Minha Alma tem o Peso
Eu gris de espírito
Minha alma cinzenta vaga só pela noite
Anda livre de cores e presa a dores
Busca em vão o escarlate da paixão
E o tom da esperança em cada não
Minha alma cinzenta vira pó pela tarde
Plana solta pelo ar que falta nos pulmões
Castiga a si mesma com seus sermões
Vendo invernos tomarem o lugar dos verões
Minha alma cinzenta dá nó pelo dia
Amarrada com força a falsas alegrias
Sonha horas desperta, olhos sempre alerta
Que encontrará um coração de porta aberta.
EMBORA BANHADA
Embora banhada se encontre a minha alma
Carrego em mim……
Um segredo fechado a sete chaves
És a sombra que não deixo ir…………
A lua que espero para dormir
Na corrida do dia, na calmaria da noite…
Venço sempre a tempestade
Pernoitando em ti………….
Rendendo-me e adormecendo em mim, em ti
Acreditei no teu amor………
Colhi as tuas dores, banindo os teus temores
Embora banhada e perdida se encontre esta minha alma
Coloquei-te no meu peito…….
Refeito de emoções, cheias de silêncios.
Rosa desfeita em sílabas de dor………
Amor sufocado de palavras nas noites solitárias!
li um poema que estava nu.
rasguei as vírgulas
que prendiam a minha derme.
Rasguei a alma
molhei o verso
soprei ao vento
poemei!
Despi meu corpo
com o verso
sem nexo,
complexo!
Minha alma nao é forte,
Talvez eu não suporte,
O pranto que me cai sobre a maçã
Que se nega a cessar,
Transbordando meu Pesar
Na Esperança de manter minha mente sã.
BANDEIROLAS
A cama desarrumada ficou para trás,
Minha alma enfeitada de bandeirolas;
As cortinas pastel são tão lindas,
O sabor do corpo dela ainda está em mim.
Vejo as luzes dos postes em cores,
Ela me diz que me ama, e sorri.
Seus dentes brancos são bandeirolas,
Brancas no meu mundo tumultuado.
Ela brinca com a minha unha,
Um tapinha em sua coxa outro riso,
Tudo me traz uma paz infinita.
Carros passam por nós na rua,
O temaki com conversas bobas,
Promessas de amor eterno nos sorrisos,
São bandeirolas de amor a espalhar,
A limpar este mundo tão poluído,
A aquecer os corações tão esfriados.
Bandeirolas invisíveis vibráteis,
Tudo explodindo em forma de amor.
Somos tão diferentes, mas a amo tanto,
Em comum apenas somos gente
E o importante é querer ser feliz,
Lutar pelas barreiras e se moldar.
Se dia cair dar a mão e progredir
E cada bandeirola suja que aparecer,
Troca-la por uma de amor e paz
E só assim a gente pode seguir e ser feliz
André Zanarella 23-01-2013
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4788385
VISITEI A MINHA ALMA
Mãos que escrevem ciberneticamente,
Instrumentos de mau hálito da morte
Grades de ferro tapam a alma
Fiz uma verdadeira revolução
Quando visitei a minha alma
Tinha-se afundado no egoísmo
O véu descortinou-se na miséria
Instalando-se na servidão da incoerência
Enraizados no corpo, na mente
Penitências às quais fique submetido
Nos porões da inconsciência
Submundo da própria ignorância
Somente através do auto perdão
Obtêm-se a luz do deslumbramento
Ouvem-se passos vazios na escuridão
Anjos perdidos, esquecidos na penumbra
Vivem nas sombras do mundo obscuro
Toque das mãos frias, abraços de gelo
Alma assombrada que jaz de recordações
Caminho de uma paixão ou de entrega.
Donde fiz uma verdadeira revolução
Quando, quando visitei a minha alma!
Se não confesso à minha alma, a quem recorro para confessar pecados inconfessos? Quem será livre de pecados inconfessos para me escutar? Pecados: não seria tu e eu a não ter que confessar? Mas que seja: se me dá a penitência, vamos juntos pagar.
Minhas palavras questionadas.
Minha alma arrebentada.
Coração desejando sonhos que não levam à nada.
O que sei é meu nome.
O que sei é o seu nome.
Mas o que um pequeno ser que ao mundo veio sem saber o por que, sabe sobre você?
O que sei é pouco, mas se torna o bastante para continuar desejando que você apreenda a contemplar as pequenas coisas que tornam a vida um palco onde nunca iremos desejar um aplauso....
O demônio na minha alma consome minha virtudes.
meus segredos são impuros sentimentos,
caminho entre os mortos e sorriso pois posso mata los
meus sonhos são trevas em um impuro desejo.
Plano Renunciado
Autor:LCF
1
De maneira nenhuma;
Renunciaria algo pela minha alma;
Falho por culpa de segundos;
Mas desculpam-se, dizendo-me para ter calma;
Sendo eles próprios os indivíduos;
Que causaram este enorme problema.
2
Não faz sentido nenhum continuar a existir seres;
Destruidores daquilo que construímos;
Com envenenadores psicóticos;
Para um mundo em delírio, caminhamos;
E a destruição;
Assim avistamos.
3
Desta maneira, renunciamos os nossos planos;
A nossa vida e o nosso prazer;
São eliminados com um mísero golpe;
Um golpe que não nos mata, mas faz sofrer;
E a parte mais infeliz;
É desistir do planeado sem nada dizer.
Glaciação
Autor: LCF
1
Sentir o meu corpo congelar de uma forma asfixiante.
Sentir minha alma queimar a cada segundo.
Um olhar perturbador, petrificante.
Fazer aparecer um glaciar dentro do próprio coração.
Ser implacável, não ter erros.
2
Nunca mais erguer as mãos ao solidarismo.
Querer mais do que é permitido.
Olhar para a vida como um disfemismo.
Referir parte do discurso planificado.
Criar falsas expetativas.
3
Não ter mais oportunidades e agir erradamente.
Uma mente em plena metamorfose parada.
Acreditar desoladamente.
Viver para marcar a presença.
Pensar que tudo está em completa glaciação.
Escuridão mais uma vez
Escuridão cobre minha alma
Toda essa busca sem fim
Pra quê?
O que seria isso tudo
Sutras de repetição sem fim
Tudo isso para?
Informaçoes pra quê?
Nada disso terá valor algum.
E se tudo voltar a pó.
Areias do tempo,irão me cobrir.
Todos sons já feitos
se vão com o vento.
Me levo com o tempo
com o vento
Entro nas areias
nas areias do tempo.
Pequeno
Acalme-se pequeno... Venha ver o pôr do sol
Mesmo minha agitada alma
Ali se põe calma
Feito um girassol...
Deite na grama verde, feito teu olhar
E contraste-se com o vento
Do mundo temos todo o tempo
Quanto puder imaginar...
Enlace minha mão na tua
E ao fechar os olhos, deixe-se acariciar.
Convido-te a esperar a lua
E mais tarde, quem sabe a jantar...
as trevas são absolutas num gole de absinto
pequenas doses de veneno
tudo reata minha alma...
maiores fatos dessa vida são apenas um artigo,
na mente os obstáculos estão sempre num pedestal...
arte puritana apenas destino atrevido...
Minha alma sabe de tudo? e nunca se entristece, sossega meu coração, a tempo para tudo nessa vida, a tempo de chorar mas tempo de muitas alegrias, tempo de plantar amor pra colher amor
REGAÇO MEU
Meu corpo é um poema sem palavras...
A minha alma escuta o meu silêncio..
As lágrimas inundam o meu regaço.
Rezo o rosário da dor da minha alma
Onde silenciosa sepultei os meus poemas
Gosto quando me olhas com os teus sentidos
Tocas-me com os teus pensamentos....
E beijas-me com o teu silêncio...
Tango de uma alma traída quando a afastam
Um mergulho no tempo....
Feito num momento.... de um lamento
Um sofrimento num cansaço....
Pranto de um desejo, de um abraço
O grito silencioso de uma lágrima reprimida...
De uma dor aprisionada
Onde a poesia é a minha companheira...
Das madrugadas mal dormidas..
A solidão sempre foi meu caminho...
Onde sigo.....a rota do vento....
E atravesso a tempestade.
Agora enxugo minhas lágrimas cheias de saudades.
De tristeza entregue a uma dor intensa...
Onde só queria uma pausa para poder colher a lua.!!
A minha alma se perde nesses dias de melancolia pura
Meu pensamento vaga como uma sombra pela rua
Nos dias de chuva, em ruas sem saída
Sem saber qual a razão, pra não terminar em vão
Como uma lembrança que já foi esquecida
A minha alma as vezes, e quase sempre, não sabe pra aonde ir
Mas ela precisa sentir, a duvida de não saber aonde acaba a vida
E não ser... Como tantas outras, que já deixaram de existir
Naufrago do Sofrer
Alma penada, desengonçada feito minha áurea, pesada e surrada, afogada no meio deste sofrer que domina o meu desejo de não mais viver
Evaporar, não faria diferença eu para ninguém
Meu sorriso não o preferido de alguém
Nem a minha voz, melodia
Nem meu abraço, medicina
Queria finalmente que este velho barco que chamo de vida viesse a ser naufragado
Ao final, percebo que não passo de um cada ver esperando por seu tumulo, almejando ser enterrada para nunca mais ter teu peito destroçado.
