Meu Corpo
Sinto meu coração vibrar
Sinto meu corpo queimar, arrepiar
Sinto um desejo de te ver, te ter
Esse sentimento me vem a toda hora,
Esses sentimentos chegam e não vão embora.
Será que é você?
Será que é por causa de você?
Será que esses sentimentos são sintomas,
Sintomas de Amor?
Preciso te ver
Preciso te ter
Preciso saber se realmente amo Você.
Meu filho, meu algoz...
Meus olhos já não têm o mesmo brilho de antes
Meu corpo, já não é aquele: esbelto, ligeiro, jovial
Dizem, em versos, que sou anjo, por ser mãe
Mãe que sobrevive, apenada, em cárcere meu
Cuida-me um filho que amo, calado, ausente, impaciente
Nada reconheço entre as paredes que afirmam ser meu lar
Não sei dizer a exata cor das paredes de meu quarto
Olho-me no espelho... não sei dizer quem ali se reflete
Sigo os dias a velar as horas, ao pé de uma janela vazia
Horas e dias que passam sem me notar, sem nada contar
Durmo e acordo em desalento, tendo ao alcance leite e água
Deixados pelo filho, que, por vezes, soturnamente me visita
Adormece em mim, a razão, quereres... incompreensões
Me fogem lembranças, desaprendi a me amar, a sorrir
Convivo com meus temores, meus fantasmas, meu eu
Temo a chegada do filho que amo e se dá a machucar-me
Trago marcas em meu corpo, que se renovam
A cada aperto, a cada saculejo, a cada dia
Fia ele que não compreendo-lhe a impaciência
Que não me dói seu estado colérico de me cuidar
Me sinto descartável, írrita, sem valia, enjeitada
Anulada em princípios, convencida que inexisto
Que sou aquela agraciada com a maternidade
Que não sabe em que momento tudo deu errado
Temo a visita de meu filho, meu intolerante algoz
Não tenho forças para reagir, se tivesse, não o faria
A fome, a sede, a solidão, marcam meu corpo e alma
Em aceitação, me convenço a perdoar e me cobro calma
Lavar a alma é deixar as partículas do meu corpo escorrerem pelo rio e se libertarem em busca novamente ao meu encontro em direção ao mar
Meu corpo anseia pelos mistérios das chagas do amado crucificado, enquanto a alma nutre da contemplação.
Faltam poucos minutos para o fim, ainda assim sinto me aprisionado entre as paredes do meu corpo, respiro profundo em busca de oxigênio mas o ar é rarefeito. Me sinto perdido entre o espaço e o tempo, afinal qual a finalidade de todo esse movimento? As ilusões são todas dissolvidas pelas portas da percepção e os pólos abrem portais invertidos que conectam sua dualidade.
Somente a morte pode trazer a paz que aprecio, e caminhando sozinho pelo lado sombrio onde vivo, hei de enfrentar todos os medos olho no olho porque nada dura mas nada está perdido.
Adormeci em seus braços; descasei meu corpo dolorido pelo tempo.
Como uma chuva em manhãs de domingo, você me trouxe paz.
Quando me despiu não despiu apenas minha pele
Quando me possuiu não possuiu apenas meu corpo... Estou coberta por teus desejos e totalmente possuída pelo amor que por ti sinto!
Escrevi teu nome com batom mate em toda a minha alma e meu corpo, desta forma não haverá distância que te afaste de mim. És meu cá dentro, onde tudo perdura!.
Tudo que em meu corpo carrego.. Não espelha oque meu coração sente, o que por fora é alegre e sorridente, por dentro é alguém triste e vazio. Que procura alguém para do seu lado ter ou um lugar para sozinho morrer.
"Eu já não vejo a luz, meu corpo já não sente minha dor, meu sangue não está mais na minha veia, meus ossos estão estourados, minha pele está perfurada, meus sentimentos são minha intuição porque meus inimigos estão no portão do cemitério planejando meu túmulo."
Wagne Calixto ✍️📖
Cuidado menino não brinque com fogo..você pode se queimar,no fogo ardente do meu corpo se nele tocar..Ana.M
PRECE À LOUCURA
Loucura nossa que estais em mim,
seja feita vossa vontade no meu corpo e minha alma.
O sonho nosso de cada dia nos dai hoje
e contamine o mundo com a dádiva da esperança.
Perdoai meus breves momentos de sanidade assim como
também concedo o perdão aos que me julgam.
Não me deixeis cair na tentação de desistir dos meus sonhos,
livrai-me da hipocrisia e das línguas de víbora.
Santa Loucura, mãe de todas as vontades e realizações,
não permitais que eu esqueça as minhas raízes
e muito menos de quem realmente sou.
Erguei-me dos fracassos pelo caminho
e protegei-me das armadilhas do sucesso.
Santificados sejam os que me amam,
bálsamos presentes na tribulação.
Benditos sejam os que me odeiam porque
sem eles não teria estímulo para lutar.
Louvados sejam os que me chamam de "cabeça de vento"
porque o vento existente em minha cabeça trouxe-me até aqui.
Glorificados sejam os que me acusam de loucura porque só os loucos são armados de audácia e coragem para mudar o que precisa ser mudado.
Decerto que o AMOR, a JUSTIÇA e a DIGNIDADE
me acompanharão todos os dias de minha vida
até o fim da eternidade.
AMÉM!
Janaína da Cunha
(Do livro: ENTREGA - A Essência de Uma Mulher/ 2011)
Podem condenar meu corpo,
promulgar minhas faltas,
até me destruir pelo que fiz e disse em me expressar na forma de um palavrão, porém minha alma e espirito estes prevalecem impávidas, aceitem ou não,
E quando nossos olhos se encontram meu mundo vira de ponta cabeça, meu corpo canta "...me desespero a procurar alguma forma de lhe falar..." e vem o desejo e bate o perigo...é tudo louco, sem texto, sem contexto...é pecado, picante...de todas as cores, em todos os cantos...delírio de um amor sem fim !
02/02/2018
Me subestimam pela minha idade.
Subestimam meu corpo, minha capacidade, minha coragem, minha força, minha verdade.
Na escuridão encontra-se meu corpo gélido sem expressão o frio toma conta do meu corpo não a mais vida em meu coração viver dói mais que qualquer tortura o amor machuca minha alma sou como um cabo de guerra entre um demônio é um anjo em minha volta a escuridão mas a uma luz sobre minha cabeça como pode doer tanto viver dor agonizante eu quero que pare não consigo sentir sinto-me vazio eu quero que pare como pode doer tanto viver o amor machuca minha alma o carinho queima minha pele isso nunca vai parar? Sinto-me um covarde só espero que em minha morte eu viva de verdade.
