Mensagens de Silêncio
Fagulha.
Uma fagulha,
Cai do teto,
O fogo do silêncio que consome no ócio,
Não apagou,
Na força do pensamento que não compensa a lembrança,
E o sufoco?
É uma pedra na janela,
Quebrou, sem eu lançar,
Mas, quem foi?
Também não pude alcançar,
Logo agora que só sei voar,
Olhar,
Atento,
A dentro,
No lindo concerto intrínseco que ninguém ouviu.
NOITE DE INVERNO
O silêncio que perturbava a névoa
Trazia o mundo nas costas
De uma noite sombria e sem vida
Os ponteiros giravam em prol do destino
Que atormentava o homem na sacada
Fumando um cigarro e arfando problemas
Só mais uma noite comum de inverno
Em uma pequena cidade do século XXI.
Apago, Reescrevo
Ergo o rosto, encaro o espelho.
Estranho reflexo:
olhos gastos de silêncio,
boca árida de palavras,
nariz vermelho de cansaço.
Mas...
não é assim que me enxergo.
De novo,
me aproximo, me olho no espelho.
Curioso retrato:
um homem de terno e brilho,
bolsos cheios,
passos firmes,
destino herdado.
Ah…
quem me dera ter nascido herdeiro.
Mais uma vez.
Me ergo.
Me busco no espelho.
E me pergunto, em silêncio:
quem sou, quando ninguém está olhando?
“Que neste domingo a gente desacelere, respire mais fundo e se permita apenas ser…
Que o silêncio nos traga mais respostas
e sabedoria …
Que a nossa fé, renove as esperanças não somente da gente, mas de todos aqueles que acreditam …
E que nossos corações se encham de gratidão pelas pequenas coisas….
A vida é feita de instantes simples, e é neles que mora a verdadeira paz..”
Ah, meu amor, eu digo
Que o silêncio fala mais que muitos
Ah, meu amor, contigo
Carrego toda a imensidão
Vem de me esquentar,
Florescer, florescerá
E que se vem, me andará,
E nos andares pulará
Transcender,
Cantar,
Encantar....
Nos seus olhos a tristeza,
Que de em mim a certeza,
Que consigo andar....
Ah, meu amor, pra quê? Essa tristeza
Em seu corpo há o que reina?
Não há morte,
Nem escuridão no sol
Não há vida,
Nem luz da lua no dia...
Pois, o por da vida,
Clareia mais que a dor
Meu amor...
Eu sou feito de palavras que queimam, de silêncio que dói e de um amor que não aceita metade. No mundo emocionado de hoje, carrego essa intensidade que brilha forte, fruto da solitude que me ensinou a viver com responsabilidade afetiva comigo, com os outros, com cada sentimento que desperto. Minhas escritas são pedaços da minha verdade intensa, amável, tensa porque eu não vivo pela metade, eu vivo para arder, para sentir, para amar até o fim. Quem lê sente. Quem sente, sabe: comigo não tem jogo, tem alma nua, coração em brasa e um desejo eterno de ser inteiro.
o caminho que me leva a você
Onde o silêncio reina,
o tempo não tem vez.
Me despeço dos minutos
ao refletir
na solidão de meus pensamentos vazios.
As horas se tornam uma eternidade,
mas sem ninguém para compartilhar,
o que me resta é sonhar.
Ouço tua voz chamando-me há anos,
corro ao teu encontro
na esperança de um dia
poder te encontrar.
Mas o que fazer,
se o caminho a seguir
é aquele onde tantos se perdem?
Não me perco,
me encontro
afogado no "auto" mar,
com o sussurro dos ventos
conversando com o mar.
As ondas se abrem para, enfim, te encontrar.
Num profundo mergulho,
a esperança toma vez.
No reflexo das águas,
uma imagem reluz,
como uma luz a me cegar:
uma estrela brilhante,
o aquecer em tardes frias,
um segredo que eu queria guardar —
o sentimento de preenchimento que emerge,
clareando a escuridão do oceano,
o mistério em pessoa,
uma promessa a zelar.
Era você.
' SILENCIOSAMENTE '
Amo no silêncio do meu coração,
Como abelha colhe néctar da flor,
Sob a luz da Lua te amo no clarão,
Não sei o que é, se isso não for amor.
Com belo sorriso, amarei-te sempre,
Do anoitecer, até ao romper da Aurora,
No silêncio desse amor, sou eu resiliente No exato presente ontem e agora .
Até o infinito amarei-te silenciosamente ,
Contemplando as estrelas, a lua e o mar,
Enquanto meu coração te anseia presente,
Ainda no silêncio, para sempre irei te amar .
Amarei-te em silêncio , secretamente,
Um amor sem fim imensuravelmente.
Amando -te não terei sua rejeição
Como a a lua e o sol
Que jamais se encontrarão .
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a Lei -9.610/98
O verdadeiro caráter se revela longe da plateia, dos aplausos, no silêncio dos bastidores, quando só restam você e a sua consciência.
"Os alienígenas não nos evitam por medo, mas por respeito ao silêncio cósmico que ainda não aprendemos a ouvir."
Sou Africano
Sou feito de terra quente e céu aberto,
De tambores que falam no silêncio do tempo,
De raízes fundas, num passado desperto,
Que vive em mim como um sagrado templo.
Sou o grito da savana ao romper da aurora,
A dança da chuva em solo sedento,
Sou voz ancestral que nunca vai embora,
Sou fogo que arde no firmamento.
Sou traço de reis em tronos de marfim,
Herança viva de reinos esquecidos,
Sou o riso e a lágrima dentro de mim,
Sou os caminhos, os mortos, os vivos.
Sou coragem que cresce na dor calada,
Sou o corpo que resiste, o peito que luta,
Sou cicatriz que se torna alvorada,
Sou a alma que canta mesmo na labuta.
Sou bantu, sou kongo, sou zulu,
Sou as línguas que o mundo tentou calar,
Mas sou tambor que ecoa no céu azul,
Sou memória que ninguém vai apagar.
Sou África – e em mim ela habita,
Não como fado, mas como missão.
Em cada passo, a história me visita:
Eu sou africano. Sou chão. Sou visão.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
Silêncio
No silêncio da estrada vazia,
Há um rosto oculto de mulher,
E na estrada da sintonia,
O que de fato agente quer.
Em um céu que se abre sereno,
Embalada por uma brisa que nos deixa pleno,
Surge um brilho no fim do horizonte,
Como se fosse um belo diamante.
Sei que sou apenas um passageiro,
Nessa grande nave chamada vida,
Não serei o último e nem o primeiro,
Apenas um intervalo de subidas e descidas.
O mundo às vezes é cruel,
E mais amargo do que fel,
Mas devemos sempre insistir,
Pois a recompensa há de vir.
Lourival Alves
Fui interrompida pelo silêncio da noite. O silêncio espaçoso me interrompe, me deixa o corpo num feixe de atenção intensa e muda. Fico à espreita de nada. O silêncio não é o vazio, é a plenitude.
A mente é um enigma que sussurra no silêncio; quem escuta o que não cabe nos manuais encontra sentidos que nem sempre têm nome.
Somos o que o silêncio revela quando caem as máscaras — e representamos, quase sempre, apenas aquilo que aprendemos a performar para não assustar os outros com nossa verdade.
