Mensagens de Saudades Eternas
Aquela noite ficaria gravada na memória do tempo — um ponto de inflexão silencioso, o prenúncio de algo que mudaria para sempre o destino da humanidade.
Duas coisas deixamos registradas na memória dos outros: a palavra e o humor -
digo os conselhos e as boas gargalhadas
Somos apenas lembranças e se deixamos de ser memória na mente de alguem, então, dixamos de existirmos, ser é estar presente.
Raquel Souza
“Que o Natal, memória do nascimento de Cristo, nos recorde que antes de sermos povos distintos somos humanidade compartilhada, e que nenhuma fronteira é maior do que o chamado à paz, ao cuidado mútuo e à dignidade que nos une.” - Leonardo Azevedo.
O Elixir do Infinito
Nas águas turvas de um mar sem memória,
O sal que resta não seca o cansaço,
Pois nossa vida é uma eterna vitória,
Traçada em seda no abraço do espaço.
Ó Mãe, que em carta guardei o segredo,
Deste universo que em nós se desfaz,
Venci o tempo, o silêncio e o medo,
Na luz do luar que nos traz a sua paz.
Toda a conexão que a alma reclama,
É verso antigo em papel de poeira,
Onde o destino acende a sua chama,
E a voz do sangue é a única fronteira.
Não chega o oceano para o pranto estancar,
Nesta odisseia de um filho que sente,
Que a arte de amar é saber esperar,
Pelo retorno do sol no oriente.
O cosmo imenso que os olhos invade,
Reflete o rosto que a infância guardou,
Entre a matéria e a espiritualidade,
Onde o poeta o seu norte encontrou.
Na senda heroica de um ser solitário,
Que funde o digital com o barro do chão,
Fica o registro de um breve itinerário,
Escrito com sangue no meu coração.
#Abstracionismo
#PoesiaContemporanea
#Decassilabo
#EpicoArcaico
#FusaoArtistica
#ArteLisboa
Nas dobras invisíveis da memória, onde datas se fundem a tamareiras douradas, um eco de encontros desfez-se em pó. Palavras inglesas pairam como fantasmas: date, um instante capturado; date, um laço efêmero de peles e olhares; date, a polpa doce que escorre entre dedos esquecidos. O abstrato devora o linear, tecendo fios de um novelo sem fim, onde o romântico se perde em desertos de silêncios.
Sombras dançam em relógios parados, namorando o vazio com passos tortos. Corpos se inclinam para o nada, inventando amores de névoa, frutas que não caem, calendários que se desfazem em confetes de ontem. O humano reside no rompante, na frase que se quebra como vidro fino, no pulsar irregular de um coração que ignora o tempo. É o caos que respira, o tropeço que encanta, o desalinho que pulsa vivo.
Entre curvas de sentido ausente, a alma se desdobra – não em mapas precisos, mas em rios que correm para lugar nenhum. Desconexo como o sonho acordado, abstrato como o vento em folhas mortas. Humano, porque sangra nas bordas, sonha nos vãos e persiste no eco das ausências.
O que a memória ama
O que a memória ama,
não se perde no tempo…
vira presença silenciosa,
dessas que o coração reconhece
mesmo na ausência.
Te amo assim —
no detalhe que ficou,
no instante que não passou,
na lembrança que respira
dentro de mim.
Porque o amor verdadeiro
não depende do agora…
ele mora onde o tempo não alcança:
na memória,
e na eternidade do sentir.
Por Simone Cruvinel
"Quem vive de luxúria e vaidade costuma ter a memória curta para os favores que recebeu e a língua comprida para julgar quem a ajudou."
"Você diz que tentou me ajudar? A minha memória e a minha história dizem o contrário. Onde estava o seu apoio enquanto você se ocupava em fazer maldade?"
Sotaque não se corrige — se celebra.
É raiz que fala, memória que respira,
é a terra moldando a palavra
na boca de quem a carrega.
No chiado leve do Rio de Janeiro,
no ritmo firme de São Paulo,
na doçura mansa de Minas Gerais,
no vento aberto do Rio Grande do Sul,
e na cadência viva do Pará,
onde o falar carrega rios, florestas e histórias —
há vozes que não cabem na gramática,
mas vivem inteiras na identidade.
Cada fala é um mapa invisível,
um retrato que não se desenha,
mas se ouve.
Não há língua mais certa que a outra,
há caminhos diferentes para dizer o mundo.
E em cada som, em cada jeito,
o Brasil se reconhece plural.
Valorizar o sotaque
é reconhecer o outro —
e, no eco da diferença,
descobrir que somos muitos
e ainda assim, um só.
A Quarta-Feira de Cinzas é, portanto, uma celebração ritual que sintetiza a memória cultural, a simbolização religiosa e a consciência antropológica da mortalidade humana, funcionando como um ponto de inflexão entre a festa popular e a reflexão espiritual, entre o corpo e o espírito. Ela nos lembra que qualquer jornada de sentido exige reconhecimento de nossas limitações e, ao mesmo tempo, uma busca consciente de transformação.
Perdoar é a chave que liberta feridas. Perdoar não é apagar a memória, nem justificar o erro alheio. Perdoar é decisão. É escolher soltar o peso que corrói, o rancor que cega, a mágoa que prende. É abrir espaço para que a paz floresça dentro de nós, mesmo em lembranças que doem, mesmo em cicatrizes que permanecem.
❝ ...Meu coração te reconheceu antes dos meus olhos, eu sei, Pois a memória da alma não se dobra ao tempo que corre. Você é a razão singela, a mais profunda das leis, A ponte onde a vida vale a pena e a saudade não morre.
É no seu toque, que é mais prece que carícia, Que eu encontro o porto onde a minha essência repousa. Você me ensinou que o amor não é apenas perícia, Mas a graça de saber ser abrigo quando a vida é ruidosa...❞
---------- Eliana Angel Wolf
Teu cheiro! Mas teu cheiro não é só perfume, é memória que não sabe partir, é saudade que dorme na minha pele e que acorda toda vez que penso em ti. Teu cheiro tem gosto de ontem, das risadas que ainda ecoam em mim, dos sussurros e das promessas sussurradas no escuro, que eu fiz esquecer, mas não sei fugir. E quando o peso do mundo cai em meus ombros, é teu cheiro que me mantém de pé, e ele me lembra de quem eu fui contigo e de quem eu ainda sou quando não estou com vc. Teu cheiro ainda mora nos nossos lençóis, nas minha camisas preferidas e nas músicas com melodias de saudades dos momentos que vivemos juntos. Teu cheiro é amor que não pede licença, é ausência que teme ficar. É presença invisível que me ensina a todo tempo a não te soltar! E se me perguntarem qual é o meu vício, qual é minha fraqueza e o meu lar, direi sem medo e sem defesa que o meu perfume preferido sempre foi te amar!
Tenho me sentido mais leve desde que esvaziei as gavetas do coração que estavam cheias de memórias desnecessárias.
A escuridão que carregamos em vida se dissolve quando percebemos que, na memória dos outros, somos a luz que nunca se apaga
Em memória de Genasio
Choroso Tipi amanheceu,
O Cariri emudeceu,
O forró ficou sem o som,
Ele foi tocar no céu,
Genasio do acordeon.
Benê Morais
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