSSO MEIO AMBIENTE É O MESMO MEIO QUE PEDE RESPEITO, POIS É O MEIO AMBIENTE ONDE HABITA A VIDA!
É evidente que a combinação de vários fatores tem influenciado nas transformações do clima, seja na nossa região ou em outros lugares do Brasil e do mundo, parte de certas influências devido a ação humana e a ação natural de alguns animais, como o gado por exemplo. Diante disso, a natureza apenas retribui aquilo que ela não aceita, por excesso e por forças de sua misteriosa sabedoria. Logo, a máxima: respeitar a natureza vai além de preservar, mas também teme-la, seja por sua grandeza diante de nossa finita pequenez, seja por sua tamanha força de destruição.
Exemplos de grandes destruições não nos faltam, haja vista, os terremotos e tsunamis no Japão, Indonésia, Chile... Os furacões nos Estados Unidos, América Central e Cuba, ou ainda as enchentes nas terras tupiniquins, casos do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Salvador-Bahia e, obviamente na nossa região, Vale do Rio das Contas e o nosso Vale do Rio Gongogi, estes dois últimos, é bem mais perceptível a ação desenfreada do homem na natureza, bem como a falta de uma política ambiental seria e capaz de coibir/corrigir certas ações que prejudicam o meio ambiente e a vida.
É claro que tanto os gestores, grupos políticos e populações são responsáveis pelo que acontece, contudo, lembro que sempre houvera pessoas e instituições comprometidas com a luta ambiental, com a vida; cito aqui, o Greepeace; a W.W.F Brasil; a S.O.S Mata Atlântica; o PAPAMEL-IPIAÚ, o GERG – GRUPO ECOLÓGICO RIO GONGOGI-DÁRIO MEIRA, este criado em 1998, do qual fui co-fundador, que junto com o PAPAMEL de Ipiaú realizamos, nos anos 2001/2002, no hoje colégio Antônio Brito, então CEDAM, conferências com todas as ONGs ambientais da Bahia, conferências em que traçamos políticas ambientais para o estado e para o Vale Rio das Contas e Vale do Rio Gongogi, a princípio abraçadas por alguns prefeitos, mas depois esquecidas. Idem, mesmo diante das dificuldades ainda realizamos várias ações através do GERG E DO GRUPO PAPAMEL. Tempos depois, por falta de apoio e de material humano o GERG-DÁRIO MEIRA, morreu; e por falta de ética, em 2007 o PAPAMEL-IPIAÚ declinou.
Ainda tentando manter viva a luta ambiental, o ativista Jônatas Silva (Mello) continuava no município, enquanto em 2012 fui novamente co-fundador de uma outra ONG, a Soluz Brasil, esta perdurou também por alguns anos. Todavia, bem mais adiante, creio que no ano de 2020, chegara a insistir/propor à Secretária Municipal de Agricultura, a alguns vereadores, a pessoas influentes do governo municipal e ao prefeito, a criação da diretoria de meio ambiente, mas não obtive êxito. IRÔNIAS DA VIDA ACONTECEM! VEIO AS ENCHENTES E ARRASOU COM TUDO!
Diante das perdas e das necessidades que todos passávamos, em 2023 levantara a proposta de criar o COMITÊ PERMANENTE CONTRA ENCHENTE (diferente do criado pela prefeitura), este seria composto por quase trinta pessoas, com maioria integrante da população, inclusive integrantes das forças armadas e da Assembleia Legislativa do Estado, Comitê que teria poder de recuperação da estética da cidade, de fiscalização, orientação e até de intermediação junto aos órgãos do estado, do governo federal e a nível de mobilização internacional, mas a população não abraçou o projeto. IRONIAS DA VIDA ACONTECEM! MAIS UMA VEZ VEIO AS ENCHENTES E INUNDOU TUDO, MENOS A FALTA DE VERGONHA NA CARA DE PARTE DA PRÓPRIA POPULAÇÃO, QUE AINDA INSISTE EM PROVIDÊNCIAS DIVINAS.
Rama Amaral
Quando o amor mágoa
Onde se esconde o afeto?
Onde vive o compromisso?
Se tudo que se vive e distância
