Me Perco dentro da Saudade
Sonhar um beijo
Quando me perco nas alamedas escuras da cidade
Guardo o tempo em calçadas de pedras onde me deito.
Olho apenas estrelas esperando por algum beijo perdido
Disparado em direção a algum amante bêbado e tolo.
Janelas se fecham, e luzes se apagam em ritmo de noite.
Os pertos mais lentos, e os longes bem rápidos.
Sincronizam sempre com os choros e gritos.
Dos amores e das dores, que a noite sempre agasalha.
Adormeço nas pedras coberto de estrelas, quando me chamam.
Ainda sonhando ouço tua voz bem perto sussurrar meu nome.
E em deboches, risadas e com certeira facada, gritas em ecos:
És um bêbado! És um tolo!
Jaak Bosmans 12 -03-09
A vida é feita de percas e ganhos quando eu perco tem você pra me amar i quando ganho tem você pra me ajudar a comemorar
Versos ao ídolo - Ao meu ídolo Elias Matogrosso
Olho-te aqui tão distante
Me perco no teu olhar a todo instante
Amado meu á distancia permaneço a observar
És como estrela em noite enluarada
Que jamais pode se tocada
És canção na viola ponteada
As canções assim evocadas a um amor
Amor onde jamais se fará moradia
Pois não tenho essa ousadia
Em realmente te amar
Apenas te observo em teu mundo
Alguém em que meus pensamentos caminha
Viaja a me faz sonhar...
Sou alguém caro amor,
Que tão distante fica de ti
E que apenas quer sentir
Essa admiração a me inspirar...
Leticia Andrea Pessoa
Concordo em aprender culturas, vivenciar outros ares, mas me perco sem minhas raízes... a elas devo o que sou e também o que me proponho a ser...
Perco o rumo, me sinto ninguém... no nada
Me procuro, me grito, me escondo
Fujo de mim ao longo da estrada
DESCONSTRUÇÃO
Imerso no magnetismo do colchão,
Perco-me numa neblina de sonhos, miragens e vãs divagações.
Quando acordo,
Possuo apenas um poema
De índole vácua:
E sua teia é navalha
Que o corcel da mente escalavra,
Lancina e mata.
Seu legado é o soçobrar do fluído verbo.
Seu legado é a afasia do produtivo fazer poético.
Seu legado é a elisão do penetrante, sábio e facundo verso!
Assim, o que resta é um poetar sem eco, povo nem reflexo.
O que resta é um poetar sem alvenaria, alicerce, paredes e teto.
O que resta é um poetar com malária, chagásico, asceta, Acético!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Eu perco o namorado
Eu fico corada
Eu tomo banho de sal
Mas não desço do salto
Nem quando pareço amarrotada.
Tenho alma de tergal.
Perdedor
Eu perdi
E perco quase sempre
Por opção
Mas o fracasso traz um gosto
Ao qual me familiarizo facilmente
A perda é ridícula perto da lição
Do erro faço novas escolhas
E das escolhas, encontro novas opções
Toda correção exige tempo
Não tenho pressa
A persistência é o aprendizado
O aperfeiçoamento é constante
Sem desanimar
Vejo o quanto tudo é fútil
Sutilmente apressado e finito, solitário
Bernardo Almeida
Segredos explícitos
Quanto mais eu penso
Mais eu me perco
Sei andar pelo mundo
Porem me perco em mim mesma
Me perco nos meu erros,
Me perco com meus apegos
Me perco com os meus mais profundos desejos
Me perco ao achar pessoas diferentes e comuns
Pessoas que não são de lugar nenhum
Ou que não saem de um
Me perco com as minhas fraquezas
Me perco com minhas fugas
Me perco no tempo ou na ausência dele
Me perco o tempo inteiro
Não acredito mais no som das palavras,
As palavras são logo levadas pelo vento
Então escrevo
Escrevo o que corre por minhas veias.
O que não significa que ainda consiga ler a minha alma.
Por isso me questiono sempre
Para não confundir o que escrevo
Como um domínio sobre aquilo que sinto.
A preguiça de pensar e a facilidade de se alienar
Retarda a descoberta do que realmente queremos
Nem sempre quem existe,vive
Quem apenas existe
Se torna telespectador da própria vida
E termina na vastidão do nada.
Esses geralmente temem a morte
Mas se contentam com a ausência de vida em vida
Temem ausência de alguém
Mas não temem a ausência de si mesmo.
Me questiono,me reviro do avesso
Quero saber tudo , ir ,sentir e conhecer o que desconheço
Confesso que tenho pressa
Sei do que esse mundo e capaz
E Ainda sim sempre espero o melhor ,
Não tenho mais anseios
Por que sempre ofereço o melhor que posso oferecer
E o mundo gira como tem que ser
Oferecemos não o que temos, Mas o que somos
E o que somos,pra onde vamos
Depende dos nossos mais íntimos sonhos
Porem não conseguimos nos enganar ou fingir que realizamos
Que estamos sempre sanos
Que não cometeremos enganos
Não interessa se parecemos bonitos ou feios
Ricos ou pobres
Alegres ou felizes
Nessa minha vida de eterno aprendiz
Conheci muito rico pobre
Muito pobre rico
Muita gente bonita feia
E muita gente feia bonita
Muita gente forte fraca
A verdade tarda mas não falha
O que não se vê ,se sente
Muitas vezes quem cala consente
Somos o que somos e não o que temos
Somos o que vivemos e o que aprendemos
Somos o que somos e sentimos
Somos nosso segredo mais explicitamente íntimos.
17-06-09 By Paloma Horta
De fato quem sou,
já não sei
Sou tantos de mim
que me perco
Tento aniquilar-me
E percebo que
lá no fundo,
bem no fundo,
Consigo ver a luz
cujas circunstâncias
histórico-atuais ignora
E se enxerga em si mesma
A essência do ser:
eu
Uma minúcia conversa sobre demência, me perco pensando que os loucos tem mais chance de ser feliz que os normais.
Possuem mais habilidade de agir
Sem nem perder tempo para pensar no que vem depois, sem planos, sem nada a perder, mas sem a intenção de algo ganhar, tudo aleatório, se os loucos tendem a pensar talvez seja esse o pensar dos loucos !
Não sou adepto às religiões de "placas", por isso, me perco algumas vezes, quando se trata de vida em outras vidas, encontros e desencontros, destinos... Mas, de nada eu duvido! Os porquês por mais que tênues, são exatos em seu fim (...).
Eu não busco o que eu quero de Deus,em pessoas pois em multidões eu perco o meu foco de preces mais sinceras.
Descrição
Ás vezes perco
Aquela que só funciona
Instalada no computador
Uma tal de paciência
Ai, Santa Paciência!
Que simplesmente
Não me atende
São caras
Bocas e olhares
Que me denunciam
A cada besteira que ouço
Não consigo disfaçar
Mostro minha antipatia
Giro minha caneta com rapidez
Acendo meu cigarro com vigor
Oh Dona Paciência, que terror!
