Mentiras

Cerca de 84355 frases e pensamentos: Mentiras

A verdadeira autonomia começa quando o indivíduo aceita responder pelo próprio julgamento.

A verdade não precisa de censura para sobreviver ao debate.

Nenhuma classe deveria possuir monopólio sobre a produção da verdade.

Uma sociedade verdadeiramente livre não teme a circulação das ideias que podem contestá-la.

A liberdade religiosa não exige que o Estado declare verdadeira qualquer religião.

Uma Constituição pode proteger a religião sem transformar suas verdades particulares em verdades oficiais.

O Estado que escolhe uma verdade metafísica deixa de ser árbitro da liberdade e passa a ser participante da crença.

A lei pode proteger uma convicção sem assumir responsabilidade por sua verdade metafísica.

O verdadeiro progresso começa quando o homem deixa de confundir tradição com evidência.

O Estado laico não escolhe uma verdade religiosa; escolhe proteger a liberdade diante de todas elas, inclusive diante da possibilidade agnóstica de que nenhuma resposta definitiva esteja ao alcance humano.

A omissão é a retórica silenciosa pela qual uma verdade pode ser preservada enquanto seu sentido é cuidadosamente deformado.

O excesso de informação não destrói necessariamente a verdade; às vezes apenas a enterra sob aquilo que parece informação suficiente.

A verdadeira autonomia não consiste em escolher entre opções oferecidas, mas em conservar algum poder sobre a própria arquitetura da escolha.

Uma sociedade verdadeiramente livre não é aquela na qual ninguém tenta convencê-la, mas aquela na qual ninguém consegue transformar a consciência alheia em território sem soberania.

O Direito não determina a verdade científica, assim como a ciência não determina a verdade metafísica; ambos encontram seus limites diante do que ainda não podemos saber.

O Direito brasileiro não deveria perguntar se uma religião é cientificamente verdadeira antes de proteger sua liberdade, porque direitos não dependem de resolver o mistério do universo.

O verdadeiro antagonista da ciência não é necessariamente a religião, mas a certeza que se considera imune à pergunta.

A maior liberdade científica talvez seja perguntar se aquilo que todos consideram verdadeiro possui evidências suficientes; a maior liberdade agnóstica é admitir quando a resposta ainda não pode ser conhecida.

O verdadeiro conflito entre ciência e religião começa menos na existência de perguntas diferentes do que na tentativa de uma linguagem responder às perguntas próprias da outra.

Uma lei não se torna cientificamente verdadeira porque foi aprovada pelo Parlamento; uma hipótese não se torna juridicamente obrigatória porque foi publicada em uma revista científica.