Mensagem 60 anos
Série microcontos:
CLOROFILA
Anos a fio oferecia abrigo, alimento e vida abundante. Sob projeto obscuro, dragão de ferro permite-se devorá-la...
Série: Minicontos
VIRULÊNCIA
Frequentavam o parque aos fins de semana. Há dois anos foram vistos pela última vez. Partiram sem despedida. Mas o parque ainda está em si...
Série Minicontos
IDÍLIO
Casaram-se logo aos 15 anos em meio a juras de amor eterno. Vincos ao rosto, outro sonho era posto...
Série Minicontos
NAMORICO:
Há anos Toby namora July. Ela pensa em casamento, ele se apaixonar!
Nicola Vital
Série Minicontos
SUBMISSÃO
Viveu anos a fio sob a sombra da paixão. Acordou, e nunca mais voltou para a escuridão...
Somos amigos há bastante tempo, né?
No decorrer destes anos todos, eu passei a admirá-la muito. Vi que você tem personalidade, tem caráter, é honesta e batalhadora.
Sabe, dessa admiração nasceu um enorme carinho por você. E eu fui cultivando esse carinho na boa, quietinho, na minha. Não queria fazer alarde disso, pois, até então, eu te via como uma amigona. Nada mais que isso.
Mas um dia eu acordei e lembrei que havia sonhado com você. Nossa, meu coração apertou gostoso. Fiquei aquele dia todo pensando em você e, antes de ir dormir, eu pensei muito e descobri que estava apaixonado por você.
Pô, foi aí que começou o meu suplício. Como dizer isso a você, já que nós somos amigos há tanto tempo? Se eu fizer mal em me abrir para você, desculpa. É que eu já não aguentava mais ficar calado. Você tinha de saber.
Agora, é com você. Não sei o que você vai pensar sobre mim após ler esta carta, mas a sorte está lançada.
TE AMO!
Acho que eu estava com mais ou menos três anos de idade. Certo dia, aproximei-me da minha mãe aos prantos.
- O que foi? – perguntou-me ela, preocupada.
- Pi-mi-ga, mamãe! – respondi, mostrando o vermelho que a cabeçuda tinha me deixado na perna.
- A mamãe vai bater na formiga! Ora, formiga boba! Machucando meu bebê!
- Não pi-ci-sa! Eu já arranquei as zoleia dela! – surpreendi minha mãe, trazendo nas mãos a cabeça da formiga, que eu confundira com suas orelhas!
Pedir desculpas e mudar o comportamento é bem vindo em qualquer idade, mas depois dos 40 anos você tem a obrigação de fazê-lo. Se a partir dessa idade você acha que só pedir desculpas te faz nobre, engana-se: te faz insuportável, e em consequência disso, solitário (a).
Depois de muitos anos eu vejo que lutaria pela vida de qualquer amigo, mas só arriscaria a minha por alguns.
Apesar de todos os anos que passaram juntos, a moça ainda se impressionava com a atitude que o rapaz tinha para tomar decisões. Sem conhecer os lugares, sua determinação o levava do Oiapoque ao Chuí só para realizar os sonhos de ambos.
"Você não tem medo de acabar se perdendo nessas viagens de trabalho?", ela sempre o questionava, triste na despedida, vendo-o abrir a porta e partindo pela centésima vez, de costas e com ombros pesados por saber que era seu dever. Ele parou na porta, olhou para trás sorrindo e disse: "Você vai estar de braços abertos me esperando?"
Sem pestanejar respondeu: "sempre e pra sempre". Aquele rapaz olhou novamente pra frente, e antes de ir ele falou: "então mesmo que por instinto, perdido ou não, volto pra você".
E partiu...
Sentado em um banco de praça, um senhor de oitenta e tantos anos, faz o que fazia rotineiramente. Alimentando pássaros com migalhas de pão, ele recebe uma visita. Um homem de meia idade, usando um terno cinza, senta - se ao lado dele e diz: "Sr Antônio, como tem vivido sua vida?"
Estranhando o fato de aquele homem o chamar pelo nome, de certa forma ele sabia quem era. "Eu vivi plenamente pelas últimas 8 décadas. Levo no coração os amigos mais leais, o grande amor da minha vida, que já se foi, mas juntamente comigo, construiu uma grande família. Meus filhos estão todos bem, e meus netos igualmente."
O homem de terno o questiona: "O senhor não parece assustado em me ver."
E ele respondeu: "Estou a 10 anos longe da pessoa que mais amei na vida. Vivi a vida do meu jeito, e vou partir do meu jeito. Agora posso vê-la, novamente."
O homem espantado, sorri, estende sua mão e diz: "Assim espero e torço, senhor."
E se foi.
Imagine por 1 segundo que sua vida está presa a uma outra pessoa. Alguém 20 anos mais velho, que ingere bebidas alcoólicas com frequência, fuma, e possui péssimos hábitos alimentares. Mas você tem consciência de que se aquele cara morrer, você morre. Independente de suas escolhas e hábitos, está condenado por erros de outro. Desesperadamente aconselha aquela pessoa a mudar, luta por sua vida, apresenta-lhe boas comidas, hobbies saudáveis e etc.É possível notar uma absurda melhora naquele indivíduo. E então descobre que era uma mentira, inventaram toda a história de conexão entre vocês.
Tomado por uma raiva quase ancestral, nota que o egoísmo é intrínseco à todos. Precisou que sua vida estivesse no fio da navalha para dar valor a outra vida.
Se cada um se preocupasse com outra pessoa sem interesse, necessidades próprias e egos, estaríamos um passo mais distante do monte de nada que o homem atual representa.
Pessoas ficam no mesmo trabalho por anos, as vezes décadas, somente pelo comodismo. Sentem que não vão arranjar coisa melhor, que não possuem capacidade para serem felizes em outro lugar, e assim o tempo passa. Ah, isso também se aplica ao amor.
Os olhos não se modificam. É fácil reconhecer a mesma pessoa depois de 10 anos só pelos olhos. É uma poesia de beleza da vida pensar que embora os cabelos fiquem brancos, a pele enrugada, as mãos trêmulas, o coração fraco, algo em particular não muda. O olhar, essa janela simples, como todas as outras simples janelas que ignoramos durante a vida, serão sempre a conexão mais forte com quem amamos.
O que é um prédio em chamas comparado a 400 anos de gerações chicoteadas, queimadas, marcadas, e que quando conseguiram sua liberdade, foram caçados e até mortos de forma que os que estão acima sequer demonstrassem incômodo?
Um país em chamas não pagaria esse prejuízo.
"Agradecer e Acreditar" sejam as palavras mais pronunciadas em 2025 e nos outros anos que virão na graça de Deus.
25 de março de 1982 a 25 de março de 2025: 43 anos de casado e ainda me dizem que não sou tolerante...Ah ah ah!
Benê
Quem leu pelo menos uma página de um livro nos últimos dois anos, levante o dedo. Não vale mentir! Ah, ah, ah,
Benê
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