Mensagens de Sol
Eu e Você: Sol e Lua
Eu sou o Sol, que brilha ao dia,
E você, a Lua, em poesia.
Somos opostos, mas nos completamos,
Em um ciclo eterno nos encontramos.
Quando amanheço, ilumino o caminho,
Você, ao anoitecer, traz o carinho.
Na dança do tempo, somos certezas,
Unidos, pintamos a beleza.
Eu aqueço, você acalma,
Sou a força, você é a calma.
Mesmo distantes, somos conexão,
Dois astros ligados por emoção.
E quando, no horizonte, nos tocamos,
O céu veste cores que celebramos.
O crepúsculo é nosso doce instante,
Prova que amor é eterno e constante.
Eu e você, luz que nunca apaga,
Somos Sol e Lua, um só na jornada.
POETA: IVAN GUEDES BLACK JUNIOR
SONETO PRIVADO
A tarde no cerrado cai, aquosa
Silente, e o pôr do sol rubente
A chuva, em gota lustrosa...
lacrimeja melancolicamente
Nesta languidez, a sensação
Duma aflição, vou suspirando
Enternecido, cheio de ilusão
E, lá fora o pingar em bando
Sinto o coração palpitando
Na solidão, e no devaneio
Assim, o tempo passando
Em um suplicante floreio
Nostálgico sinto arrepio
Demanda o pensamento
E a saudade no seu feitio
Cata poesia pro momento.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 dezembro, 2024, 17’43” – Araguari, MG
Dai à obra de Marta um pouco de Maria,
Dai um beijo de sol ao descuidado arbusto;
Vereis neste florir o tronco erecto e adusto,
E mais gosto achareis naquela e mais valia.
A doce mãe não perde o seu papel augusto,
Nem o lar conjugal a perfeita harmonia.
Viverão dous aonde um até ‘qui vivia,
E o trabalho haverá menos difícil custo.
Urge a vida encarar sem a mole apatia,
Ó mulher! Urge pôr no gracioso busto,
Sob o tépido seio, um coração robusto.
Nem erma escuridão, nem mal-aceso dia.
Basta um jorro de sol ao descuidado arbusto,
Basta à obra de Marta um Pouco de Maria.
Eu adoraria ver o amanhecer ao seu lado, mesmo sabendo que quando o sol transparecer, você ira sumir, é meu dia começara.
A LEVEZA DA NATUREZA
Os girassóis, dourados, fitos no sol,
Um coro de faces, em busca de calor.
As borboletas dançam, leves, em cores vibrantes, um balé sem fim.
A natureza, em sua beleza sem par,
Nos ensina a leveza, a arte de voar.
Em tons mil, um arco-íris sem cessar,
A vida renasce, em cada novo amanhecer.
Que nossas vidas, como flores em botão,
Se abram ao sol, em busca de canção.
Que a leveza das borboletas nos guie,
Em cores vibrantes, a alma a florir.
Que a beleza da natureza nos inspire,
A viver com paixão, a alma a transpirar.
Em cada instante, um novo recomeço,
Um jardim de encantos, em eterno abraço.
@ANDERSON1ANTONIO
E a nossa vida era assim: independentemente de
haver sol, nuvem, chuva, minha mãe sempre fazia
tudo no capricho.
(Maria Antonieta da serra do Ramalho)
Estou Prenhe
O pôr-do-sol, uma luz flamejante,
Desce sobre o meu horizonte.
Dentro de mim, há um inalcançável deserto,
Perdi, em algum lugar,
O que os homens chamam de paz.
Meu eterno buscar
Veio com mais força que antes,
Como um vulcão que dormira por milênios.
É assim que ruge,
No fundo d’alma,
Meu espírito inconstante.
Às vezes penso:
Algo muito grande
Vai sair de dentro de mim.
Não pode ser outro poema,
Nem um livro.
O que esperneia no meu ventre
É algo assustador,
Mesmo para quem está acostumado
A dar à luz filhos estranhos.
Mesmo para um espírito criador,
Esta sensação
É deveras incomum.
Um longo período de gravidez
Produziu em mim,
Ou alimentou dentro de mim,
Um ser bizarro.
Chama-me
flor luminosa, cheia
de azul e verde, o ventre
criador de poemas, de sol, de
luzes, a rosa que respira... amor.
Ao te ver
É como o sol rompendo o nevoeiro,
Um sopro de vida, um doce janeiro.
Nos teus olhos, encontro a estação,
Que aquece de luz o meu coração.
Teu sorriso é melodia do dia,
Uma dança suave de pura alegria.
Ao te ver, o mundo ganha cor,
E cada instante transborda amor.
És o brilho da manhã que desperta,
Uma chama que nunca está incerta.
Ao teu lado, tudo é canção,
Ecoando em mim como uma oração.
Ver-te é sentir que o tempo se rende,
Que a alma se eleva, o espírito ascende.
És o motivo do meu renascer,
Minha maior alegria é te ver.
MISTÉRIOS
A noite, assim como o mar à noite.
Realçam-se de mistério e telúrica.
O sol se encolhe saindo de cena
Para as estrelas surgirem na ribalta.
Permitindo que a orquestra das ondas
Rebente à praia sobre mar bravio
Deflorando com fulgor as marés
Dócil ao campo gravitacional da mãe lua
Salpicando medo em seu resplendor
Lançando aos passantes
Os mistérios de seus encantados
Para um novo alvorecer.
Sol do Verão
Não o amei durante minha juventude, pois não permitia que me aquecesse como o amor fez.
Optei pelo isomento, no alto de frias colinas.
Onde permaneceria então intocável pelo seu calor, e longe de qualquer desconforto aos meus olhos.
Erro meu não deixar aberta as portas e janelas, para que seu feixe de luz iluminase meu lar.
Agora..
Tarde a amei, e cego fiquei ao amá-la..
Meus olhos já não enxergam nada além de luz, porém não sinto o desconforto.
E Além de ti, não vejo nada..,
De forma leve e intocável.
Um dia a flor desabrochou.
O sol novamente raiou.
Então a sua janela se abriu, e pude admirar por mais um dia o sorriso em seu rosto.
E Tocá-lo outra vez, para que de forma delicada sentisse a minha presença.
Sopro os seus cabelos com um vento frio, enquanto repouso meu rosto sobre seu ombro.
E admiro junto a ti, aquele novo dia.
Se ficarmos esperando a chuva passar, os ventos se acalmarem e o sol ficar mais frio, nunca faremos nada na vida!
Ano novo é todo dia
entre o sol e a lua,
nos sorrisos e nos abraços
no dia a dia das ruas.
No canto que vem do mar,
no cheiro que vem das flores,
na alegria das cores.
Ano Novo é todo dia,
no céu escuro ou azul,
nossa gente, nossa pátria
No Brasil de norte a sul.
Na fé de cada irmão,
no compartilhar o amor
nos segredos do viver
que nos trás gosto e sabor.
Rubens Marques, compartilhando sentimentos.
CAMPO DE MIOSÓTIS
Lembro um campo de miosótis
Dormir nele até o sol se deitar
Pensar naqueles dias azuis
Que foi o começo do nosso amar
Recordo esses dias passados
Já postos na bruma dos dias
Que tempos, sermos amados,
Sem fugas, sem relações ínvias
Olhar para o céu até a vista cansar
Ver um bando de pássaros
Em grupo, alinhados, sem chocar
Discutindo os nossos toques raros
Sabendo que aquele campo azul
De miosótis nascidos e plantado
Já não existe, emigrou para sul
E com ele, o lascivo, fugiu apavorado
O amor que nasceu ali, com ele,
Que tanto prazer deu ao físico
Ébrios de tanto querer na pele
Felizes do sentir paradisíaco
Mas nem tudo é eterno
Fundamental não o ignorar
O que se passou naquele Inverno
É sem dúvida para guardar
Amar num campo de miosótis
É um luxo nunca visto, é achar
Um conjunto de gostos subtis
Um acto para mais tarde recordar
Autor:
©Jorge Vasconcelos
