Mentiras
“O verdadeiro poder do Direito está em oferecer ao derrotado uma razão para não desistir da humanidade.”
“Nenhum Estado de Direito é verdadeiramente forte se seus cidadãos precisam abandonar a esperança para sobreviver à lei.”
“O verdadeiro jurista não pergunta apenas ‘o que diz a lei?’, mas ‘que ideia de ser humano essa lei protege?’.”
Não aceites aquilo que te relatam como verdade jurídica; não aceites a tradição apenas por ser antiga; não aceites uma afirmação apenas porque está nos livros, na doutrina ou na jurisprudência; nem porque corresponde à tua convicção ou foi proferida por uma autoridade. Submete toda norma, argumento e decisão ao exame da razão, da Constituição e das provas. Sê, no Direito, uma lâmpada para ti mesmo.
O verdadeiro jurista vê na censura o sintoma de que a lei faliu na sua promessa de dignidade humana.
Silenciar o erro alheio pela força da censura é atestar a incompetência da própria verdade jurídica.
A verdadeira gratidão jurídica não agradece ao poder por conceder direitos; agradece àqueles que impediram o poder de negá-los.
O jurista verdadeiramente livre não se ajoelha diante do poder; inclina a cabeça diante daqueles que sofreram para que a liberdade fosse possível.
A distribuição da riqueza revela, muitas vezes, a verdadeira hierarquia de valores de uma sociedade.
Quem procura a verdade jurídica deve estar disposto a descobrir que sua primeira hipótese estava errada.
A verdadeira liberdade começa quando deixamos de ser governados por tudo aquilo que desejamos imediatamente.
Nietzsche desconfiou das verdades absolutas; o jurista deveria desconfiar especialmente das verdades que beneficiam sempre os mesmos.
