Mensagem de Morte de Amigo Querido
A sua partida tão inesperada e repentina só deixou para trás meu sofrimento e a esperança de um dia poder te reencontrar.
Eu quero ir embora!
Embora daqui
Embora de mim
Ir embora, embora não saiba para onde
Apenas não quero mais ficar
Aqui não é meu lugar
Minha alma quer sair, não sei se para um lugar físico ou metafísico.
Só quero ir embora daqui!
ILUSÕES DO COTIDIANO
"O que os olhos consentem em alarde
Nossa mente insisti em fazer
Sempre e sempre a calar-se
O que sem razão insisti em dizer.
Que dos embrulhos que a vida nos trás
A surpresa está no entender:
Sou desmerecido do presente
Ou do passado pertence o meu ser?
O que os olhos insistem em mostrar
Nosso consciente se contorce sozinho
O que parece é
O que não é, é só um pouquinho.
POEIRAS DE MIM
"Oh, poeiras de mim
Se desvais do meu corpo
E me deixas assim.
Oh, brilho de mim
Se apagas de meu corpo
Me desmorono daqui.
Oh, grãos solitários, Caim
Sozinho vagas a pé
Meros fragmentos de mim.
Vais, resto, perdi!
Partes numa penugem só
Sobram ruínas apenas, resumidas a pó.
Fico, agora poeira sou
Pertenço ás paredes e ao chão
Me desfaço num só voo.
Vou-me, enfim, oh
De lembranças serei eterno
Mas de saudades morro só.
Não existe final feliz se tratando de amor. Na melhor das hipóteses, o casal ficará junto até que um morra e deixe o outro com saudade.
Não adianta ter medo, nem timidez, todos nós um dia dançaremos essa valsa. Então que a música seja inesquecível.
A consciência da nossa condição temporária neste mundo e da nossa eternidade como filhos de Deus nos vem a partir de dois acontecimentos: o nascimento e a morte. E entre esses dois pontos há muita vida, que precisa ser vivida intensamente!
Num instante, um hiato de sombras gélidas,
me sufocam numa transição final.
Com um breve suspiro, inesperadamente,
sem palavras, fechei os olhos e adormeci.
Minh`alma viaja ao pólo oposto
hesitante tento impedir o passo
Mas, com cautela e um compasso lento
atravesso um sinistro limiar.
Poderoso vento vem ao meu encontro
vejo esplêndida veloz luz que se aproxima
e os meus olhos se ofuscam…flutuo…
Pasma ao ver o resplendor da glória de Deus
a minha`alma agora anela ao inexprimível.
Uma grande porta se fecha atrás de mim.
Se a dor é um mecanismo de defesa e sobrevivência humana, como pode a mesma dor direcionar ou até empurrar a criatura humana no vale sombrio do suicídio?
A dor da perda é realmente algo insasiavel
é algo tão estranho é um sentimento imutavel
não imaginamos essa dor até sentirmos de verdade
porque nunca queremos que as coisas boas acabem
o fim, pode significar um novo recomeço
novos erros, novos acertos, nova vida!
a vida nem sempre é servida como o prato mais caro daquele restautante chique
como também nem sempre é sofrida como a guerra do vietnã
não pense no amanhã como um compromisso, muito menos como um serviço
pense nele como o recomeço que não pode ser feito hoje
nunca é tarde para mudar, nunca é tarde para perdoar, nunca é tarde para sorrir
mas como irei sorrir, se não estarei mais aqui?
carrego a solidão e todo seu peso em meu corpo
e como a escultura de "David" de Miguel Ângelo
corro o risco de ruir e desabar por esse peno não aguentar
são tantos anos sem resposta achando que vivo numa icognita
pouco tempo me resta até encontrar a resposta
pois esse peso, está fechando minha porta.
Se sou eu digno de ter-te terei-vos, mas não te quereis lá, é como desejar o vento e abraça-lo, traz-me teu cheiro, mas não teu corpo, pois quero viver de ti, e não morrer pelo mesmo.
Há quem se enriquece por meio de privação e economia, e acaba ganhando isto: Quando ele pensa que já pode descansar e aproveitar seus bens, não sabe que logo vai chegar o tempo de morrer e deixar tudo para os outros.
(Eclesiástico 11, 18-19)
O senhor Mário Quintana que me perdoe, mas não é tão bom morrer de amor e continuar vivendo. São belas palavras carregadas de todo um sentimento destruidor. Não desejaria tal coisa nem ao meu pior inimigo. O amor que cura é o mesmo que destrói. Morrer de amor e continuar vivendo é morrer todos os dias presa a uma ilusão que te faz desejar realmente estar morta.
SONETO SOLENE
Memorar. Um ano. Que importa o ano? Talvez
somente para lembrar os suspiros de tua ida
do silêncio invasor na casa após a tua partida
pra morte, igual, desfolho outonal em palidez
Fatal e transitório, a nossa viveza é vencida
pelo sopro funesto, ao sentimento a viuvez.
Julho, agosto, setembro, vai-se mês a mês
ano a ano e outro ano a recordação parida
Da saudade filial, que dói numa dor doída
de renovação amarga e de vil insipidez
que renasce na gelada ausência sofrida
No continuar, o vazio, traz pra alma nudez
chorada na recordação jamais esquecida...
Neste soneto solene: - a bênção outra vez!
Luciano Spagnol
julho, 2016
Cerrado goiano
Um ano de morte de meu pai.
A vida só vale apena quando é feita com reticências (...), porque o ponto final (.) é só quando a morte chegar. Pelo menos neste ciclo...
Eu estava aqui em casa deitado quando me veio um pensamento na mente "Porque temos medo?" então resolvi refletir sobre isso e descobri uma resposta e decidi compartilhar.
O maior medo de todos é a morte e desse medo vem seus derivados (todos os outros medos) se você for pensar todos os medos que você sente se originam do medo da morte.
Então eu a vi, não estava mais como antes
Olhei para ela e foi como se eu visse o presente, passado, e o futuro, mas que pena, a melancolia tomava conta dela, foi a cena mais triste que já pude presenciar
fui cada vez mais se aproximando e conforme ia, ela corria, e lá estava ela, a vida, dando adeus a mim e lá se foi, correndo sem paradeiro, olhei para trás e vi andando calmamente a morte e não dava mais tempo, então, morri!
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