Medo da Loucura
Que medo é este de seguir, de pensar em mudanças, de planejar um futuro sem estar ao lado de quem já demonstrou que não quer seguir com você?
Tramas da Existência: Medo e Rotina
Ao longo do percurso da vida, somos compelidos a desvendar emoções até então desconhecidas.
Descobrimos como seguir em frente sem vacilar, como continuar a jornada sem permitir que o peso do cotidiano nos subjugue, e aprendemos a iluminar nossos próprios dias.
Tudo isso sem desamparar aqueles que nos são caros, enquanto absorvemos silenciosamente suas preocupações e temores.
Chega um momento inevitável em que percebemos: é mais fácil se apegar à segurança da rotina do que se lançar na vastidão incerta da existência.
O medo, por sua vez, é o espectro que mais nos atormenta — a inquietante ignorância do que o futuro pode nos reservar.
Talvez sejamos surpreendidos por um vendaval que desalinhe nossa mente, ou, quem sabe, por nossos próprios fantasmas interiores.
Talvez, diante de nossos passos, desabroche um caminho suave, como um portal aos serenos campos Elísios.
Entretanto, o medo é uma constante. Ele devora, subtrai, enquanto o conforto, por mais tentador que seja, é algo com o qual nos habituamos.
O verdadeiro desafio, o que é inestimável e insubstituível, reside no equilíbrio mental
— o único alicerce capaz de nos manter eretos diante das tormentas invisíveis da vida.
Essa mulher forte
Causa medo nos marmanjos
Essa mulher forte
Não se deixa balançar.
Essa mulher forte
Não aceita seus insultos
Teu machismo, absurdo
Teu olhar de cegar.
Essa mulher forte
Já não é mais a mesma
Que baixava a cabeça
E mostrava sua fraqueza.
Essa mulher forte
Encontrou o seu lugar
Sabe se posicionar
Aprendeu a se amar.
Essa mulher forte
Aprendeu muito na vida
Aprendeu a se valorizar
Hoje dá a volta por cima.
Essa mulher forte
Causa medo nos marmanjos
Essa mulher forte
Não se deixa balançar.
Tempo de dizer, de amar, de sonhar, de fazer e ser feliz.
Sempre tive medo de voar; deixo isso para elas, com suas asas ocultas, que pousam onde são necessárias. Elas são sábias e eu, apenas aprendiz.
"Você teve a Coragem necessária para lutar contra seus medo
Você teve Amizade nos piores momentos
Você teve Amor para ver como o mundo pode ser belo e colorido
Você teve Sabedoria para encontrar respostas que nunca pensou ter
Você teve Sinceridade nos momentos mais profundos
Você teve Confiança nas pessoas mais queridas
Você teve Esperança nos momentos críticos
Você teve Luz nos seus momentos mais sombrios
Você teve tudo isso e ainda assim não foi capaz de dizer adeus..."
"Talvez você não exista no futuro que tanto teme; por medo de repetir o passado, você transforma o único instante que tem, o presente, em um fardo melancólico."
Após vivenciar a perda de alguém querido, o medo de perder a próxima pessoa se torna quase inevitável, porque o luto, com toda a sua intensidade devastadora, nos ensina o quanto somos vulneráveis. Esse medo cresce silenciosamente, como uma sombra que acompanha cada relacionamento, porque o sofrimento causado pela ausência é profundo demais, dilacerante. A dor do luto nos faz perceber que, quando alguém se vai, levamos muito tempo para nos recompor, e essa fragilidade emocional nos faz temer constantemente a possibilidade de reviver essa experiência dolorosa. O medo transforma nossa percepção, criando um estado de alerta, onde cada vínculo parece cercado pela incerteza e pelo pavor da perda.
Não tenha medo de pensar, mas poupe os ouvidos, pense com uma mente quieta, que nessa escuridão sonora palavras assumem um valor mais aprazível.
Quando estou angustiada, infeliz ou com medo é para a poesia que eu peço abrigo, como criança assustada que corre para o colo da mãe pra chorar. É nela que busco a segurança que preciso para arrancar os sentimentos um a um, como se fossem espinho cravado no peito e transformar toda a minha dor em palavras, reconciliando-me com a paz, o equilíbrio e a leveza que a vida pede.
Sozinho, com medo, sem apoio... Apenas faça. O mérito pertence àquele que acredita e se dedica fielmente ao seu propósito.
O vaso
Se eu pudesse quebrar o vaso,
Eu seguiria sem culpa e sem medo.
Não haveria espaço para olhares ou apontamentos.
Se eu pudesse quebrar o vaso,
Deixaria a plateia pra subir no palco.
Pararia de tentar defender a minha vida ou pararia de tentar paralisá-la.
Se eu pudesse quebrar o vaso,
Eu deixaria de me apagar,
Só viveria,
E o outro, seria apenas o outro.
Se eu tivesse quebrado aquele vaso,
Essa dor não cresceria,
A angústia me abandonaria
E a existência, seria somente, ela.
Eu ainda vou quebrar o vaso,
Aquele vaso, que só aumenta.
Aquele vaso que dói na alma,
Mas carrega sua marca.
Ah se eu pudesse quebrar o vaso,
Iria ser o que sou,
Sem limites, pouco aplauso,
Com inconveniência e sem pudor.
Eu vou ainda quebrar esse tal vaso,
E ninguém jamais será capaz de ousar, tentar "concertá-lo".
"Se uma criança não é tratada no amor, mas sim no medo, ela não aprende a se amar. Ela aprende a se defender."
Depois que aprendi que, nesta vida, não se morre apenas uma vez, perdi o medo da morte. Entendi que, da mesma forma que o corpo físico, quando morre e se deteriora, transforma-se em parte da terra e dá vida a outros organismos, a morte de ciclos, escolhas, verdades, personalidades ou de posturas perante a própria vida, inevitavelmente faz nascer um novo capítulo e novas possibilidades. E também que, com a superação dos apegos emocionais, o fim de algo em nós que não mais nos serve amplia a gama de realidades possíveis dentro da breve passagem pela existência.
A vida é um contrato de risco se você tiver medo e procrastinar mediante seus medos e o que os outros vão pensar, ficará estagnado e nunca saberá o que poderia ter dado certo.
Frase de Islene Souza
