Mensagens de Morte
As vezes, assim penso, vivo
Um monólogo diário
Atravessando as vielas
Sem atalhos
Em frente ao mar
Dedico-lhes meus devaneios
Discorro sobre tudo
Sem, ao menos, um pingo de receio
O mar atento
Se comunica através de suas ondas
Mergulhante, deslizante e ascendente
Cabe a interpretação daqueles que mantém os olhos bem abertos
O homem faz um doloroso esforço para salvar – mesmo na total ausência de certeza – o mundo dos
valores em que vive e ao qual contribuiu; faz uma frustrada tentativa de vencer o Nada da dimensão temporal a fim de alcançar o universal.
Três vezes eu morri e renasci te amando
Dias em coma pareceram milhares de anos
Por toda a eternidade, estarei te esperando
Meu amor não desfalece, apesar dos danos
Dizem que os olhos são uma espécie de janela para a alma. O que está por trás da minha? Amor, ódio, medo, alegria, tristeza, morte... Vida! Tudo isso em um piscar de olhos!
Agora, no silêncio das sombras, ele encontrou a paz que sempre buscou, longe do fardo de ser o vilão de sua própria história.
Uma alma ressuscitada pelo encontro do olhar certo, como se o coração adormecido finalmente despertasse para pulsar em ritmo de vida. Essa é a força do amor verdadeiro: trazer à luz aquilo que estava perdido nas sombras.
Durante muito tempo, confesso, temi o mundo... mas não por suas dores naturais, nem por seus silêncios frios. Tive medo de viver em um mundo onde você não estivesse. A simples ideia da sua ausência era como um vento cortante atravessando o peito, como uma noite sem estrelas, como uma eternidade sem luz. Havia algo na sua presença que fazia o tempo parecer menos cruel, e a vida, ainda que imperfeita, tornava-se suportável, quase bela. Sem você, tudo perdia cor, propósito e rumo. E assim, mais do que temer a morte, temi a vida sem você... porque viver, se não for para dividir o olhar, o riso e o silêncio com quem se ama, é apenas existir à margem do que poderia ter sido eternidade.
Fragmento VIII - Violência simbólica II
É em tal precipício de pulsões que o fortuito cumpre o hábito.
A brisa torturante varre o antídoto da inópia, assim,
não pode experimentá-lo nem morte, muito menos vida.
Não há armas nessa peleja; nem tampouco ato que livre.
Parcas águas não podem saciar o homem sem domínio de si,
obstinado a beber daquilo que lhe é comum.
A meia lua
Um lugar tão longe.
Ao ser, um vazio.
Uma lua ao distante.
Um distante tão sombrio.
Foi da lua tal o brilho
Que do ser, um lugar
Um vazio tão distante
Foi-se longe ao luar.
VOCÊ ESTÁ MORTO, MAS PENSA QUE ESTÁ VIVO!
Muitíssimas pessoas pensam que estão vivas mas não sentem que estão mortas! Pouquíssimas pessoas sentem que estão vivas mas não pensam que estão mortas! Pois, a vida para o Corpo é morte e a morte para o Espírito é vida!
O NATURAL DOS HUMANOS TERRESTRES!
O natural dos Humanos Terrestres é:
A expiração, o movimento, a desassimilação, a ignorância, o mal, a injustiça, o ódio, o conflito, a morte e a escassez!
Por outro lado, a inspiração, o repouso, a assimilação, a sabedoria, o bem, a justiça, o amor, a paz, a vida e a abundância, exigem coragem!
Compreender e Transcender o natural é a intenção dos raros na existência, mas, os vulgos só existência vã!
A Alma diz preocupadamente:
'MORREU!!!'
Mas, Cristo responde serenamente:
'NÃO MORREU, JÁ ESTAVA MORTO, E NÃO APROVEITOU ESSA EXISTÊNCIA PARA SAIR DO ESTADO DE MORTE E ENTRAR NO ESTADO DE VIDA!'
A passagem sempre foi uma grande perda para nós, mas sabemos que em algum dia teremos de descansar.
O legado e história de vida, colecionando amigos, conquistando o carinho e corações de todos, plantar sementes boas não quer dizer que estaremos aqui para colher todos os frutos, pois talvez estaremos em outra morada e em uma outra estação.
Até breve.
Tique-taque, tique-taque e o relógio da vida continua batendo...o despertador pode ser que seja a morte, que tem o condão de nos acordar do sonho horripilante da vida.
O Espírito é, essencialmente, criado por ele mesmo; é, afinal, eternamente responsável pelo que ele é, pelo que sempre foi e pelo que sempre será.
Os seres humanos não morrem nunca; suas almas migram para um outro lugar, assim como as andorinhas fazem quando sentem a chegada do verão.
Há um preço para o Espírito vencer o Eu (Ego Inferior, a persona, a máscara egóica). É um preço terrível, o sujeito será odiado e incompreendido pelo resto da Eternidade. Sente-se a solidão mais terrível do Universo, mesmo quando se está acompanhado.Ninguém compreenderá uma pessoa cujo Espírito libertou-se e tornou até o corpo espiritualizado. Não pensem que o Espírito Liberado é mansinho, isso de mansuetude é com a alma e a alma não é o Espírito. O Espírito é forte, quer destruir. Violência e força, o lema do Espírito... Mas não é uma violência gratuita, não é uma força idiota. Os idiotas não o compreendem, são rasos demais para compreender a profundeza pelágica do Espírito.O Espírito é um Super-Homem. O Espírito é um raio, um raio humano fulminante, é o raio fulminante da sabedoria. Raio da minha sabedoria fulmina-os!
Historiadores são que nem maridos traídos: são os últimos a saber e ainda por cima uma história mal contada.
