Mentiras

Cerca de 84355 frases e pensamentos: Mentiras

Compreender verdadeiramente uma realidade exige investigar suas causas; conhecer apenas o efeito é conhecer o acontecimento sem compreender sua estrutura.

A natureza não precisa ser destruída para ser aperfeiçoada; muitas vezes, o verdadeiro desenvolvimento consiste em realizar aquilo que nela já contém uma possibilidade de excelência.

A verdadeira liberdade não consiste em escapar da necessidade, mas em compreender as causas que nos determinam e deixar de obedecer cegamente àquilo que não compreendemos.

O homem verdadeiramente livre não organiza sua existência em torno do medo da morte; procura compreender a vida com intensidade suficiente para não desperdiçá-la.

Até onde o Estado pode transformar aquilo que não sabemos demonstrar em uma verdade juridicamente obrigatória?

Até que ponto aquilo que o Estado considera verdadeiro pode ser convertido em poder jurídico sobre os indivíduos?

Quando uma convicção sobre a verdade deixa de ser conhecimento e passa a funcionar como instrumento de poder?

Quando a certeza se converte em poder, quem decide os limites da verdade?

A verdade não se torna mais verdadeira porque uma maioria acredita nela.

O progresso começa quando uma sociedade aprende a desconfiar das próprias verdades.

A democracia não transforma uma opinião em verdade; transforma a divergência em convivência.

O Estado pode proteger a liberdade religiosa, mas não pode transformar uma verdade metafísica particular em verdade jurídica universal sem uma justificação pública acessível a todos.

Quando a razão entra no Direito, o poder deixa de ser dono da verdade e passa a ser servo da justiça.

O verdadeiro triunfo do Iluminismo não foi retirar Deus do céu, mas impedir que qualquer homem falasse em Seu nome para silenciar outro.

Nenhuma maioria possui o direito de transformar sua convicção em verdade obrigatória para a consciência alheia.

O Direito nasce verdadeiramente livre quando o Estado aprende a distinguir aquilo que sabe daquilo que apenas acredita.

Nenhuma lei é verdade apenas porque foi escrita; sua legitimidade começa quando pode sobreviver ao tribunal da razão.

O Iluminismo ensinou uma verdade jurídica revolucionária: o homem não existe para servir à lei; a lei existe para proteger a dignidade do homem.

Toda ordem jurídica verdadeiramente iluminista carrega uma suspeita dentro de si: até a lei pode estar errada quando ninguém pode questioná-la.

Quando uma sociedade proíbe a dúvida, ela não protege a verdade; protege o medo de descobri-la falsa.