Melancolia

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As pessoas parecem muito manipuladoras e cruéis. Prefiro estar sozinho no meu canto. Assim, evito mágoas e decepções.

⁠REDES SOCIAIS - REDES ESPIRITUAIS

Na verdade, amamos e odiamos a rede simultaneamente, mas acima de tudo somos viciados nela, assim como somos viciados em todo grande drama.
Dentro do seu mundo dos sonhos e sob a rede, seu maior desejo é expresso.
Sob a rede, você pode viver o seu sonho - você pode voar, dançar, chorar, sofrer e, acima de tudo, amar.
E, no entanto, seu amor dentro da rede é um amor profundamente limitado, um amor que nunca escapa dos limites de suas próprias ilusões. Sob a rede, você se apaixona ou se desapaixona - de qualquer forma, você permanece vítima de suas projeções, expectativas e, inevitavelmente, de suas decepções.
Às vezes, você afunda na melancolia e toda a sua força vital parece parar - sua própria respiração fica mais fraca.
Em outras ocasiões, você voa em uma mudança repentina de humor e seu coração bate mais rápido e sua respiração enche seu peito a ponto de estourar.
Isso é o que acreditamos ser a liberdade.
Entre os extremos, as melodias dão lugar às cadências; mudanças de tempo dão lugar a frases, notas, trinados, pausas e todo tipo de sentimento concebível.

Eu choro de tristeza profunda, pois hoje me dei conta que realizei meu pior medo. Mas a tristeza é pelo fato de não ter medo mais daquilo que temia, pois em certo sentido era oque me ajudava a manter uma certa sanidade. Sem tal medo, não pertenço mais a mim, e talvez me lanço no abismo e não mais volto.

Agora, quando já era tarde demais e as lojas da vida estavam fechadas, ele lamentava não ter comprado certo livro que sempre desejara, não ter jamais passado por um terremoto, um incêndio ou um desastre de trem; não ter visto jamais o Tatsienlu no Tibet, nem ter ouvido nunca as gralhas azuis parlando em salgueiros chineses; não ter jamais falado com aquela colegial errante, de olhos impudicos, que encontrou, certo dia, numa clareira solitária; não ter rido da anedota contada por uma mulher tímida e feia, quando ninguém riu na sala; ter perdido trens, alusões e oportunidades; não ter dado a moeda que tinha no bolso para aquele velho violinista de rua, que tocava tremulamente para si mesmo, certo dia gelado, numa cidade esquecida.

‘Um dia eu também vou morrer.’ Acontece com você, não? Ódio do mundo, que muito alegremente continuará sem você. Uma sensação básica de que todas as coisas do mundo são bagatelas, fantasmagorias comparadas à sua agonia mortal, e portanto à sua vida, pois, como você mesmo diz, a vida em si é a agonia antes da morte.

CHUVA (soneto)

Chove lá fora. O meu peito também chora
São suspiros de velhos e eternos pesares
Da alma que desapegando quer ir embora
Uma tristura que diviso, repleta de azares

Chove... Que agonia se percebe de outrora
Ah! Quem falou pro agrado voar pelos ares
Em preces de ira, com o chicote e a espora
Deixando as venturas laçadas pelos alares...

Chove lá fora. Minh’alma também aflora
E eu sinto o que o cerrado também sente
O pingo quente, e abafada a aflição afora

E esta tal melancolia que no temporal uiva
Tão impiedoso e ruidosa, que vorazmente
Tem a sensação: - choro! E chove chuva!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Gotas de água na minha janela
mano eu vou me matar avisa pra ela..

Inserida por vancley_lima

Eu sou cheio de memorias de velhos paraísos e de melancolias que torcem minha alma com uma infeliz frequência.

Inserida por denali89

Essência do ser

Cada segundo que se passa
Me aproximo do inevitável
O que antes me assustava
Hoje nem me estressa mais

Quero ter a sensação
De finalizar minha vida
Me aproximar do fim
Relaxar no seio da morte

A cada segundo que se passa
Eu ganho mais coragem
Para me esfaquear
Tudo em prol do fim

Mas eu penso naqueles ao meu redor
Me fazendo questionar
Morrer ou não morrer

Sinto o carmesim do meu corpo
Querer extrapolar de dentro
E honestamente nem ligo mais
Só quero o fim desse inferno pessoal

Inserida por Milovisk

Desbravadores necessitam de bússola para saberem qual direção tomar, eu, preciso de você.

Inserida por HERBERTSOUTO

Os olho, são parceiros das emoções e constantes traidores do coração.

Inserida por HERBERTSOUTO

Ah se eu tivesse uma varinha de condão , transformaria toda dor em amor , só pra dor fazer amor e o amor fazer mais dor.

Inserida por lucassvferreira

Controvérsias

Te escrevo esta lírica crítica poética
Como um tolo devaneio desta minha mente
Antes tão inerte, agora inquieta
Redijo substantivos e vocábulos
Tão mornos e oblíquos
Afim de encontrar acalento
À esta minha vida, morna e incerta.

De amantes a inimigos
Malditos escravos
De devaneios antigos
De estranhas aversões
Nossos nocivos estragos

Eu queria a calmaria
Do encontro das marés
Queria a melodia
Orvalhada dos ouropéis
Queria não ser tão estático
E poder não sentir
Essa minha dor
Mas não sei se queria
O privilégio de chamar-te de amor

No ápice de minha saudade
Houve um lapso temporal de desespero
Em que sem pudor ou medo,
Infligi a mim, uma dor de total desmantelo
Queimei-me a pele
Por não suportar o queimor que me aquecia por dentro
Meus epitélios pareciam desgrudar da derme
E seu nome não me saía da cabeça
A tu, eu perdi a sanidade.

Nem mesmo todo o tempo que passamos na estrada
Bastaria a compensar as horas que perdi delirando por ti
Queria não ter essa intensidade exacerbada
Mas das rosas que você me deu,
Sou a estragada.

Desvencilhei-me das lembranças tuas
Mas tua foto ainda está em minha cabeceira
Ainda sinto teu cheiro em pessoas alheias
Em minhas andadas rotineiras

Queria ter lembranças como as suas
Boas e puras
Mas nas minhas,
Só fomos dois inconsequentes
Cambaleando sob a linha tênue à margem da razão e da loucura

Beijei bocas das quais não lembro o gosto
Pousei em corpos estranhos, conhecidos e em tantos outros
Mas sempre foi você,
O fogo que me torna imune aos sopros

Estou numa bolha de inércia prestes a ser estourada
Meu mundo rosa tem coloração acinzentada
És parte fundamental desse caos instaurado em mim
E sem você, eu me resguardado
Nada mais vai ser cem por cento
Nada tem a beleza extraordinamente quântica
Linda, leve
Como teu sorriso e teus cabelos ao vento

Minha energia lasciva destruiu teu carro
E a minha sanidade,
Me trouxe os debates existenciais sobre a beleza da ida
Mas se eu não fosse azarada,
Não conheceria quem me ensinou a fórmula de resolução
Ou da destruição de minha vida

Toda a incompreendida chama que juravas ter
Era brasa molhada, fogo de palha
E agora, cobrança de saudade
Que só sobrou pra mim
Junto à esse romantismo ultrapassado
À imensidão de lirismo incompreendido
Você me trouxe de volta à monótona realidade.

Com a dor de ser o que sou,
Acabou.

Acabaram os vocábulos
Todos os numerados fósforos foram queimados
E apagaram
Só restou a fumaça
E a dor reconfortante de quem os segurou até o final.
Serei sua
Enquanto meus versos inconformados e desajustados
Insistirem em ser seus.

Thaylla Ferreira Cavalcante

Inserida por ThayllaCavalcante

"Tem vez que eu quero me jogar de um ponto alto até um rio profundo, até chegar no fundo e só escutar o barulho do coração batendo e pensar mil coisas da vida e depois emergir e pronto para pular novamente"

Inserida por gmorales

Coloque uma blusa de mangas longas
De tom azul escuro
Para esconder seus cortes
Sorria quando os outros rirem
Diga está tudo bem
Quando perguntarem como está
Chore sempre
Que estiver sozinho
E se exploda de vez em quando
Para amenizar o sofrimento

Inserida por CastelhanoWolf

Os meus olhos são como oceanos, que todos os dias, choram rios por todo o meu mundo.

Inserida por EscritorErickpereira

garota transparente
sem cor, sem ente
criada pela aparência
de uma vida sem crença

bela és tu

criatura livre
que poder solta
sem medo de ser envolta

Inserida por krooyae

Desejos não são necessidades, são feitos imprecisos e eivados;
É a demonstração da ganância tentando suprir a fraqueza.

Inserida por Apolyti

O mundo se tornará tão vazio que um abraço será sinônimo de demérito.

Inserida por Apolyti

Surdina

No cerrado, lá no alto um sino canta
Da capelinha, num badalar soturno
Canta um sino e a melancolia pranta
Finda o turno!

Canta, pranta o sino no campanário
Como se assim se quisesse
Benesse, no chuvoso dia solitário
Resplandece...

Na messe! Canta e pranta silente
Na torre da igrejinha sem estresse
E o dia adormece, docemente
18 horas: - tal uma prece!

O coração abafado e vazio
Num acalanto o sino canta
Nebuloso dia... Que frio!
Triste melodia, triste mantra...

Sina!
Bate o sino... surdina!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
25/01/2020, 19’47” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol