Minha Alma tem o Peso
Aqueles olhos, a trasmitir a luz de dentro da sua alma, que me chamam como se sua voz susurrasse dentro da minha mente algo como "vem e fica ou vai comigo sem soltar a minha mão".
Você me tira da linha de medo de me decepcionar, da sensação de impotência contra tudo o que é mais forte do que a minha vontade de acreditar, da solidão no meio de tantos sorrisos que não são sinceros, dos abraços vazios de amor que se vão do mesmo jeito que chegam, sem deixar nada de bom.
Você só precisa ser como é, mesmo quando debochas e se esforça para acompanhar meu humor instável. Até desse seu jeito marrento eu gosto e fico rindo a toa!
Não vejo você como os outros, tem algo mais, não defino, pois gosto de você livre de padrões, muito menos categorizo o que sinto por ti.
Contigo estou livre de qualquer condição, ou projeção, talvez assim tu me mantenhas sentindo a mesma emoção de sempre.
Aquela emoção de dilatar os olhos, aqueles teus olhos de mel com um raio de luz interior bem no centro da tua iris.
Ah! Como tu me seduz com aqueles olhos que amo tanto por serem teus e assim, em parte também são tão meus, ao fitar meus olhos de jabuticaba, aqueles olhos como um diamante negro que tu sempre desenhas nas cartas de amor para mim.
Amo você, mas devoto adoração àqueles olhos iluminados de doce paixão, a me hipnotizar com encanto de amor sincero.
Àqueles olhos
No silêncio a paz se apresenta. O silêncio rompe os grilhões da alma. É também no silêncio que a felicidade se revela num profundo mergulho de ousadia e liberdade.
A alma nunca teve cor, e nem nunca terá.
Portanto é preciso pensar nisso, antes de descriminar alguém...
RESTAURAÇÃO
Oh, Senhor, restaura-me das dores da alma,
Do empecilho em prosseguir,
Do desânimo de ver tantas desigualdades,
Do coração gélido, de tantas decepções,
Deixe-me pura, como uma criança de tenra idade.
"Os documentos arquivísticos são a alma da administração, das pessoas. Sem elas não existirão memória. Por isso, saiba organizá-los correctamente"
faminto desejo
olhar disperso
único momento.
desaparece entre as trevas,
solidão da alma,
reflexo do espírito,
vagante em tantas formas...
deflaga a luxuria da alma,
pura e sombria.
QUANDO MORTO
Claro que os animais,
com alma ou sem alma
quando morto, suas almas,
não nos assombram...
Nem nunca irão nos assombrar!
Pois vivos, são ininterruptamente,
assombrado por nós.
Nós os assombramo-los
o tempo todo, todo tempo...
Com nossas ações, nosso dividir
e nossas ganâncias para com eles.
Os animais vivos...
Vivem o mártir o flagelo
a prisão sem condenação
noites longas de escuridão
e dias muitos amarelos.
Muitos das vezes
eles vêem a óbito amarrados,
fechados, engaiolados
e tudo isso é claro...
Sem nunca terem sidos, condenados.
Antonio montes
