Mensagem sobre Velhice
À velhice, para onde tod@s nós; @s “sortud@s”, caminhamos!…
A ti, que de tanto viver, já vens;
Nessa pobre carcaça, para o pó;
Jamais te esqueças da sorte que tens;
No este verso estares a ler, tão só!
Jamais te esqueças, tal agradecer;
A quem quiseres, por tão longa vida;
Te ter Doado, aquando o teu nascer;
No Decidir, tua certa partida!
Porque coitado do pobre agarrado;
À carcaça, que vai, pra onde bem sabe;
Quem se esquecer, do tal agradecer!...
Quando de cá, tiver que ser julgado;
Do semear, que só a cada um cabe;
Por ser tal semear, que irá colher.
Porque do destino marcado, só acredito na hora da partida, [uma vez que o restante, é por livre arbítrio, decido por cada um] digo: Quanto maior viver, maior semear, logo; maior colher!
“Tem muita história pela frente, o que o tempo apagou, a sujeira borrou, a velhice rasgou são apenas marcas de sobrevivência. Nunca é tarde para descobrir que podemos deixar uma boa impressão nesse mundo. Cuide de alguém, plante uma árvore, escreva um livro e se possível olhe para Jesus como homem, quem sabe você descubra nele Deus.”
Um presente bem vivido é tudo que podemos ter....Tem gente que vive em função de uma velhice, qual nem sabemos se chegaremos ou assim, pelo fato da mesquinha avareza em juntar na vida um absurdo de dinheiro que somente carrega a sua triste saga de pensar na morte que não chegou, mas um dia para todos é o findar do direito subtraído em carregar os bens que ficarão com os vivos, cujos bem longe de ti não estarão tristes ou nem te darão passagem à paraíso algum.
Mas e no futuro? A velhice assusta, e me impede de viver.
Desde cedo vejo-te acumulando bens, trocando prioridades, prostituindo-se em troca de um salário. Sofro de um mal, cujo o que dou importância está na contramão da alienação!
Mas e no futuro? Eu desejo não estar cantando Epitáfio do Titãs dentro de um falso conforto financeiro.
Mas e no futuro?
"Pé de roseira"
Até a flor mais bonita do meu jardim cai pétalas na velhice, então quem somos nós homens lindos mas imperfeitos, será que temos o tempo todo para ser suntuoso (brilhante)? Não.
Por isso viva, viva para servir, corra, corra para ajudar, olhe, olhe para chorar quando a maldade estiver na mente do teu próximo, e, assima de tudo ama para respirar, porque não é lícito um homem respirar sem amar.
Por onde andas meu amor...
O tempo está passando...
E passando muito rápido...
A velhice está chegando...
A anciedade crescendo...
O coração se afrouxando...
O fígado batendo palmas...
Um rim já está pifando...
A carcaça enfraquecendo...
A medicação está aumentando...
E tu meu amor, por qual motivo...
Pra chegar estás demorando?
Aprenda a plantar, cultivar a paciência do esperar nascer, crescer e brotar, aí então, na velhice, colherás os frutos que na vida fizeste por merecê-los.
como ventania desajeitada
rama brotada
ilusão encantada…
vivo eu a velhice
no silêncio, meninice
sem crendice...
apenas vivendo
pouco querendo
ou tendo...
afinal, a vida
de uma orquídea, adiante
bela e breve,
a cada instante...
é diverso...
assim vou, vibrante
[…]disperso
eterno poeta errante...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/07/2020 – Triângulo Mineiro
Às vezes acho que quem se conforma com a velhice não teve uma vida cheia de muitas conquistas, algumas decepções e grandes aventuras.
Abrir mão disso tudo não é fácil!
sempre vamos morrer de um jeito horrivel, ou com doença na velhiçe, porque escolhemos escolhas horriveis em vida ou com uma bala na cabeça, por alguem que nao gosta de voce, ou por voce mesmo
Aceitar a velhice não é difícil e chega a ser compensador. Mas a impossibilidade de voltar a ser jovem, dói tanto quanto o reumatismo.
Na infância e na velhice, todo mundo é bonitinho, fofinho e legal. O meio termo entre esses dois períodos é que é embaçado.
A velhice não é um lamento, é uma força de viver enquanto podemos estar em pé, andar pelo nosso caminho, sem pensar no passado, porque ela já não volta, mas sim no futuro que ainda nos pode trazer algo de novo.
A velhice chega
Como o vôo de uma ave
Com dores diversas
Ossos fraco
Visão turva
Raciocínio e passos lentos
E junto chega também
A falta de respeito
A falta de amor
Tantos anos dedicados
A criação
A educação
O sustento
Nada de retribuição
Velhos abandonados
Nas ruas
Nos asilos
Nos quartos escondidos
Como bichos
Livres mas enjaulados
Ninguém conversa
Ninguém ouve
Ninguém os querem
A velhice causa medo
Não pelas rugas
Pela falta de amor
CERTIFICADO
A velhice é um treco, dor e cansaço
O dia é um balanço, no vai e vem
o que resta, o mínimo que se tem
Se faço, com a dificuldade abraço
Devagar e no compasso, tudo bem
Se vou além? ... pergunte ao passo
Pois, da vagarosidade sou refém
No próprio eu não tenho espaço
Tudo me cansa, comove, maça
Se rio, o choro faz igualmente
E o tempo parece uma ameaça
Já, a própria inércia é ausente
Quase sempre sou sem graça
O reflexo não reconhece a gente!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06/09/2020, 15’15” – Triângulo Mineiro
A velhice revela o último desencontro da jornada humana: é o inverno do corpo diante do verão da alma.
Um dia na velhice, veremos como foi fácil lidar com as coisas. Mas, só lá na velhice, porque hoje só nos preocupamos em reclamar.
“Quando jovem, o homem se vislumbra em subir numa montanha, mas quando alcança a velhice, seu vislumbre está em apenas permanecer-se de pé.”
