Mensagens de Autores Famosos

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A natureza humana é limitada, ela suporta a alegria, a triteza, a dor... até certo ponto, se o ultrapassa ela irá sucumbir.

Ninguém é tão irremediavelmente escravizado quanto aquele que acredita equivocamente que é livre.

"Só é merecedor da liberdade e da vida quem tem de conquistá-las de novo todos os dias."

Quero fruir o presente e considerar o passado como o passado. Você tem razão: os homens sofreriam menos se não se aplicassem tanto (e Deus sabe por que eles são assim!)a invocar os males indos e vividos, em vez de esforçar-se por tornar suportável um presente medíocre.
(Os sofrimentos do Jovem Werther)

Se um esforço considerável é uma prova de força, por que um esforço alucinado, febril, seria o contrário?

...A nossa vida física... vida social, os nossos hábitos, costumes, filosofia, religião e até os nossos conhecimentos casuais, estão constantemente proclamando: "... É preciso renunciar!..."

Nada é tão necessário ao homem como o amor, de todas as suas maneiras e formas de existir. É terrível saber que existem pessoas sem alma e sem sentimento para as pequenas coisas que ainda têm valor nesta terra.

Quando dois seres humanos estão perfeitamente contentes um com o outro podemos assegurar-nos, as mais das vezes, que eles se enganam.

Não vivas a escogitar as razões da tua vida; existir é um dever, ainda que fosse por um segundo.

Não é suficiente que saibamos, devemos aplicar;
não é suficiente que tenhamos boas intenções, devemos agir.

(...) todo nosso labor visa apenas a satisfazer nossas necessidades, as quais, por sua vez, não têm outro objetivo senão prolongar nossa mesquinha existência.

Os homens sofreriam menos se não se aplicassem tanto a invocar os males idos e vividos, em vez de esforçar-se por tornar suportável um presente medíocre.

Um dia, chegou a Senez, antiga cidade episcopal, montado num jumento. Suas posses, muito minguadas então, não lhe permitiram melhor meio de transporte. O Maire da cidade foi recebê-lo a entrada do bispado e o viu, muito escandalizado, apear-se do jumento. Algumas pessoas riam-se da cena.
-Sr. Maire - disse o bispo -, senhores: compreendo bem o que os escandaliza; acham que é muita soberba para um pobre Padre vir a cavalo num animal de que Jesus Cristo se servia. Eu lhes asseguro, porém, que não o fiz por vaidade, mas por necessidade.

Quando um homem cai na desgraça, a imaginação dos outros homens fabrica sempre provas de seus imaginários crimes

Victor Hugo
Os Trabalhadores do Mar

Os heróis de tão inacreditáveis aventuras não refletem na base dos heróis normais: têm, para o imprevisto e inaudito dos acontecimentos, reações também imprevistas e inauditas

Victor Hugo
Os Trabalhadores do Mar
Inserida por milenabatalha

Eu nasci amalgamada com a solidão deste exato instante e que se prolonga tanto, e tão funda é, que já não é minha solidão mas a Solidão de Deus. Alcancei afinal o momento em que nada existe. Nem um carinho de mim para mim: a solidão é esta a do deserto. O vento como companhia. Ah mas que frio escuro está fazendo. Cubro-me com a melancolia suave, e balanço-me daqui para lá, daqui para lá, daqui para lá. Assim. É! É assim mesmo.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Vou fazer um pedido para vocês: todas as vezes que vocês sentirem solitários, isto é, sozinhos, procurem uma pessoa para conversar. Escolham uma pessoa grande que seja muito boa para crianças e que entenda que às vezes um menino ou uma menina estão sofrendo.

Clarice Lispector
A mulher que matou os peixes. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Pelo menos o futuro tinha a vantagem de não ser o presente, sempre há um melhor para o ruim.

Clarice Lispector
A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Eu sempre espero alguma coisa nova de mim, eu sou um frisson de espera – algo está sempre vindo de mim ou de fora de mim.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Olhou em torno de si a manhã perfeita, respirando profundamente e sentindo, quase com orgulho, o coração bater cadenciado e cheio de vida.

Clarice Lispector
Triunfo. Revista Pan, 25 mai. 1940, n. 227.

Nota: Trecho do conto Triunfo, o primeiro da escritora publicado na imprensa de que se tem registro.

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