Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
"Nunca estivemos tão perto de saber que existe vida inteligente fora da Terra", - diz a NASA. Serve para o que mesmo essa informação? Talvez para aqueles grupos aficcionados por ufologia. Não conseguimos nem manter nossa civilização, bons modos, atitudes. Não conseguimos nem nos livrar de guerras, pestes, humilhação ao ser humano. Não conseguimos nem tratar nosso planeta de forma decente para nossos descendentes e queremos saber de outras civilizações em outros planetas? Para quê? Vamos nos mudar para lá? Vamos rever nossas prioridades em função de outra civilização que pode estar mais podre que a nossa? Os telescópios deveriam estar virados para nosso planeta e não para o espaço profundo. Quem tem que melhorar somos nós e não saber se existe civilização em planeta A, B, C, etc. Ainda pergunto: serve para que tanto dinheiro gasto com isso, que poderia ser revertido na fome, na miséria mundial? Vade retro.
Os primeiros habitantes da terra viveram por quase 1000 anos, como deveriam ser dotados de experiência de vida e sabedoria, visto que, o tempo acrescenta esses tesouros.
Hoje nós mal chegamos aos 100 anos e achamos que sabemos de tudo quando, não sabemos de nada!
O Mundo continua patinando.
Não adianta estarmos no Século XXI
Se muitas mentes na Terra
Ainda estão no Século I.
Quando penso em liberdade, desejo a paz de espírito mais do que todas as riquezas dessa terra, e como poderia falar de paz com aflição de alma? Digo mais, não existe paz quando estamos com uma causa que precisa ser resolvida.
SER!
Sou dessa terra, oxente...
aqui vivemos em paz
o florar de cada semente
é a esperança quem traz
o chão é fértil e servente
e a vida boa da gente
a gente mesmo quem faz.
Pequeno sou nessa terra de Gigantes,
à procura da felicidade,
à espera de um milagre.
Sou solitude, não sou inteiro sou metade. Sou só mais um querendo amar de verdade.
Um Farol no Horizonte
Você assemelha-se como um anjo em missão na terra
De tão linda que és
Quando analiso inquietamente a sua alma
Ela brilha como um nascer no horizonte
São luzes que transpassam os desequilíbrios de uma rocha
Perfeito como se o amanhã estivesse a mercê da minha palma
Pelas luzes das cidades você passeia
Tuas asas brilham de acordo com faroletes de uma ponte ao anoitecer
Meus domínios humanos ajoelham-se perante teu amor
Sua afeição movimenta suavemente as ondas de um lago frio
Ao mesmo tempo que seu olhar pinta as nuvens de lilás e azul
Anoitece e você se assenta a beira do mar
Teus olhos brilham como se estivesse sonhando acordada
Logo percebes que seu coração bombeia como um humano
Será o amor?
Seu chamado divinal lhe protege das armadilhas amáveis
Todavia sua alma não poderá negar
A mais linda verdade desta doce vida amarga
Que ao analisar teus olhos divinais
Saberás que um anjo também podes amar-te.
Cidade do pequi, do cerrado, do pôr sol de 50 tons...
Terra dos sons sertanejo, artesanato, do biscoito de queijo.
Agui no Goiás - Goiânia!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
cerrado goiano
Mesmo no deserto
Quente na terra bruta
Eu preparo a semente
E planto na terra enxuta
Se um dia a água cair
Descer do céu em torrentes
Eu não irei sucumbir
Pois já plantei a semente
Aqui na terra!
Estamos entre o céu e o inferno.
A vida nunca será terrível igual no inferno.
Mas também nunca será perfeita que nem no paraíso.
Estamos no meio termo entre os dois.
Razão -
Quando um dia eu morrer, que sorte,
não quero terra, campa ou jazigo,
para que não se acoitem à minha morte,
só de cinza pretendo ser vestido!
Que arda o fogo no meu corpo,
queime a dor que me viveu a existência,
pois só assim, sobre tábuas enfim morto,
será cinza a solidão em permanência!
E se p'ra matar esta fria solidão
o único caminho for morrer,
então, semeio a morte no fundo da razão!
E assim, já tenho uma razão para morrer,
é preciso libertar meu coração
da amarra que é pensar em não sofrer ...
Fui -
Fui da vida um deserdado
sem ter terra p'ra pisar,
um mendigo tão cansado
sem ter colo p'ra chorar.
Fui da vida um aborto,
um filho indesejado,
um barco sem ter porto,
à deriva, ancorado.
Um filho da madrugada!
Um filho da noite escura
a quem a vida não deu nada ...
Inda assim vivi a vida!
E fui um passo de loucura
num passar de despedida ...
Antes de plantar a semente é necessário observar a terra, no intuito de discernir se teremos ou não uma boa colheita. Nas relações interpessoais devemos observar as conquistas e modo de vida daqueles que escolhemos para estar perto. No intuito de tê-los como referência para o que almejamos ser.
