Menino e Menina
Havia um riacho,
E por ele um caminho.
Cruzando-lhe, o garoto,
Encontrou-se sozinho.
Porém, distante sonhou,
Em encontrar seu destino.
Havia uma estrada,
E nela, um poeta.
Que dizia ser sábio,
E tocava clarineta.
Mas a música lembrava,
O garoto de casa,
E inquieto seguiu,
Com sua historieta.
Havia uma cidade,
E nela pessoas,
Convivendo, o garoto,
Encontrou-se sorrindo.
Mas a estrada o chamou,
E após uma briga,
Estava ele animado,
Em perseguição do destino.
Havia um magnata,
Que ofereceu um sorriso.
Era Trazido em moedas,
Mas sua memória era um aviso.
Fugiu então, o garoto,
Da ganância e do perigo.
Havia a saudade,
Do que é fácil e distante.
E do passado a memória,
Atormentava enquanto diante.
Mas a estrada que seguia,
Prostrou-se perante,
A jovem alma que riu,
E continuou ele errante.
Sê meu rei.
Sê meu rei.
Seja a fonte que nutre meus instintos
Sê meu dono, meu arrimo.
Sê meu amante, meu menino
Seja a força de meu intimo
Sê sereno e continuo.
Sê a fome da minha sede
Seja prazer e jeito de doer
Sê fisionomia do poder
Sê meu discípulo
Seja meu galante curumim
Sê meu macho, meu serafim
Sê meu rei, meu tutor
Seja a jaula de meu pudor
Sê meu homem, meu amor.
Enide Santos 11/07/15
A certeza só aparentemente paradoxal de que o que atrapalha ao escrever é ter de usar palavras. É incômodo. Se eu pudesse escrever por intermédio de desenhar na madeira ou de alisar uma cabeça de menino ou de passear pelo campo, jamais teria entrado pelo caminho da palavra.
De que vale ter voz
se só quando não falo é que me entendem?
De que vale acordar
se o que vivo é menos do que o que sonhei?
(VERSOS DO MENINO QUE FAZIA VERSOS)
(trecho extraído do livro “O fio das missangas”, Cia. das Letras, 2004, pág. 131.)
Tava indo pra escola
e encontrei um mendingo,
ele me agrediu
e lhe dei um golpe de jiu-jitsu
Ele se levantou
e eu nem tive tempo de escapar,
então chegou um policial
e disse ``Mãos pro ar´
Arroz, feijão e ovo...
Um estudante universitário, chegando da universidade de uma cidade vizinha, já tarde, desce no mesmo ponto de ônibus de todas as noites no centro da região de São José dos Campos.
Um menino se aproxima, balançando as mãos, e diz:
- Tio, eu tô com fome.
- O que você está fazendo na rua nessa hora?
- Ah eu tenho que levar comida para meus irmãos.
- Quantos anos você tem?
- Nove anos.
- E irmãos, quantos são?
- Tenho mais cinco irmãos.
- Qual a idade deles?
- Eu sou o maior.
- Sabe que eu te vejo por aqui quase todas as noites?
- Eu também vejo o tio.
- Sua mãe sabe onde você anda?
- Sabe sim, ela pede pra eu só voltar quando tiver comida pra levar.
- Você tá com fome?
- Tô sim.
- O que você quer comer?
- Arroz, feijão e ovo.
- Olha, vai ser difícil achar um lugar aqui nessa hora que tenha o que você tá pedindo, pode ser um lanche? (mostrando-lhe um carrinho de cachorro-quente).
- Não, quero arroz, feijão e ovo.
- Tá bom, vamos procurar.
- Ali tio, ali...
- Onde?
O menino aponta para um restaurante famoso, na Av. Dr. João Guilhermino, ao lado da então Faculdade de Direito, posteriormente UNIVAP.
- Tá bom, vamos ver se eles ainda atendem.
- Eu também quero guaraná.
- Por favor, o menino está comigo, é possível vocês prepararem um prato com arroz, feijão e dois ovos fritos?
Entreolhares, garçons, quase meia-noite de um dia de semana, o gerente faz um discreto movimento, autorizando o pedido.
Escolhida a mesa, toalha e guardanapos branquinhos e lá estava o menino, pés no chão, camiseta e calção surrados, atento a tudo.
Logo chega o prato, arroz, feijão e dois ovos estrelados, acompanhado de guaraná.
- Tio eu quero comer de colher.
- Prontamente o garçom providencia a troca de talheres.
O menino comeu gostoso e rápido, mostrando bons modos à mesa, conversava bem, logo terminou também o guaraná.
Não havia mais clientes no restaurante, toalhas recolhidas, cadeiras de pernas pro ar e já sobre as mesas, garçons varrendo e limpando o salão, portas semi-fechadas.
Conta paga, o cliente mais especial da noite, pelas circunstâncias talvez da história, com um inesquecível sorriso de felicidade no rosto, deixa o restaurante que ainda hoje mantém a aura de seus tempos de referência na região.
Já se passaram cerca de 32 anos, onde andará aquele menino?
À beira do mar
O garoto agora descansa
Depositou nas ondas
Todas as suas inocentes esperanças
Os maus dominam
E aos bons exterminam
Virar capitão
É a única opção
De quem não tem o pão
Mas oh, não chore
Menino refugiado
Bem lá no alto, no céu
Um lugar lhe foi guardado
Sem guerra
Sem violência
Como havia sonhado
No mundo você só seria
Um mero refugiado
Muleque coloca chifre, homem coloca aliança.
Muleque desiste fácil, homem tem esperança.
Muleque de ti gosta, o homem realmente lhe ama.
Ei,por favor não chore por grto(a) Voce merece coisa melhor..chore por Deus,que morreu na cruz por voce!
😥😭
João
Foi a forma que Deus encontrou
De explicar pra ela o que é o amor.
E ela vai até pensar que tá cuidando dele
Mas, ele é quem vai cuidar dela,
pra sempre, a pedido de Deus.
Sou fiel à minha essência,
quem lê-me, vê o meu reverso,
e que há verdade em meus versos,
que imersos em incontinências
revelam inobediências,
mas sem ninguém contender...
e sem dar o braço a torcer,
verso só o que a vida dita
c'o menino qu'inda habita
todo meu jeito de ser
Meu coração pulsa firme
transbordante de alegria
com essa pueril euforia
de sentimentos sublimes
não existe pecado ou crime
se, no imo, deixar morrer
o que nos faz adoecer
e ter uma vida bendita
c'o menino que inda habita
todo meu jeito de ser
De tanto exalar malícia
nas fendas do mundo-cão,
por falta de compaixão
o homem é só imundícia,
mas quem guarda em si primícias
faz todo mal dissolver...
pretenso a melhor viver
e de esperançoso grita
o menino que ainda habita
todo meu jeito de ser...
Céu nublado,
Os primeiros pingos de chuva
Já começam a cair,
O vento vem,
Atinge o meu rosto, e volta
Ele afronta,
Querendo mostrar que está ali,
Mas não adianta fingir
Sei que és mesmo um menino,
E não sabe amar,
Por isso, toca-me,
Toca-me levemente,
E volta.
Do abraço perdido
Sou
Aquele
Capaz
De
Me
Confundir
E me erro
Sou
Aquele
Capaz
De
Te
Magoar
Com meu erro
Mas
Aquele
Que
Te
Quer
Bem
Sou
Também
O
Abraço
Que
Não
Te
Dei
Carrego
Em
Mim
Como
Culpa
Aqui
Jaz
Um
Abraço
Que
Passado
O
Momento
De
Existir
Vive
Em mim
Morto
Peso
Bem
Feito
Mergulhei
Mergulhei
No silêncio dentro de mim
Encontrei boiando
A esperança
Nadei com ela
Pronto pra
Emergir
Em mim ?
Como ?
Se em mim
Estava já
A me procurar
E
Falhei
Com olhar altivo e coração sincero
Na ansia da quietude e o peito desejoso daquilo que almeja,
Assim era um homem com coração de menino,
Com olhar ambicioso em uma alma simples e generosa,
Na busca do seu propósito transforma os que te seguem,
Sem medo de acreditar no outro, constroe cidades com seus sonhos e se lapida com pedacinhos daqueles em que confia,
Audacioso e sem medo de errar, primeiro prefere arriscar,
E assim peregrino e desbravante segue caminhante pelo seu alvo,
Confiando no que te move e vivendo um dia de cada vez, com toda intensidade da sua alma, como se o amanhã se encarregasse de si, pois vale a pena acreditar no que o hoje te reserva"
Eu tinha tudo quando criança e quando cresci não tinha nada. Fiz algo que tirou minha liberdade. Minha mãe me chamava de meu menino passarinho. Mas eu era um passarinho livre para voar e hoje sou um passarinho preso dentro de uma gaiola.
Rasgo delicado.
Um peito rasgado pelo amor delicado, princesa, amor, pureza, gentileza e surpresa, senhora do meu destino um amor assim clandestino.
Envolvente mulher me faz de menino, senhora e agora me dar amor e me devora? A poesia me entrega ati.
De frente com teu rosto vejo a face da poesia concreta que me desperta amor.
Guimarães Sylvio.
todos vestem branco felizes e atentos vendo a chuva de fogos no céu .tão atentos que não se atentam a chuva que cai e.molha a criança que talvez não tenha pai.e nem roupas brancas para celebrar a "paz"
