Me Leve as Estrelas
Manhã de inverno
coberta por um céu muito azul,
o frio leve se faz sentir
na brisa que teima em passear
pelas paragens dos rostos,
que tocados devagar
acordam do sonho,
se agitam,
seguem,
a vida está aí,
a tudo de nósexigir
que sigamos então a realidade
da qual não podemos fugir...
Leve beijos na boca e perdão no coração,
afine a voz dos sentimentos,
não a deixe soar rouca,
noite e luar se completam,
mar e areia também,
sem perfume é triste a flor,
deixe que o amor prevaleça,
só assim a vida terá mais valor
Cresci ,
o tempo que nem notei
levou-me, leve e quieto,
parece no entanto
que nunca, nunca passou,
a poesia que percebia
permaneceu comigo
um abrigo,
ao coração sempre adolescente,
amor primeiro,
sexto sentido
que cada vez mais forte,
grita, desafina, melodia sem receio
porque n'alma
se escreveu
o que a vida ditou.
Ideólogos são pessoas que escrutinam uma conjuntura e procuram uma resposta de postura que leve as pessoas para um estágio q consideram ideal (daí ideologia, o estudo do ideal)
NÃO DIGAS NADA
O silêncio é tão suave
Que explicita minhas reticências
Tão leve, que leva à toda compreensão
Não digas nada...
Nada mais perigoso que a certeza da razão.
Nada digas haver razão
Venere o frescor da dúvida
E, te farás razoável, são.
Sinto-me mais leve ao perceber que muitas coisas que eu pensava serem imutáveis já não fazem mais parte do meu eu interior.
Ela é leve como uma pluma. Mas apaixonada, e magoada, compete com uma manada de elefantes. Na fúria e no peso!
Um beijo de leve a acordou, interrompendo o sono tranqüilo que experimentava já nas primeiras horas da manhã. Era ele que continuava ali, do outro lado da cama. Trazia um lindo sorriso nos lábios, mas os olhos denunciavam a angústia de uma noite em claro, mesmo estando ao lado de seu maior desejo, o desejo de tantos anos...
De propósito, ela apenas sorriu e voltou a fechar os olhos. Tudo estava confuso. A cabeça, recostada a um travesseiro que não usava habitualmente - é, ele se esquecera de que ela dormia sempre sem travesseiro – doía, pesava, rodava. Talvez precisasse de mais uma dose para se equilibrar entre tantos sentimentos contraditórios, ambíguos, desconexos. Qualquer coisa. Uísque, vodca, tequila, licor, gim, cachaça! Qualquer paliativo que tornasse aquele momento menos sofrido, doloroso, indigesto, seria muito bem vindo! Mas o que se via à frente era um lindo café da manhã: suco, leite, biscoitos amanteigados, uma fatia de queijo, café, torradas, e uma flor a ornamentar aqueles longos minutos tão repletos de espinhos. Para seu desespero, nada de álcool!
Não precisava se vestir. Ainda estava vestida. Sentou-se à cama, arrumou os cabelos, passou as mãos pela blusa na tentativa de desamarrotá-la, e lentamente percorreu com os olhos cada detalhe daquele quarto que já conhecia tão bem. O quadro à parede era o mesmo, abstrato, em tons de dourado e de salmão. A cama era a mesma, confortável, grande, quadrada. O closet era o mesmo. As paredes ainda mantinham o mesmo tom. Ele era o mesmo. Então, o que mudara?
Ele continuava inerte, à espera de alguma palavra, algum gesto, algum carinho, alguma explicação. Sua impaciência contrastava com o olhar perdido dela, que não se fixava em ponto algum. O silêncio era tão perturbador que nenhum dos dois conseguia sequer deixar escapar por entre os lábios um mero bom dia.
Subitamente, como se saísse de um estado hipnótico, ela calçou os sapatos, levantou-se e, a passos lentos, caminhou até a poltrona onde deixara sua bolsa. Tomou em mãos a chave do carro, observou sua imagem ao espelho, voltou-se para ele, olhou-o nos olhos, deu-lhe um beijo à face, e saiu.
Dessa vez não batera a porta como já fizera outras tantas. Muito ao contrário, fechou-a com tanto cuidado que nenhum som se ouviu propagar naquele corredor que já fora palco de tórridas cenas de paixão ou de total descontrole emocional, como já diziam alguns. O fato é que ela não tinha mais o direito de machucar quem lá dentro ficara.
Nada naquele apartamento mudou. Nada naquele corredor mudou. Nada nele mudou. Mas ela já não era mais a mesma. E isso era motivo suficiente para não mais voltar aos braços daquele que um dia ela tanto amara...
É preciso ser leve, ser natural. Se para as coisas mais simples você tem que implorar, se ajoelhar, pedir, gritar, exigir, então não queira mais.
Teu beijo
Sinto- me leve,
vagarosamente em movimento,
tudo muito de repente,
partindo nas asas do vento
Acho que vou longe,
não sei porquê, não sei pra onde,
mas de uma coisa eu sei,
num relance, num instante
Percebo-me no universo,
na carona de um cometa,
entre correntes de estrelas,
dando voltas em silhuetas
Viagem de uma vida,
na fantasia de um desejo,
quando despego de tua boca,
quando deixo o teu beijo
Eu queria ser outra por alguns dias
Descansar dos meus problemas
Experimentar uma alma leve e serena
Atrair todos os olhares
Ter o amor de quem eu amo de verdade
Ter energia pra viver plenamente
Mostrar pras pessoas que a vida quem faz é a gente
Me demorar nos prazeres
Passar bem rápido pelos desprazeres
Compreender que não controlo o coral da vida
Mas saber acatar as instruções do meu Regente e cantar harmoniosamente.
Tem dias que tudo o que a gente precisa é de um sorriso sincero daqueles que vêm leve, sem esforço, só porque o coração decidiu ficar em paz.
A felicidade não precisa ser gigante pra ser verdadeira. Ela mora nas coisas simples: numa risada inesperada, num momento tranquilo, numa conversa boa. É ali que a vida ganha cor de verdade.
Então hoje, sorria mais… mesmo sem motivo perfeito. Espalhe leveza, carregue alegria e permita que o seu sorriso seja luz pra você e pra quem estiver ao seu redor.
Porque quando a gente escolhe ser feliz por dentro, o mundo lá fora começa a ficar mais bonito também. 😊
