Mensagem de Solidão
Às vezes,
não é solidão.
É só um tempo
para a alma dobrar
as asas e descansar
à beira de pensamentos
brilhantes.
A ilusão da não solidão.
Umas vêm, outras vão.
Umas de forma silenciosa e
imperceptível, outras de
forma ruidosa e emotiva.
Não estamos sós, mas
estamos sempre sozinhos,
e a nossa história nunca
poderá ser compreendida
pelos outros.
Hoje acordei com um vazio, achei que fosse fome; comi e não passou.
Uma solidão que permeava, fui pra multidão e mesmo assim me sentia só.
Aquele aperto que pressiona meu peito, coloquei uma música pra distrair, mas não adiantou.
A saudade apertou mais forte hoje, tentei ocupar a cabeça, porém só conseguia pensar em você.
O nó na garganta veio, mas decidi não chorar; preferi celebrar, escolhi relembrar dos nossos momentos felizes.
Este é o meu primeiro ano longe de você, queria te abraçar, queria te beijar; mas eu preciso aprender que para ter você comigo, eu não preciso te ver, basta te sentir.
ventos que sopram a ilusão e magia de uma noite serena em solidão, quisera eu ser poesia e ser a nostalgia pra invadir seu coração.
na solidão das desoras,
das dores envoltas de maldades,
vai escurecendo a noite tenebrosa,
e chuvas cálidas,
de lágrimas e saudades.
As lágrimas da escuridão
vagando na vasta imensidão
da solidão.
nada se ouve e se ver
sozinho a se perder
nos intervalos do viver.
o acaso solta rojões
de infindáveis ilusões
que só merece orações.
era a última poesia e a última quimera, era um poeta e um drinque, a solidão ouvindo uma música qualquer, se ouvia ventos e ventos, sozinho e sem escrever, dentre os dentes mastiga alucinações e na cabeça recordações - na poesia querendo morrer e preso na vida para viver... sou a música esquisita e a última bebida como sabor de não sei o que...
Se para esquecer um amor é preciso outro amor, prefiro morrer na solidão.
os meus lábios esperam pelos seus, o seu corpo, ah, o seu corpo, sou obrigado a dizer adeus, mas não importa a ilusão, se para esquecer um amor é preciso outro amor, prefiro morrer na solidão.
precisamos conversar com alguém quando s escuta apenas a voz vazia da solidão e nada mais de psicodélico atinge a inconsciência
a tristeza reinou meu coração, eu, que odeio a solidão e os momentos de infelicidades, meu avô doente e fraco entregue aos homens para poder salvá-lo da morte, e eu, vendo tudo isso, assistindo suas dores sem reclamar nada e muito menos sem pedir nada, pois nada posso fazer, está numa unidade de terapia intensiva, o homem bom que me criou e que me fez um homem forte para lutar pelos seus sonhos, que me deu carinho e amor, que ingrato sou, estou sem coragem de vê-lo e beijá-lo por amar demais e não ver tanta dor pois a vida deveria ser de alegria e abundância, não tenho a fórmula da vida mas tenho a convicção de que meu coração sempre estará junto do meu avô e pai, não importa as circunstâncias o amor sempre vence e a morte apenas é a repetição do novo ciclo da vida que se inicia, e tudo que é novo assusta!
em uma vida de solidão e de silêncio, só escuto as vozes dos pensamentos e os ecos de minha tímida poesia, já cansei de amar pois as pessoas antes de tudo devem ser amadas, meus augúrios é de um doce sabor antigo na metamorfose do amargor e da despedida e meus pensamentos contrariados ainda escrevem - amor de minha vida...
o sol serenou a manhã e a noite coloriu a solidão, na ausência de nós dois, há poesia e violão;
e todas as canções pisoteavam nossos pés sem nós dois para driblar as orações que nossos corpos inventavam;
e de tocaia na madrugada eu via estrelas e não conseguia me ver, nos desencontravam,
mesmo com dor estava suave e o nariz ardendo, debaixo de chuva e na rua apenas caminhavam ventos, levando embora você....
O sabor da solidão é como de uma criança sem vizinhos para brincar e depois de uma chuva saí na rua e no horizonte ver um arco-íris que aos poucos vai sumindo de sua visão mas as cores cintilantes permanecem em seu coração.
As estrelas brilham de repente,
no silêncio das noites indormidas,
a solidão escorre lentamente,
nos acenos das despedidas.
Comoventemente, as estrelas brilham de repente,
no azulado céu escuro adornado de cachecol,
O sereno principia sua ausência lentamente,
Adormecendo com o nascer do sol.
E as palavras verteram-se em nada,
E o nada é a mais ausente canção,
De uma solidão esmagada pela dor,
E anunciada na revolução açoitada,
Na ilusão insinuada do amor!
