Minha Alma tem o Peso
Sou fiel à minha essência,
quem lê-me, vê o meu reverso,
e que há verdade em meus versos,
que imersos em incontinências
revelam inobediências,
mas sem ninguém contender...
e sem dar o braço a torcer,
verso só o que a vida dita
c'o menino qu'inda habita
todo meu jeito de ser
Eu carrego cada pedra em que eu tropeço durante a minha caminhada! Pedras estas que uso para construir a ponte que me leva até ao sucesso.
Ao som do ijexa que Ologunedé alivia minha dor
Me transmite seu encanto, encantador
Locy Locy Olowao eu grito sem pudor
Menino sim... Mas respeitado.
Das matas herdou a força
Dos rios a delicadeza
Eita menino encantado e de muita beleza
Me embala com seu amor
Senhor,
Menino caçador.
"Não sei o que está acontecendo comigo" virou a frase mais falada na minha vida. Mudei os hábitos. Passei a dormir cedo, comer direito, beber álcool, sair, curtir amigos, ser mais eu, falar sem medo. Aproveitar. Nunca sabemos quando será o fim da estrada.
As manhãs de outono se dividem em tudo aquilo que sou na minha sobra se esconde o frio de alguns dos meus pensamentos, no meu brilho o mais calorosos sonhos.
Roubaram-me de mim
Roubaram-me
Levaram meu sorriso, minha alegria, meu brilho
Levaram meus sonhos, meus desejos, minhas opiniões
Levaram minhas memórias
Levaram tudo
Na verdade, na verdade, na verdade
Levaram quase tudo
Restou-me a fé
Tudo que eu preciso para aprender e reconstruir tudo novamente
Quanto ao restante
Infelizes
Certamente precisam mais que eu
Vou seguir reescrevendo minhas palavras
Com a lembrança de tudo que já se foi
Com a certeza que muito ainda virá
Vou viver
Reencontrar-me!
A última lágrima.
Escuro e frio
Vazio sem refil
Nem sequer pegou minha mão
E foi embora
Levou minh'alma
E atirou-a em noites de estrelas sem fim
Vadiando pelos caminhos errados
Onde tudo
Tudo vira nada!
Eu era
E não sou mais
Aquilo que era antes
Se arrepende
Ajoelha e chora
Espera
Agora demora
Oh Sol me trouxe aurora
Em seus raios me aqueceu
A última lágrima e vou voar
Minh'alma reencontrar.
Toda minha rebeldia começou a alguns anos atrás quando eu disse a senhora minha mãe que eu não precisa de um livro de auto ajuda, e sim de ajuda, e logo em seguida ela estava lá mesmo não sendo tão religiosa retrucando, procura Deus, mais eu nunca quis preocupá-lo com meus pequenos distúrbios mentais, então nesse mesmo dia eu orei a ele, pedindo que ajudasse todas as crianças que passam fome na África e o agradeci por mais um dia.
“Não deveria ter me envolvido, mais Maria Juana você me acalma quando sobe a minha mente, e acabo me envolvendo e me dando a sua própria brisa”
A MINHA EXTREMA NECESSIDADE DE SENTIR O DOCE GOSTO DA REALIZAÇÃO DOS MEUS SONHOS IMPOSSÍVEIS É TAMBÉM A MINHA EXTREMA NECESSIDADE DE SENTIR O GOSTO AMARGO DA REALIDADE DA VIDA.
Meu amor, meu mar
Minha inexperiência comedida
Lembra-me tudo que tive
Se o “ser ou não ser” anda em declive
Ou se acentua tua vinda
Me lembras o mar
E toda dor que sempre quero que ele dissipe
E que minha calmaria se antecipe
Nunca sei se pretendes voltar
Porque sou a incompreensão da inconsequência
A ausência deste teu espírito de equipe
Protagonista das histórias que queres que eu participe
Sou a extensão de tua essência
Se mais incógnito que você não há
E se és plebeu demais para ser chamado de príncipe
Meu amor é teu,
E tu decide, mas peço,
Não vá!
Thaylla Ferreira Cavalcante (Voa, passarinho!)
"Admito amar uma terra que não é a minha mãe,de fato existe uma relação harmoniosa entre a "Rainha da Borborema"e eu."
"Oliveira Lêdo estava na minha crença perdidamente apaixonado quando teu nome criou,Campina Grande querida,minha eterna vila da Rainha...Rainha da Borborema."
É uma frustração tão grande quando paro um instante para analisar minha vida,percebo que não vou poder realizar meus sonhos com você..já não há mais tempo pra isso!
..."Graças ao criador a minha burrice é controlada pela complacência dele e de minha blasfemante curiosidade. Sou burro e continuo sendo, mas já fui mais." ... Ricardo Fischer.
CELA DE SALA
Enclausurado em minha sala
eu vejo TV
vejo TV e me acorrento na tela
... Sou um preso dessa esparrela
que me atrela em cadeados
e correntes , d'essas mentes
que mentem...
Desses olhos que sentem, e
essas bocas que se dizem crentes.
Enclausurado em minha sala
recebe palmas do nada
e continuo preso...
Nessa cela espalmada,
entre quatro paredes e um ar
um sofá para imaginar...
E a vontade doida de voar.
Antonio Montes
