Mensagem para Pessoa que Ja Morreu
Na vida do Homem, tarde será sempre aquele momento em que, pela lei da morte libertado, à vida já não deve qualquer pedido de desculpa.
Nós, os GRANDES animais humanos…
Por já tão GRANDES sermos, em saber;
Que pena um tal não sermos, em doar;
Por ser tal, que grandeza iria dar;
A todo o em nós, tanto humano; crescer!
Que pena, o sermos grandes, para nós;
Nos levar, a tão esquecer das raízes;
Dos nossos irmãos, cá mais infelizes;
Por a vida, a os tais ter; tirado a voz.
Oxalá que a grandeza em nós havida;
Nos leve um dia, a pra os tais, mais olhar;
Implantando, em nós; único sentir!...
Porque aí sim, ficará de nós tida;
Mesmo após o nosso, por cá passar;
Tal GRANDEZA, havida em; nosso existir.
Com esperança;
"Ali, no meio de tantas papoilas vermelhas, há uma papoila rosa já esmaecida a nos lembrar que nunca devemos deixar esmaecer nossos sonhos, sob pena de perda de identidade e essência. Sermos e exercermos o que somos é exalar nosso perfume e cor ao mundo e desabrochar à vida, tão breve!"
Cansei de tentar preencher o vazio no peito, talvez isso nunca passe.
Já estou cansado de tenta e tentar e sempre encontra o mesmo resultado. Aos poucos vou me perdendo ao longo do caminho, deixando de saber quem realmente sou.
Indiferença.
Já cheiram mal,
as palavras mortas
dentro da boca.
Ao enterrá-las no silêncio,
sequer dissemos adeus.
Nada é absoluto. Hoje penso que algo é concreto, real; amanhã, já não é mais, daí as crenças se perpetuam e se diferem, deixando minha cabeça confusa. Dizem que a ignorância é uma dádiva, mas não me arrisco a viver nela
Foi basicamente assim que fiquei conhecida, nos meus já maduros 32 anos, sem imóvel, sem emprego em horário integral, marido nem filho para exibir – a quintessência da ovelha negra da família.
Aspiração
Já não quero
O cheiro do betume,
O cinza do concreto,
A estupidez cotidiana
Selada no desespero.
Quero a fuga prá Pasárgada
Ambição dos poetas
Esquizofrênicos da dor.
Já não quero angústias,
Espaços limitados,
Ruídos encalhados,
Mulheres ritmadas.
Quero abismos iluminados,
Aromas selvagens,
Melodias,
Procissões,
Liberdade e campo.
Já não quero
Vozes tépidas
Melodramáticas,
Seios camuflados,
Pânicos programados,
Anti-mundo.
No teatro mundano,
Sonhos aéreos
Quisera querer,
Utopias valiosas vadias.
Livro: Travessia de Gente Grande
Autor: Ademir Hamú
Eu não sei o que é que aconteceu comigo, já não me sinto a mesma, me sinto tão ansiosa a ponto de quando é a hora de dormir ficar com falta de ar e não conseguir.
Apenas não sei o que é se é muita pressão eu realmente não sei.
A única coisa que eu peço é pra você não soltar a minha mão.
ER
Tem gente que é feliz morando na beira-mar, mas já tem gente que prefere morar no décimo andar.
Tem gente que é feliz sozinho, mas tem gente que só é feliz se tiver um par para ser seu ninho.
Felicidade para uns é dinheiro, poder e status, para outros já basta ter comida no prato.
"amar" quem já amou nunca deixará de amar . . sentimento sem sentido, sem qualquer razão ou motivo, apenas amor . .
amar . . .
quem já amou nunca deixará de amar . . sentimento sem sentido, sem qualquer razão ou motivo, apenas amor . .
Todos nós temos de aprender a distinguir entre os bons e maus espíritos, já aos médiuns isso é essencial para evitar que se transformem em falsos profetas.
O mundo já está moldado
Montado o berço da ignorância
e permanecemos ali deitados como uma criança .
Vamos ver e ouvir coisas BOAS porque é tudo oque precisa nossa alma.
Já as noticias debilitantes que estão na moda fornecidas por governos são deprimentes, aliciantes e devemos fingir que não existem, e aí grande alma elas se dissiparão.
Nosso silêncio já diz e sabe
Nossos silêncios conversam
Nossos silêncios não tem vida, mas é físico e diz o que quer.
O cubículo que carrega esse ardor se expande e ecoa sobre vossos pensamentos
Seu domínio de guiar os intermitentes é amedrontador sobre os olhos dos vigias
O vazio é liderado por almas incompletas e sofridas
Carrega-se no peito a mesma perda dos que choraram em teu leito
Perfura a si a negação eterna e a tragédia afetiva
O mesmo ser que chora em silêncio clama por liberdade ao berros
Olham a ti por cima e te esmagam
Quem pisar fundo, nunca mais será esquecido e terá o mesmo molde a vida toda
Nossos silêncios conversam e nós não sabemos o motivo
Mas queremos deixa-los falar, o tempo que for necessário, assim poderemos não só entender eles, como nós mesmos
A noite é o lar dos enfermos, que se encontram na pequena caixa de sonhos escritos no teto
Que jamais será realidade, que jamais poderá ser cumprida.
Pois a vontade não vem de nós, apenas o bom grado.
Vivo da noite, pois no dia, a sombra já me atormenta.
Ela sempre estará atrás de mim, e eu vou deixar.
Nunca a deixarei, mesmo sequer lembrar mais dela e de seu nome,mas nunca esquecerei do que passei
Infelizmente eu agradeço por ter vivido esses momentos. Infelizmente eu devo agradecer por ser quem eu sou hoje. Devo a minha vida a esse momento e tornarei a minha vontade, a felicidade do outro, extrairei minha vaidade e minha ambição.
O meu único erro vai ser sempre olhar para trás, pela janela, a procurando nas ruas ou até mesmo dar a sorte de ser acordado e ver que ela ainda existe.
Na noite, a sombra deixa de existir, e poderei fazer o que faço, sem medo de reencontrá-la
Mesmo querendo-a, quando ela não fazia parte de mim.
Você faz falta tanto quanto eu sinto falta de mim na época que esboçava um sorriso de felicidade.
O erro foi meu em ter te deixado, pois você era o meu maior desejo, infelizmente o destino não saiu como planejado, e minha vida será um eterno lamento.
Eu ja peguei aquele velho navio
Não foi o navio do Baleiro
Foi navio sem destino
Navegarei a deriva
Talvez eu descubra poesia no mar
Que sejam devaneios
Não me importo
Amar também é sofrer
O doce sofrimento
Mesmo que eu não encontre continente
Farei do mar
Meu abrigo
Meu refugio
Minha companhia ao entardecer
Contemplarei a beleza do sol sobre o meu mar
Tocarei um bolero
O bolero de Ravel
O que me interessa são as lembraranças dos teus poemas
As margens do rio Paraiba
Já não tenho medo da solidão
Tornei-me amante do mar
Amigo dos bichos desse mar
Poeta do sol eu sou
O mar não tem roupa
O vento não mora aqui
Ele sopra e vai
A chuva é agua que desagua no rio
Rio que corre pra o mar
Chuva é também tormento
Que atormenta em noites escuras
Noites sem lua
Sem estrelas
Sempre nua
Serenata do amor de nós dois
