Meu Amigo Homem eu te Adoro
Todo Homem Apaixonado
Ou se torna Poeta ou Romântico.
Uns Escrevem o Sentimento.
Outros agem com Emoção.
Esse sorriso teu, teu jeito ser,
Me faz Ser o Homem Mais Feliz e
Só Deus pode Saber
o quanto de Amor há em mim e
o quanto de bem eu desejo te Fazer.
Plágio
Dizem que Deus criou o Universo e tudo o que nele existe, inclusive o homem e a mulher, então, Deus é um grande cientista, mesmo estando Ele acima da ciência, logo, Ele é mais que a ciência, Ele é soberano na arte de criar.
Os humanos apenas tentam fazer cópias do que Ele criou, logo, eu sou uma imitação, os meus pais se apropriaram da criação de Deus, assim como todos os demais homens e mulheres do mundo, sem deixar de incluir toda fauna e flora, que Ele também criou. Tudo isso numa cadeia desde a criação do Universo.
Desta maneira, posso então, afirmar, que tudo que existe e foi produzido depois Dele é puro plágio, eu sou plágio, o Planeta Terra se transformou em plágio, não existe nada no mundo conhecido pelo ser humano que seja original.
Sendo assim, como posso compreender o conceito de plágio criado pelos homens? É também plágio?
Partindo da premissa de que Deus é o criador de tudo, posso dizer que sim, tudo é plágio.
As transformações ocorridas no Universo continuam tendo a mão de Deus? Será Ele, quem continua a fazer as coisas acontecerem, será Ele quem se preocupa com o Planeta Terra, um grão de areia neste Universo. Ele tem tempo para se preocupar com coisas tão ínfimas da sua criação? Tenho certeza que não.
Mantenho a minha certeza, pensado que o homem, na sua imaginação mísera de criar, se apegou numa inominável parte da Sua obra, - que Ele não completou perfeitamente -, e vive aos sete cantos, cantando de galo, e na verdade, apresenta seus feitos sem mencioná-Lo? Isto é plágio.
Deus está pouco preocupado como esta parte da Sua obra, se contrário fosse, Ele não deixaria que acontecesse plágios tão inferiores, como os que acontecem aqui em nosso astro.
Posso agora citar algumas coisas que Deus não permitiria em Sua obra, criar pessoas defeituosas fisicamente, moralmente e sem almas. Não permitiria a criações de doutrinas /dogmas usando o seu nome na dominância dos menos favorecidos, o sofrimento, a falta de amor, as diferenças sociais e de etnias, não deixaria que destruíssem a natureza, não deixaria que mudassem a sexualidade dos homens da sua forma original, dentre infinitas outras coisas que não teria espaço neste texto sucinto.
Se o que digo não for verdade, então Deus não existe e o plágio, não existe. Posso afirmar que, foi o homem quem criou um Deus para proteger-se de si mesmo, do seu próprio medo, do receito de enfrentar-se, uma forma de desculpar-se das suas vergonhas, de justificar as suas criações fracas e oprimidas, não reconhecer a própria insignificância.
Mas, se Ele existe, Ele por muito abandou essa parte da Sua obra, e a deixou para os reles se preocuparem com ela, e a plagiarem da forma mais inferior que existe no Universo.
Monstro
Homem que possui o domínio
Eleva-se de formosa ternura
Com palavras simples e agradáveis
Emana a delicadeza das plumas,
Olhos claros, límpidos,
Que encanta o feminino
Com os louvores da doçura.
Homem que o domínio perde
No cume do ciúme enraivece
Como fera ferida enlouquece.
As paredes ressoam sons monstruosos,
Torna-se pétreo à doçura
E olhos matam as pessoas que mirar.
Mentecapto na humanidade já insana.
Analogia
Um homem é intitulado guerrilheiro quando luta contra uma Ditadura,
um homem que luta contra uma Democracia, este é um autêntico terrorista.
Um homem que sabe viver consigo mesmo é sábio,
um homem que necessita de qualquer coisa ao seu lado para viver é desventurado.
Novos tempos
Não estamos mais no tempo dos coronéis
Naquele tempo que o homem tudo podia
Em que as mulheres escravizadas
Aceitavam as regras por intimidação,
As pobres Amélias consumidas.
Ainda existe por aí, homens coronéis,
Que vivem no passado
Achando que indo aos bordéis
Ainda serão reverenciados.
Pobres ignorantes do planeta
Irão ficar somente embriagados.
As lágrimas do poeta escrevem o seu ser.
Elas fazem do menino o homem ancião.
Criam momentos que se imortalizarão.
E vestem de azul os negros olhos de minha escuridão.
"Aprovando os caminhos sem sentir as tensões, o homem padece no final minutos antes da chegada. Assim ele é ultrapassado pela tartaruga que lá atrás avisado-lhe tinha que caminhos não foram feitos para serem seguidos ou que suas funções sejam ligar dois pontos distantes. Os caminhos foram feitos para serem escolhidos. E como a aposta não podia ser outra, a lebre ao perdê-la, transformado foi pelo sapo no bicho homem."
O garoto que eu fui tinha pressa de conhecer o homem que hoje eu sou,e hoje morre de saudades daquele garoto que eu fui.
Quem é você trancado em sua casa?
um homem respeitável,
fazendo coisas respeitáveis que te mandam fazer?
Homem de rua
Depois de anos continuava ele ali sentado
Sempre a observar o nada
Ou a pedir uns trocados.
Sujo, imundo e maltrapilho,
Na sua liberdade ambulante
De súbito viu distante
Um brilho desconcertante.
Levantou com certa preguiça dada pela fome,
Caminhou lentamente,
Abaixou e pegou o diamante.
Ele não tinha por certo o que era,
Mas a intensidade do brilho
Fez guardar nos seus trapos.
Assustou-se com o que ali perto ocorria,
Aquietou-se nos seu espaço.
Era uma batida policial por um assalto.
Mandaram que se levantasse
E acharam a pedra maldita.
Perguntando quando a roubara
Ele nem chegou a abrir os lábios,
Colocaram nos seus pulsos e pés as algemas.
E o levaram ao delegado.
O desgraçado apanhara e fora preso,
O pobre que nem sabia o quanto valia
A pedra que achara ao acaso.
Agora lá sentado a olhar para as paredes
Que nunca tivera um dia,
Por causa de uma estranha pedra brilhante
Que para ele pouco valia.
A pedra lhe tirou a vida de vagamundo
A única liberdade que tinha.
O homem avestruz
O homem que fortemente criticou o que lhe era desconhecido
Sentia-se o maior dos protegidos
E sem nenhum escrúpulo, julgou o ser amado,
E acabou se acabrunhando no silêncio.
Num momento sequer esperado
Viu-se totalmente desamparado
Teve medo da recusa e de ficar ilhado.
Sua autoconsciência saiu da inércia, da paralisia,
Tudo agora se podia.
O desconhecido que por ora criticado
Torna-se o recanto mais privilegiado, a zona de conforto, a sua nova ilha.
Como o novo encontrado é o diferente
Tenta a amnésia afetiva para adiar decisões,
Coloca-se em territórios movediços
Criando armadilhas para sua própria dignidade.
O que o move agora é o inconsciente
Com esperança no que lhe é variado,
O que lhe trava a nostalgia.
Para não incorrer no perigo de fazer a história irreconciliável
E por medo da verdade que na ponta de seu nariz se encontra
Cobre a cabeça como a avestruz, sentindo-se protegido.
Criando um inimigo eloquente demais, que para um poeta,
Não existe comentário.
O seu amado, agora o seu inimigo imaginário,
Avança meticulosamente
E quando da sua passagem da opulência e da felicidade à pobreza e desgraça
Será o único que estará a seguir os seus passos
Para te elevar do seu estado de aflição, do seu infortúnio e desventura,
Da calamidade em que se encafuou.
