Metáforas
O que um poeta tem demais?
do coração um grito rouco,
metáforas, fantasias, a ele tudo é mais,
poeta é um ser, digamos, quase louco !
Mas de boa e terna loucura,
segue versejando todos os caminhos,
escreve seus poemas em letras tais
que um manto lindo nos cobre de carinho
Suprimir as metáforas e metonímias, as analogias e as hipérboles, impor universalmente uma linguagem inteiramente exata, definida, 'científica', como chegaram a ambicionar os filósofos da escola analítica, seria sufocar a capacidade humana de investigar e conjeturar. Seria matar a própria inventividade científica sob a desculpa de dar à ciência plenos poderes sobre as modalidades 'pré-científicas' de conhecimento.
Mas, inversamente, encarcerar a mente humana numa trama indeslindável de figuras de linguagem rebeldes a toda análise, impor o jogo de impressões emotivas como substituto da discussão racional e fazer de simbolismos nebulosos a base de decisões práticas que afetarão milhões de pessoas é um crime ainda mais grave contra a inteligência humana; é escravizar toda uma sociedade — ou várias — à confusão interior de um grupo de psicopatas megalômanos.
Você sabia?
Utilizo metáforas poderosas para expressar o quão essencial a pessoa amada é para mim, comparando sua presença à luz do sol e a um céu claro.
Através de uma linguagem simples, mas profundamente afetuosa em meus textos, eu expresso a minha admiração e amor incondicional pela pessoa amada, enfatizando que ele é perfeito em sua essência e não necessita de qualquer mudança para se adequar a padrões de beleza ou expectativas alheias.
Além de falar da desnecessidade do materialismo para ser feliz, os textos também abordam a intimidade e a conexão emocional, se tornando um hino ao amor moderno, onde a generosidade e o desejo de proporcionar alegria são tão importantes quanto a desnecessidade de presentes caros e as necessidades de experiências extravagantes.
Enfim, os meus textos e poemas não apenas celebram o amor e a amizade, mas também serve como um lembrete reconfortante de que não estamos sozinhos, e que há pessoas em nossas vidas que estarão lá por nós, assim como estaremos lá por elas.
Já marinhei
Já marinhei minha inocência, sonhos e metáforas.
Já marinhei amores, abandonos e desamores.Já marinhei escolhas, estudos e trabalho.Já marinhei ideologia, filosofia e religiões.
Já marinhei o meu destino de gado, escravo e de legado. Já marinhei indo e cá e vindo de lá, por muitos mares eu já marinhei. Já marinhei até as partidas dos vivos e as chegadas dos mortos. Já marinhei minha dor e a da dor meus sentimentos, marinhei.
Já marinhei a pedra que esculpe a água e as ondas que esculpem o mar. Já marinhei a saudade que nasce aqui e a que vem de lá. Já marinhei da terra meu mar. Já marinhei sem saber marinhar.
Hoje é o mar quem me navega. É ele quem me ensina a marinhar. E nessa prece, marinheiro na morte reza olhando o mar.
Deixa-me aqui. Nasci para ser assim: sozinho no mar que habita em mim. Pois quando não sou eu quem me navega, é Capitão Pedro. E neste marejo, o Caboclo Tupinambá, que na terra em uma aldeia, me trouxe o mar.
Caso deseja expor vossos sentimentos que use de metáforas nas linhas e entrelinhas da Vida, pois os invejosos são preguiçosos e detestam evoluir por conta própria.
Ela não entendia metáforas, mas sabia que mesmo o menor recipiente humano tem um armazenamento ilimitado para a tristeza.
Um Inferno de Metáforas
Eu era um anjo, mas me tornei caído
Da noite para o dia me tornei demônio
Caminhei pelo paraíso de ilusões
Atravessei purgatórios em meio solo inconsolável
Os pensamentos conturbados que definham a alma, com gritos de demônios que um dia humanos foram.
Assim atravessei o inferno de perturbados, que se perderam na cega mentira de um paraíso.
Que os pássaros cantem em meio paraíso denominado terra, que tanto se assemelha ao inferno.
Que minhas asas sejam arrancadas pela ilusão de um céu ou submundo, e que queime toda a minha mente que mais se parece com um inferno de Metáforas.
As metáforas são a maneira de nos perdermos nas aparências ou de ficarmos imóveis no mar das aparências. Nesse sentido, uma metáfora é como um salva-vidas. E não se deve esquecer que há salva-vidas que boiam e salva-vidas que vão direto para o fundo. É bom nunca esquecer isso.
Palavras são pinceladas que transformam a realidade em uma tela de metáforas, onde a imaginação dança ao ritmo da criatividade e do sentimento.
Uma das metáforas da vida espiritual é a da jornada de caminhar com o Eterno dentro de nós. Só que encontrar-se com ele é mais do que ir de um lugar para outro. Precisamos de uma agenda de coração, precisamos de um tempo a sós com ele. Como diz Henri Nouwen, precisamos sentir as batidas do coração do Pai quando cultivamos a presença dele em nós. Pensemos sobres isso!
Esbocei um mundo sem muitos detalhes, metáforas, poesia ou palavras para definir uma identidade única. No ímpeto das sequências de notas no braço do violão, me dei conta de que a frase que antecede um acorde de uma canção é o que torna sua simplicidade a sua maior virtude.
opióide II
devaneio sussurrado
sufocando
em versos brandos,
a morfina das metáforas,
delírios brancos.
néctar, veneno,
remédio insano,
êxtase puro
em sonho arcano.
arpejo mental,
torpor visceral,
perfuração física —
dança letal,
remédio e veneno
num ciclo final.
abre espaço
para o vazio
silêncio —
a aorta dormiu.
a vertigem se desfaz
em névoa e sombra
o que da realidade me separaria
antes, ao sangue, se assimilaria.
arpejo mental —
anestésico
de braço aberto:
dança pura
entre remédio
e perfume.
e o universo
é um cobertor
de esquecimento.
Canseira de quem fala por metáforas e no final não diz nada, fica parecendo uma charada mal elaborada.
Metáforas.
Nobre Poetas
Nem tanto como citas sobre a metafórica ligação entre eu e as análises hematologicas.
Nem tanto como descrevem
Certo dia Atrevi invadir um hospital no momento dessa escrita.
E lá, vi corredores , salas e
Leitos das mais variadas espécies.
Mas uma dela me chamou a atenção.
A recepcionista estava deitada em uma das macas retirando seu sangue.
Quando ela me olhou passei mal.
Como não sou de levar desaforos para casa.
Cheguei a ela e perguntei;
Nobre moça dos olhos tão belos!
És uma perfumada rosa.
E eu com essa minha cara de pau.
Prossegui;
Olha mocinha da pele macia.
Estou traquejado aqui com esse rascunho,
Feito do coração e com os próprios punhos.
Ela parada estava e parada continuou a me ouvir.
Assistiu e ouviu tudo que falei e leu tudo que escrevi.
E agora estou aqui.
Jogado e sem inspiração.
O que eu tinha nas mangas para escrever.
Ela levou tudo.
Inclusive o meu coração.....
Autor : Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Abstrato
Debulhando letras, salpicando metáforas
e metonimia, dá vida a sua viagem
e nas paisagens... algum sorriso culpado,
inocentemente parte do enredo.
Move-se com as notas e elas pairam no ar
encantam os ouvidos, transporta sonhos
perfume, doce lembrança, partitura nas batidas
do coração, Instintivo melodia desejos.
Displicente passeia pelas noites, pena vagueia
nos sonhos que dormem, ler Brida, interpretá-la?
...seriam os olhos teus? Seriam teus olhos?
Que amortecem os medos e os arrepios...
Brida di Beenergan
