Minha Mãe
A minha mãe ensinou-me desde pequena a nunca desistir dos meus sonhos, mas nem ela própria acredita em sonhos.
Lembro-me que, na minha infância, minha mãe sempre me dizia: Filho! Vá a farmácia e me compre tal remédio!
Via de regra, ao chegar lá e pedir o tal remédio, eu era sempre questionado pelo farmacêutico: Mas, você quer em comprimido, bálsamo, spray, creme, sublingual... E eu que vou saber. Rs rs rs. (Quanta saudade sinto de minha querida mãe!)
Odôiá, minha mãe, Odôiá
Hoje vesti braço
Hoje vou ao mar
De alma leve
Vou te saldar, Odôiá
Te levo flores
Te levo amor
Um filho humilde
Um pecador
Me guia, me rege
Com teu canto, Inaê
Seu povo, sua cultura
São pedaços de você
Te bendizer
É tudo que quero
Rainha do mar
Ô Iemanjá
Odôiá, minha mãe, Odôiá
(Edson Patrick Vasconcelos Pereira)
Vejo nos dias de hoje pessoal de pouca fé
Já dizia minha mãe o primeiro infiel
Que blasfema contra Deus
Será muito castigado e muito já não percebem
O que está acontecendo tomaram um outro rumo
Aqueceram da promessa e de tudo que foi dito
Pelo meu jesus querido,não olhe para direita
Nem tão pouco pra esquerda
Siga firme no caminho
Que vou limpando os espinhos
Se sentir fome ou sede olha pro alto e clama
Lembre-se desse versículo
Fui moço, e agora sou velho;
Mas nunca vi desamparado o justo,
Nem a sua semente a mendigar o pão",
Embora existam muitos justos
Que morreram sem terem acesso à bênçãos
Porque Deus enxerga as coisas em termos de eternidade
Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o SENHOR
Ama o juízo e não desampara os seus santos;
Um homem bom são confirmados pelo SENHOR,
E deleita-se no seu caminho.
E pela fé eu verei os meus sonhos realizados
Então compadece-se sempre, e empresta,
E a sua semente é Abençoada e trás retorno garantido
maria de fatima
Agora eu sei….
Quando eu era garotinho, minha mãe dizia, desce daí garoto, você vai cair….E eu dizia….já sei….já sei….
E na juventude, lá pelos dezesseis anos, meu pai dizia….
Garoto vai estudar…. Você precisa estar preparado para a vida e eu respondia….Já sei….já sei….
Foi quando eu arrumei a primeira namorada, dei o primeiro beijo, senti as primeiras dores de amores, e muitos diziam….não sofra….não chore….sorria….e eu dizia….Já sei….já sei….
Ano após ano, as conquistas e os amores vinham, alternadamente, dores e amores, vitórias e derrotas...era a vida me ensinando a não me desesperar, a superar, e às eu vezes chorava, outras vezes sorria, sempre dizendo agora eu sei….eu sei….eu sei….
E vieram os primeiros cabelos brancos, os amores inconsequentes se foram, e uma vez mais eu dizia….agora eu sei….eu sei….eu sei….
Mas eu sofria e de verdade, ainda não sabia, que o frio, a chuva e a solidão sempre aparecem mesmo depois de muitos dias de sol.
E na solidão da meia idade, vizinha da velhice, em alguns dias ainda havia sol e com ele esperanças reapareciam e eu continuava dizendo, agora só para mim mesmo, eu sei, sim, agora eu sei….
Mas agora que até mesmo os cabelos brancos se foram, que o sol não tem aparecido tanto, finalmente percebi que a gente nunca sabe de verdade.
Vou continuar aprendendo a cada dia, todo dia, até o último dia.
Agora eu sei.
Manda quem pode e obedece quem tem juízo! Lembro bem na adolescência minha mãe sempre pedia pra eu ter esse tal de juízo! Quer saber passei a vida toda ouvindo essa palavrinha, logo cansei! Meu ditado agora é assim, manda quem. .. obedece...
“Não foram as orações que minha mãe me ensinava,
Que me fizeram te a fé que hoje tenho,
Mas sim perceber que, apesar das dores,
Das infelicidades, das decepções,
Toda noite aquelas orações eram ditas na mesma voz.
Voz de mãe, que soava mais como uma canção de gratidão.”
FAMÍLIA, FAMÍLIA
Meu pai,
minha mãe... Família!
Família, mostrou, a minha trilha.
Nesse mundo,
N'essa strelitzia vazia
Esse mar de maresia
essa pia, quanta azia!
Família, minha alegria,
Meu caminho, minha guia
preenchimento d'essa vasilha
vasilha torta, toda esguia...
Família, minha família.
Antonio Montes
CURTÍSSIMA SOBRE A VARA DA FAMÍLIA, MINHA MÃE E MIM
Tantos viveram menos e foram tão mais importantes, que me sentirei constrangido se morrer antes de ser o que poderia ter sido.
Este sou eu que, em todos os momentos da minha vida, procura não envergonhar o menino que minha mãe tanto amou, e que, para minha educação, usou muitas vezes a 'vara da família', a única justiça que não falha!
E então perguntei a minha mãe: por que me levaste, logo que nasci, tão junto ao peito.
Ela sorriu e respondeu:pra que soubesses que daquele dia em diante seríamos sempre um só coração.
DESEMPREGADOS
Meu pai, esta desempregado
minha mãe, esta desempregada
meu irmão, mais velho...
Esta desempregado.
Desempregados também estão...
Meu tio e minha tia,
o meu padrinho, esta desempregado
e o meu vizinho, todo dia sai sedo,
para caçar o tal emprego.
Minha prima formou-se na universidade
e agora descobriu que formou-se também
no rol dos desempregados...
Todos os dias, ela distribui um monte de
currículo, pela cidade, e nada de ser chamada.
O povo todo agora estão se transformando
em nômades dos contratados de trabalho...
Ficam para lá e pra cá, na busca do tal
emprego, se querem emprego, terão que
abandonar a família e ir em busca de
contratos em outro lugar de origem.
Eu! Emprego... Quem dera, mas, tenho
menos de dezoito anos e por lei...
Não posso me empregar!
Alem do mais, falta-me experiência
e para se empregar, tem que ter experiência
... Como terei experiência se não tenho
a chance de se empregar para trabalhar?
Antonio Montes
Já diziam minha mãe e minha vó:
“Café que não prestou quente
requentado é ainda pior…”
The Nameless Poetess
31/03/2017
Poema: minha mãe
Moça Bonita
Amável e verdadeira
Rainha minha
Inteligente e guerreira,
A mais maravilhosa sim é ela.
Sueli o segundo nome dela
Um sorriso encantador
É o dela uma mulher,
Linda e bela
Isso tudo define ela a mais bela.
Dona Sueli baixinha extrovertida
Ela tem a capacidade de ouvir o,
Silencio e adivinhar sentimentos.
Sua existência é em si um ato de amor
O brilho da lua nem se compara com ao brilho dos
Teus olhos, Dona Maria Sueli.
'Doce duelo'
[minha mãe e eu]
Vara de marmelo,
havia aos montes!
Fazia, ela, estoque delas!
E nas paredes
as pendurava!
Eu? Eu me esgueirava,
e sorrateira...,
a todas, quebrava!
E as exibia como um troféu!
Acreditando que ganhava
o duelo...!
