Mensagens sobre o Vento
ANTÚRIO NEGRO
O som do vento no cerrado
faz dançar a misteriosa flor
O raio do sol do alvor
veste ela de significado
Que belo tom
mística flor
É um amor perfeito
hipnotizante, um louvor
Anthurio o seu nome
teu fascínio, pronome
- Negra é a tua cor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Junho, 2023 - Araguari, MG
Ela é como uma brisa que acalma, um vento leve. Até mesmo o mar, com toda a sua impetuosidade e força, aceita descansar.
@Versos_em_movimento
Em interação com o cerrado o vento uivava no alto do morro e no mais completo silêncio, no horizonte, o astro rei se punha.
Não da pra parar o tempo
Nem mudar a curva do vento
Quando eu me ver um dia, no ponto final da vida
Do meu passado, não mudaria nem uma virgula
Um sopro de mudança no ar,
Desperta a alma, faz o coração pulsar.
Um vento que traz renovação,
E abre portas para a transformação.
Sopra suave, trazendo esperança,
Desfazendo amarras, rompendo a trança.
Um convite para ousar, para voar,
Deixar para trás o que já não faz vibrar.
Esse sopro traz coragem e fé,
Inspira corações a seguir de pé.
Muda destinos, acende a chama,
E mostra que a vida não é só drama.
É um sopro que quebra a rotina,
Que convida a sair da zona da sina.
A brisa do novo, do desconhecido,
Que leva o medo e traz o sentido.
Deixe que esse sopro te envolva,
Permita-se ser levado pela revolta.
Abra as asas e voe para além,
Deixe que esse sopro te guie além.
A mudança está no ar, sinta-a a passar,
Deixe que esse sopro venha te abraçar.
E na dança dos ventos, em plena harmonia,
Encontre-se em transformação, todos os dias.
O que significa, afinal, escrever? É como um moinho de vento que também pode ficar sem grãos. Mas a pessoa inteira é como um aparelho de Estado, por vezes em grande desunião, sem governo, meio devastado, incapaz de responder como um todo ao mundo exterior. Às vezes, escreve-se movido por uma certa força, e às vezes tenta-se ganhar força escrevendo.
Somos,
Como água fervente que evapora.
Como gelo que derrete, como um vento, um momento.
Somos o agora.
DINHEIRO E COMPAIXÃO
Dinheiro na mão pode ser vento forte
Venha de onde vier, seja sul, ou norte
Se obter tem ser bom administrador
Precisa ser realista, não devaneador
Sermos ciente, que tudo aqui vai ficar
Viemos sem nada e nada vamos levar
De tudo o que possuir, vital é agradecer
Enquanto Deus, permitir nos aqui viver
Muitos tem demais; gasta na vaidade
Sem compaixão, um coração sem bondade
Para ajudar o outro que está a padecer
De dinheiro todos precisamos para sobreviver
Mas não deixemos por ele ser escravo
Correndo risco de por dinheiro morrer
Direitos Autorais Reservados sob a Lei - 9.610/98
"As estrelas sussurram seus segredos ao vento, que os espalha pela noite, criando uma sinfonia celestial de mistério e encanto".
SINFONIA DO VENTO
Quando passa nas árvores
Parece uma melodia
As folhas gargalhando
No raiar do dia.
Passarinho voa apressado
Com medo do vento levar
Borboleta fecha as asas
Deixa o vento passar.
Coruja olha espantada
Abre o bico devagar
Se o vento já passou
Logo começa a gritar.
Desperta os filhotinhos
No frescor do fim da tarde
Saem para caçar em silêncio
Sem fazer nenhum alarde.
Autoria Irá Rodrigues.
A pessoa diz o que quer, você entende como quiser. Palavras até o vento leva, mas as atitudes essas sim fazem a diferença.
A ilusão é momentânea, tudo é passageiro, mas o verdadeiro é uma jóia preciosa.
Não se desespere!
O coração não está só, ele é criterioso e sabe o quer.
Poesia de Islene Souza
GUARDADOS
Sépia era a
paisagem quando
o vento arrastou
flores e sonhos
Daquele vento
trago na boca
o gosto
na palma das mãos
o perfume
E na alma,
insistentes pássaros
querendo voar.
Helena da Rosa
O vento acaricia o rosto e a travessia se torna mais leve
quando percebemos que somos movidos por sonhos.
Sonhos que nascem em nós, sonhos que concretizamos
sonhos perdidos no horizonte e outros que ainda vivem em nós.
Em meio aos sonhos, vozes distantes (tão presentes!) misturam-se ao vento e nos transportam às tardes de riso, alegria e amor
Crescemos! E não há mais volta: apenas lembranças. Buscamos atalhos para estancarmos feridas expostas pela lâmina do tempo
e, atônitos vimos o tempo, célere, a engolir paisagens e pessoas...
Mas sabemos que nosso destino é caminhar, extrairmos da jornada
tudo de bom que ela possa nos oferecer e tendo a certeza de que, aprendizes, fizemos o nosso melhor.
Então eu saí saí com um só pensamento Navegar por onde o vento me levar
Deslizando nas maiores ondas que a vida apresentar a mim
Sai!
Deixei lá as tristezas desamor e incertezas
Trouxe na mala a amizade os aprendizados e a saudade
Saudade dos momentos felizes de trabalho suor sorrisos fáceis e verdadeiros
Dá comida boa que alimentava o corpo e a alma
Saudade do abraço gostoso da fala alta e do café à vontade
A vontade que dá é de estar lá de novo
Falando minhas bobagens só para ver o sorriso no rosto do povo
Que pena que hoje não é outrora
Vou tentar seguir em frente carregar o que foi bom na mente
E focar em viver o agora.
Só posso agradecer e seguir...
Ela é como o vento ..
Aventureira... solta..livre e leve...
Vai onde quer, sabe o que quer.. ninguém a prende, ninguém comanda ela...
Mulher de atitude, de força, de garra...
Gênio forte, temperamento forte... pulso firme, emoção a flor da pele...
Bonita por natureza, de alma leve, passarinho, borboleta...
Sorriso fácil, doce e meiga...
Ela é o jardim inteiro, céu de estrelas...
O paraíso em pessoa... imensidão, oceano ..intensa da cabeça aos pés...
Nos cantos virtuais
Não sou um espetáculo a ser analisado e controlado, Sou livre como o vento, meu destino é traçado. As redes sociais são apenas um vislumbre do meu ser, Não me resumo a filtros e poses para você ver.
Em plena angústia aos solavancos do destino...
Sigo e pergunto ao vento e à rua onde anda você...
E por detrás de cada esquina
e por detrás de cada vulto...
O vento traz a voz de um a voz de outro, mas não traz a sua...
Ouço gritos ao longe...
Que a madrugada recolheu as vozes...
Senti dentro de mim o tempo a criar silêncio...
Já não sonho...
Meus sonhos tornaram-se poeira no tempo...
Perdi a vaidade...
Amei sua partida...
Mas agora sofro...
Pela sua ausência...
A ver no mundo seco a dura e seca realidade...
Pensei coisas profundas...
Onde deixaste a marca dos teus pés...
Não quero ser quem sou...
Se não for contigo...
Já sou entrado em anos...
E tanto sinto...
No coração não sinto pesar tanto...
De inda puro sonhar...
Te espero...
Me dê uma e outra vez...
O seu olhar...
Te espero...
Sandro Paschoal Nogueira
Além das Ondas
Em horizontes distantes, busco abrigo,
O vento sopra, acariciando o mar,
Entre lembranças e suspiros antigos,
Um vazio que persiste em me acompanhar.
Planos tecidos com fios de ilusão,
Olhares compartilhados na mesma direção,
No silêncio, o eco daquela conexão,
Um sentimento etéreo, uma eterna recordação.
Os passos do tempo, em descompasso,
Deixando marcas de saudade e desalento,
Mas em cada brisa que toca meu rosto,
Encontro força para seguir adiante, no momento.
Cuidar de mim, em meio às lembranças,
Encontrar a paz no abraço do horizonte,
Uma ausência silente que enlaça esperanças,
Enquanto a vida segue seu curso, passo a passo, monte a monte.
Assim, nas entrelinhas desse poema escrito,
A dor de uma perda, palavras não ditas,
Aos olhos sensíveis, o significado é descoberto,
Uma história de amor eterno, onde a presença se agita.
Remorso
Um longo detrimento
Tão lento quanto o vento
Carente de sentimento
Deixando até algum sofrimento
Que não é coisa de momento
Nunca deixou-me isento
De todo o arrependimento
Que fez de mim detento
De meu próprio lamento.
