Mensagens de Saudades Eternas
Paira o vento do Atlântico Sul
acariciando a memória;
Cruzo a porta da existência
para falar do que importa;
e não encontro nada lá fora.
Não é fácil lidar com quem
cultiva o desinteresse,
Insistir é manter ativo
mais que um enorme vazio.
Embora haja muita gente
sem nenhum motivo,
Encontro no silêncio
o melhor propósito e abrigo.
Rodeio e o Pico do Montanhão: Raízes, Memória e Poesia
Na linda Rodeio, doce cidade,
onde há uma parte enraizada,
pois nela o meu avô foi frade.
Nunca estive de passagem,
embora tenha a herança da imigração,
que a resgato sempre com paixão.
Tenho morada e poesia fincada
com o coração sobre as linhas
do magnífico Pico do Montanhão.
Qualquer afirmação contrária
pertence somente a quem
desconhece de onde veio.
[Tenho certeza: não conhece
nenhum pouco a minha história direito.]
A memória não é uma qualquer,
sabe para quem ou não dar palco;
foi testemunha do tempo
de ateliês de portas abertas.
Por ela ninguém foi esquecido:
a memória está íntegra,
sabe o que é ter subido e descido
o Morro de Santa Teresa
para pular Carnaval no bloco
no Largo das Neves.
A memória sobreviveu,
e por dentro continua ainda mais viva
recordando que chegou a ir
sob chuva e fogo seja para ir na gira
ou para dançar Jongo
no quintal de uma casa desconhecida.
A ventania traz a notícia
no Médio Vale do Itajaí
da memória de Marco Pola,
és a melhor contradição
que com cada fibra dialoga
entre a existência amorosa
e o mistério que enamora.
De prontidão para escrever
a poesia onde há vales
e cavalos coincidentes,
declaramos afinidades
com reverências subliminares,
impulsos e intensidades
que nos são inerentes.
No inverno aqui em Rodeio,
onde nos antevejo
nas ruas vazias descritas
no outono do poeta,
e ainda em vocal silêncio,
reverencio e por ti espero
como quem espera um
milagre com o céu aberto.
[Nos nossos corações nunca
nem por um instante fomos ausentes,
porque nunca nos apagamos
diariamente das nossas mentes.]
Memória amorosa
da nuvem branca
que abraça, como
voto de amor eterno,
o Vulcão Irazú.
Trago o meu universo
diante dos teus
sedutores olhos.
Se você irá entender,
realmente não sei;
da minha parte,
pistas e poesia dei.
A expectativa, bem
próxima da florada
da Guaria Morada,
continua vívida,
embora recolhida,
desenhando na beira
do mar na Costa Rica
Com leveza, romance,
calma e delicadeza,
com os fios do tempo,
sedutora irei tecendo
o seu pertencimento,
embora convicta assuma
a apaixonada urgência
da partilha do sentimento.
À espera do consentimento...
.
Ludovico, um papagaio.
A memória desta ave é longeva
para boas ou más experiências.
E não se trata apenas de um poema,
é para deixar para a vida toda
registrado: porque o que se leva
na memória nunca será passado.
Há mais de três décadas foi
pela dona procurado.
Dizem que ele para a Baixada Litorânea,
na Região dos Lagos, foi levado,
e pode estar vivo em qualquer lado;
ele nasceu no Rio de Janeiro,
ele era amado e bem cuidado.
[Ludovico era um papagaio
que nunca mais foi encontrado.]
"Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida,
Que os anos não trazem mais!"
— Casimiro de Abreu
Primavera da memória afetiva
do Pacari em Santa Catarina,
ele dá sombra e é curador,
e, com sua florada, enche
o coração com muito amor.
Como estrelas, as suas flores
se abrem de noite e perfumam,
espalhando festa e vida
para quem nutre o saber
por onde sempre caminha.
[É sobre cultivar o que tranquiliza.]
Alma criada, feita para navegar
no mar da Humanidade,
tem memória caiçara desde
nascença para fazer tudo durar.
Sem temer lidar com o tempo
e as correntezas marítimas,
entre pescar peixes e almas,
também aprendeu a escutar,
enquanto tece as suas redes.
Quando a guerra se aproxima
com os seus deuses e senhores,
eles sabem manipular e tocar
nas nossas mais íntimas dores.
Entre sóis, luares e marés,
para que não nos percebamos
nos espaços sendo abertos,
aprendeu que, antes da guerra,
os seus deuses e senhores
buscam estar entre os fragilizados
dos matizes mais variados.
Todos eles premeditam quebras
de confiança, cortar laços,
desligar o discernimento,
os afetos e a comunicação,
para arrebentar povos por dentro.
Urge não buscar ordinários tormentos,
porque eles são hábeis em tornar
espaços de vida em confinamentos.
É preciso todos estarem atentos:
[Para não nos render, e não haver tropeços.]
Alinhamento ideológico quando gera apagamento da memória coletiva de conquistas essenciais e marcantes colocam a todos numa situação de fragilidade.
CARTA ABERTA: SOBRE A MEMÓRIA QUE ALGUNS HOMENS PERDERAM 📜✨
É triste ver uma disputa onde todos perdem. De um lado, mulheres que se esforçam dobrado para provar sua competência e capacidade. Do outro, homens que se perdem em comentários machistas e desprezíveis, protegendo uns aos outros na ignorância.
O que esses homens esquecem é que a existência deles tem um nome: MULHER.
Esquecem que:
🤰 Passaram 9 meses sendo carregados em um ventre.
🤱 Foram amamentados para que pudessem sobreviver à própria fragilidade.
🙌 Devem cada fôlego de vida ao sacrifício e à força feminina.
Atacar o feminino não é sinal de força, é sinal de amnésia. É ignorar a própria origem. Não existe evolução onde não há respeito e gratidão. Que a estupidez dê lugar ao reconhecimento, pois uma sociedade que não honra suas mulheres é uma sociedade que esqueceu de onde veio.
#RespeitoFeminino #Igualdade #CartaAberta #ForçaFeminina #Consciência
“O ressentimento é uma prisão sem grades, onde o passado é o carcereiro, a memória é a sentença e aquele que nos feriu continua livre, enquanto nós permanecemos condenados à dor.”
Seu corpo carrega memória, desejo e sensibilidade.
Ele não é apenas matéria, é linguagem.
Escute o que ele sussurra quando o mundo silencia.
Debbie Villela
O tempo não voltará, ele ficará retido na memória. Com os sabores dos momentos vividos.
Debbie Villela
Uma praça, um sol
Uma força, uma comunicação
Um desalento, uma memória
Que morre e dá vida a outra
Desde que se refaz aos instantes
Que já se passaram
E somem com um céu nublado
Um passo, uma decisão final
Que dos alucinados bebem
Devagar tão febril, as ondas,
Os “desacasos” todas as ideias do mundo
O mundo inteiro em um momento
Tão frio, mas tão fugaz
Uma “descompaixão” descomunal
Desalentada e depreciada
Junta suas faces todo seu tempo perdido
Todo seu tempo restante, todo segundo
Todo dia, sem um minuto a mais
Uma última lembrança, um último momento.
Quem fere tem a memória curta e a consciência leve, porque prefere acusar a vítima a admitir a própria crueldade.
Eu sou a Força que, após resgatar a fé e a memória em pequenos reencontros, agora se concentra em proteger a única joia que me resta: a minha paz
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