Mensagens de Saudades Eternas

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Um amor não vivido plenamente, permanece na pele, na memória e no coração, aflorando pela imagem, pelo cheiro, pelas lembranças, até o infinito.

Se fosses um aroma ia te desenhar em minha memoria para te coroar;
Em linda e expansiva explosão de cores que reagrupam o que no peito jaz vivido.
Nessa tarde que tem cheiro de sorriso; Invade em todo meu ser mil pensamentos no seu sentido.

“Reavivar na memória as situações tristes e dolorosas da vida pode fazer-nos pensar que já não vale a pena viver.”
Daniel Perato Furucuto

O tempo finge esquecer o amor sob o pó dos anos, mas a memória é uma herança teimosa: basta um sopro de verdade para provar que a eternidade nunca esteve morta, apenas guardava o seu próprio amanhecer.
Reno Fioraso

Minha verdade


Para cada lembrança um texto foi deixado,
Para cada memoria do teu lado uma poesia foi escrita,
Sinceros momentos foram dedicados, da melancolia ao êxtase os sentimentos foram devidamente desenhados e no suor das palavras o amor foi comtemplado como o principal autor daquilo que é inegociável,
"A minha verdade sobre você".

O instante mais peculiar da existência não deixa rastro na memória, mas redefine o silêncio com que passamos a escutar o tempo; afinal, aquilo em que acreditamos torna-se o nosso mundo.
Reno Fioraso

Soneto “Meus pais”

Alonso e Eunice (em memória)



Seu Alonso, meu pai conselheiro

Homem trabalhador, conhecido por “Meus Amigos”

Ajuda a todos, chama-os de queridos

Sustentou os filhos com o suor de pedreiro.



Dona Eunice, minha mãe educadora

Mulher persistente, intitulada “Minha Amada”

Orientou a tantos, pela educação foi obstinada

Sustentou os filhos com a função de professora.



Ele, eterno “vizinho”, sereno, flamenguista animado

Da família Tavares, cresceu no Acai do Lago Grande

Pai amável, tio carinhoso, esposo apaixonado.



Ela, eterna “diretora”, resiliente, franciscana empenhada

Da família Ferreira, cresceu no Atumã de Alenquer

Mãe incansável, tia inspiradora, esposa dedicada.



Santarém - Pará, 26/08/25.

70 anos de Maria Eunice Ferreira da Silva (em memória) ❤️


Hoje, 70 ela faria
Caminhando persistente
Seus projetos seguiria


Hoje, com seu amado estaria
Eternamente companheiros
Um amor de primazia


Hoje, seus filhos abraçaria
Em união pela vida
E a família guiaria


Hoje, sete netos ela teria
Diria: “Amores de vó”
De carinho os cobriria


Hoje, os dez irmãos reuniria
Para diálogos e conselhos
Como sempre assim fazia


Hoje é o dia de Maria
Da Eunice, mãe, esposa
Que só nos trouxe alegria


Parabéns, mãe, pelos seus 70 anos! 💕


Tatiane da Silva Santos – 04/06/26 🌻

A faísca que se solta
do corpo do poema,
reverbera um emblema
na memória do leitor.

O Elixir do Infinito
Nas águas turvas de um mar sem memória,
O sal que resta não seca o cansaço,
Pois nossa vida é uma eterna vitória,
Traçada em seda no abraço do espaço.
Ó Mãe, que em carta guardei o segredo,
Deste universo que em nós se desfaz,
Venci o tempo, o silêncio e o medo,
Na luz do luar que nos traz a sua paz.

Toda a conexão que a alma reclama,
É verso antigo em papel de poeira,
Onde o destino acende a sua chama,
E a voz do sangue é a única fronteira.
Não chega o oceano para o pranto estancar,
Nesta odisseia de um filho que sente,
Que a arte de amar é saber esperar,
Pelo retorno do sol no oriente.

O cosmo imenso que os olhos invade,
Reflete o rosto que a infância guardou,
Entre a matéria e a espiritualidade,
Onde o poeta o seu norte encontrou.
Na senda heroica de um ser solitário,
Que funde o digital com o barro do chão,
Fica o registro de um breve itinerário,
Escrito com sangue no meu coração.

#Abstracionismo

#PoesiaContemporanea

#Decassilabo

#EpicoArcaico

#FusaoArtistica

#ArteLisboa

E no final, você se envolve com vários corpos, mas existe um que continua na memória antes mesmo de ser tocado. Aquele que você só imagina… aquela que, no meio de tantos, você sente que seria diferente. E talvez seja isso que mais dói: ter conhecido tantos corpos e continuar acreditando que o corpo daquela pessoa teria sido o único que realmente significaria alguma coisa!

Às vezes
necessito retornar
entre os campos verdejantes
da memória daquela menina


que atraversava o deserto árido
inalando as flores
e colhendo seus olores


para empregnar
as janelas férteis da alma.
✍©️@MiriamDaCosta

Se algum dia
eu envelhecer suavemente,
ou se, por alguma razão precoce,
a memória se dissipar
como névoa ao amanhecer,
se eu esquecer nomes, rostos
e até mesmo a mim…


Ainda assim,
minha memória
não estará perdida.


Ela apenas
terá recolhido o corpo
para repousar em silêncio,
entre os vales coloridos,
as montanhas verdejantes
e o mar sereno
da minhalma poética.


Ali, ela se banhará tranquila
nas águas mansas das palavras,
recebendo o perfume,
a maresia nas ondas infinitas
dos meus versos.


E ficará livre,
plena,
acolhida no abrigo íntimo
do seu próprio âmago.
©️✍@MiriamDaCosta

A chuva 🌧


O céu cinério
derrama sobre a terra
seus versos invernais
lavando da memória
o pó das horas secas
tecendo no barro úmido
o sopro das sementes...


As gotas
bênçãos líquidas
beijam as folhas
com ternura
escorrem como preces
pelas veias verdes
das plantas
até que cada ramo
se curve
em humilde gratidão...


O ar
saturado de frescor
convida à pausa
ao recolhimento sereno
onde o silêncio se aninha
no coração que escuta
o pulsar escondido da chuva...


As gotas da chuva
embalam as folhas
com devoção
cada uma
como um salmo breve
que se dissolve
na penumbra do verde...


Elas deslizam lentas
como se quisessem eternizar
o instante do toque
até se perderem
no ventre da terra
onde a vida adormece
em germinação....


O ar
úmido e denso
inspira o corpo ao silêncio
como se o tempo
tivesse recuado
para que a alma pudesse
respirar consigo mesma...


E, no recolhimento profundo
o mundo parece rezar
com a voz silenciosa
dos versos da chuva...


✍ @MiriamDaCosta

O tempo passa, mas deixa cicatrizes onde a memória insiste em ficar. Entre o que fomos e o que seremos, existe um silêncio impossível de explicar. Talvez algumas despedidas sejam apenas o começo de outro ciclo.




_KANGAL

"A melancolia é a memória das coisas que o coração não conseguiu sepultar."

A Vida é uma história que teve tantos começos que sua origem se perdeu na memória. Ainda assim, sem previsão de fim, é campo infinito para outros tantos começos.

Não espere que esqueça!
A memória é atualizada mais rápido
do que a velocidade da luz e do som!

“O ressentimento aprisiona a memória no passado. O perdão devolve a alma ao presente.”

A Quarta-Feira de Cinzas é, portanto, uma celebração ritual que sintetiza a memória cultural, a simbolização religiosa e a consciência antropológica da mortalidade humana, funcionando como um ponto de inflexão entre a festa popular e a reflexão espiritual, entre o corpo e o espírito. Ela nos lembra que qualquer jornada de sentido exige reconhecimento de nossas limitações e, ao mesmo tempo, uma busca consciente de transformação.