Mensagem de Dor
A gente engana dor
pensa que não vai esquecer mas esquece,
pensa que não vai aguentar mas aguenta,
pensa que não vai mais sofrer mas sofre,
Pensa que não vai mais doer mas dói
pensa que não vai mais amar,
mais ama.
Além do mais, há mais e a gente soma
A gente sempre se engana
A gente engana a dor.
A valsa
Em cada choro e dor eu vejo como ela me escolheu. Ela me ama e eu a odeio. Ela dança comigo e eu a rejeito, ela me atrai e na mesma força eu a despejo. Em lágrimas cantamos a noite toda. Ela me chama quando estou preste a largar, talvez destino ou conveniência. Ela faz tudo dar errado. Ás vezes dançamos a noite toda como uma valsa sem fim. Uma loucura consciente vivo em meu mundo e dos despojos dessa dor, digo que a solidão me ama e eu a odeio.
"Dor que desatina visivelmente nos lembrando de quem somos, do que foi visto, do que fizemos. Penumbra que não vai embora assolando a meia-noite, transformando sonhos acordados em pesadelos dolorosos. Amor fragmentado na alma de forma inesquecível e imutável. Sofrimento competente para tirar a força de agir do próprio ser; vida incompetente para ganhar força de viver no próprio sofrer."
Que meus erros de hoje sejam um aprendizado para um passo certo amanhã.
Que minha dor .
Simplesmente me torne uma pessoa melhor.
Cansado como um pássaro que voa sozinho na chuva em meio a escuridão, cansado da dor que fragiliza as proximidades do meu ser, do grito ensurdecedor do mundo que ouço todos os dias e que soa-me como tambores desafinados e sem vida.
Na perda, no sofrimento e na dor, sempre haverá um aprendizado oculto. É um processo para o próprio crescimento.
Toda dor
Toda ilusão
Toda mágoa
Toda paixão
Toda tristeza
Toda frustração
São brincadeiras
Criadas pelo coração.
A dor compartilhada torna-se mais suave e assim podemos superá-la e torná-la temporária, assim como as conquistas compartilhadas se tornam mais efetivas e assim mais duradouras e mesmo eternas.
Devemos ser doces como o mel da seiva das flores silvestres e poetas quando falamos com a dor que nos sussurra o coração.
Acredito na plena capacidade renovadora da sociedade, mesmo que só diante da dor. Pois não há mudanças, em tempos felizes.
Distante de um verdadeiro amor que alimenta e sem se entregar a dor de uma paixão só um descaminho se orienta, a diminuição da dor e a felicidade temporal pela perversão.
O exato valor do amor, só reconhece quem por dor de nunca ter recebido optou por justiça da lei da vida, amar, amar, amar sempre mais para que um dia com sorte possa para si, um pouquinho voltar. Aquele que ama intensamente em qualquer direção, não se engane, tem por este verbo perene a atenuação da extrema dor de viver solitário.
Um pouco alem da dor da solidão vem o triste abandono com um único possível amargo remédio veneno. Escolher generosamente uma direção para dar em dobro o que nunca se teve, não julgar o mérito e se submeter.
Em linguagem subjetiva, o curador de arte, é aquele que promove em alegria a extinção da dor do parto sofrido pelo artista no magico momento da criação.
Sonhos impossíveis são pertinentes desde que não arrastemos para dor, a aflição e a preocupação para aqueles que incoerentemente nos amam.
Aos injustos e covardes lhe caíram a dor e o remorso ainda nesta vida e se tentarem corrigir o mau que fizeram, talvez diminua o período nas trevas quando passarem para outra dimensão.
Chorei ontem, sem razão,
como quem perde o chão.
Veio a dor, sem permissão,
e ficou no coração.
O peito virou tempestade,
cheio de medo e saudade.
Um silêncio de intensidade,
gritando em sua verdade.
Tem amor que não coube em mim,
tentou florir, teve fim.
Virou espinho no jardim,
cresceu torto, foi assim.
Quis dizer, mas fui calado,
quis partir, fiquei parado.
O olhar meio quebrado,
e o peito, despedaçado.
Sou mar revolto, escondido,
um abrigo não escolhido.
Mas vivo, mesmo ferido,
sou dor… que ainda tem sentido
