Mensagens para Universitários
Vai a pessoa pelo seu caminho, metida com os seus pensamentos, e sai-lhe um vira-lata atrás, mordendo-lhe o calcanhar
A FÚRIA DE CALIBÃ
O que o professor burocrata, medíocre, displicente, sabe e ensina, não reforma, mas conserva a universidade
Descrédito Acadêmico
Indignado
com Formações Acadêmicas
de baixo nível.
Não pelas Universidades
Não pelos Professores de Excelências,
Mas pelos alunos.
Tipo - Aqueles que só tem o canudo.
Faculdade não é só para se formar.
Tem que continuar buscando conhecimentos.
Muitos tem preguiça.
Poucos livros bons haviam aparecido. Entre eles, Literatura e Humanismo, de Carlos Nelson Coutinho; Os equívocos de Caio Prado Júnior, de Paulo Cavalcanti; Ferro e Independência, de Osny Duarte Pereira. Voltava-me para as revistas de cultura; apresentavam-se com dois tipos, pelo menos as universitárias, as dos docentes e as dos discentes. Eu concluia, por isso: "Em suma, provam os três exemplos alinhados que existe contraste, e até antagonismo, entre o pensamento novo, que se levanta nos meios estudantis, e o pensamento velho, que se aninha nas cátedras universitárias. É evidente que as exceções servem apenas para confirmar a regra. Nem tudo que surge do meio estudantil é de alta qualidade cultural, evidentemente; mas a esmagadora maioria do que surge do meio docente universitário é de qualidade inqualificável. Como pode haver respeito, numa atividade ligada ao conhecimento, quando os que aprendem sabem mais do que os que ensinam?
A FÚRIA DE CALIBÃ, pág. 226-227
Cria-se, assim, o problema do preenchimento das cadeiras vagas. Neste assunto, melhor ainda que em outros, se observa o esforço do grupo magisterial dirigente para impedir qualquer interrupção de continuidade na orientação do pensamento de cada disciplina oficial. Tudo se faz no sentido de excluir o candidato que acaso vencedor nos supostos concursos para a docência e para a cátedra, viesse a imprimir novos rumos ao ensino, denunciar os males da alienação cultural reinante, instalar novo estilo de estudo, difundir ideias progressistas, voltadas para o exame dos reais problemas do país, exprimindo os interesses de outra classe, diferente daquela que monopoliza a universidade.
A QUESTÃO DA UNIVERSIDADE, pág. 49
A falta de compreensão das pessoas em entenderem certas coisas, é de fato algo trágico, julgar assuntos e áreas que desconhecem já se tornou rotina!
A opinião tornou-se mais relevante que o próprio conhecimento de fato e as especialidades foram substituídas por charlatães tudólogos que pouco sabem e que se transformaram em coachs especialistas sem diploma, desconstruíndo tudo sobre que já se foi estudado com a justificativa de que toda a acadêmia é falsa e ideológica!
Ser intelectual hoje em dia se tornou algo vulgar em alguns países!
A USP "Criada em 1934, como resposta de
um setor da elite paulistana às derrotas políticas de que padecia desde o rearranjo
oligárquico encetado pela Revolução de 1930, a instituição tomou feições imprevistas
face ao recrutamento híbrido de membros de elite em descenso e camadas ascendentes.
Seu rumo foi marcado pelo descompasso do empreendimento face às demandas sociais
da cidade, o que deslocou o objetivo inicial do projeto que visava formar as elites
dirigentes, recuperando o papel de São Paulo nas diretivas, senão do Estado, da vida
moderna nacional em âmbito cultural" - Lidiane Soares Rodrigues - Tese. Comparemos isto com o livro de Nelson Werneck Sodré, História e materialismo histórico no Brasil
Infelizmente muitas mentes notáveis, brilhantes e avançadas, são simplesmente deixadas de lado, por não se adequarem ou se curvarem ao sistema, à política, e mesmo a religião...
E, é bem por isso que elas são brilhantes, elas tem a visão que a maioria não tem, pois os comuns, só aplaudem e seguem o que seus ouvidos querem ouvir.
Valdir Venturi
Em nossa última campanha para a Reitoria defendemos um projeto para o qual a comunidade acadêmica pudesse ter garantido espaços físicos e culturais de comunhão e integração. Para uma universidade mais humana, solidária e afetiva é importante que haja salão com bancos para que todos, indistintamente, se sentem e conversem, uma cozinha comum, capaz de nos proporcionar a ideia de que somos todos da mesma instituição. Não faz bem incentivar a discriminação e a separação de categorias, de funções e de espaços. Por que salas de refeição apenas para os secretários, apenas para o pessoal da Manutenção, apenas para os laboratoristas?
O segredo e o silêncio são armas violentas das formações estatais antidemocráticas. Segredo no exercício dos cargos públicos, esta é a fórmula universal das burocracias. Silêncio imposto aos adversários do poder reinante, através de múltiplos meios, desde a coação física até a cooptação, tal é o proceder das tiranias, antigas e modernas
A UNIVERSIDADE EM QUESTÃO
O primeiro ponto resume a lógica tradicional da dominação; assumir, o dominado, a fala do mandante, como se ela brotasse de si mesmo.
Todos os professores e alunos têm o próprio ego como referência absoluta...Pobre de quem imaginar que o âmbito universitário seja diverso de um zoológico espiritual...A ânsia de fazer seu nome singular conhecido e mencionado possibilita a apropriação indébita de ideias alheias, plágios, silêncio sobre pensamentos opostos...
A UNIVERSIDADE EM QUESTÃO
Dentro da massa acadêmica, constituem as maltas de perseguição ou de fuga. Nelas, um nome definido recebe as honras absolutas. Todos os integrantes da malta se dignificam com a expansão deste nome. Espetáculo tragicômico, os ataques mútuos, nesta luta pela hegemonia do nome, e da fama. Ai de quem não jure pela fala de X ou de Y, nesse plano. Alta traição é não "ano" ou "ista" ... O equívoco maior é daquele que busca o poder deste modo: só persegue a expansão do próprio nome e, como diz Canetti, na tentativa perpetuamente renovada de fazer seu nome conhecido, precisa tornar o dos outros, e do Outro ignorado
A UNIVERSIDADE EM QUESTÃO
O equívoco maior é daquele que busca o poder deste modo: só persegue a expansão do próprio nome e, como diz Canetti, na tentativa perpetuamente renovada de fazer seu nome conhecido, precisa tornar o dos outros, e do Outro ignorado
A UNIVERSIDADE EM QUESTÃO
Persistência, resistência e insistência são três virtudes da existência diante das adversidades, as verdadeiras universidades que nos ensinam lições valiosas sobre a vida.
Além de aportar o desenvolvimento sustentável de projetos de vida em prol da humanização da civilização, uma universidade deve, prioritariamente, se preocupar com seu próprio projeto de fazer educação superior para gerar responsabilidade e compromisso superior.
Ao reduzir o homem a profissional, acabará por formá-lo peça, talvez até eficiente, capaz e competitiva, de servir aos sistemas, escravizando-os. É necessário que a universidade sobrepasse a concepção de homus economicus e projete o homus íntegro e integral.
Por que razão as humanidades, por que razão a ciência, a arte, a literatura não nos deram nenhuma proteção diante do desumano?
Por que razão podemos tocar Schubert à noite e cumprir o dever, no dia seguinte, matando nos campos de concentração? Nem as grandes obras, nem a música nem a arte impediram a barbárie total.
Como era possível tocar Debussy, escutando os gritos daqueles que passavam pelas cercas de Munique, a caminho dos campos de extermínio.
Por que a música não disse não? Por que as humanidades não nos humanizaram, por que as culturas não nos libertaram?
Francis George Steiner, professor, crítico e teórico da literatura e da
cultura.
Por que razão as universidades não nos educaram e não nos pacificaram? Onde estavam as universidades diante das duas guerras mundiais e frente às mais de duas centenas de guerras do século XIX e XX?
- Relacionados
- Primeiro dia de aula: frases que celebram esse novo começo
- Dedicatórias para finalistas universitários: frases para fitas que marcam o fim de um ciclo
- Poemas para finalistas da Universidade que inspiram novos caminhos
- Vida de Universitário
- Frases de Universitário
- Frases sobre Universidade
- Pequenas mensagens para Amigos
