Me faço
É noite, amor. Tenho necessidade de transpor meus versos tristes;
Que faço confusamente nas altas horas de uma distante noite;
Dói em mim, pensar em ti noutros braços;
Sinto grande dor; intensa e forte...
Lágrimas pesadas rolam na face da noite;
Afogo-me a pensar no teu amor; que tu dizes meu;
Preciso que me proves que pertence a mim;
A escuridão da noite me acolhe; e só faz-me pensar em ti.
Tua presença ilumina os pântanos tépidos de meu ser;
Cada célula do meu corpo procura a ti; cada parte.
Teu sorriso é um doce encanto nos dias frios; tua voz, melodia.
Teus olhos cor de noite são fonte de mistérios; fortes e ingênuos.
A curva do teu rosto é delicadamente perfeita; macia e celeste.
Tuas mãos são ondas que agitam os mares calmos;
A pele negra; repleta de constelações e planetas desconhecidos...
Tenho tanto o que falar de ti, amor...
Tu não sabes a angústia de te amar ocultamente...
Tu não sabes o quanto me dói não estar ao teu lado..
Meus olhos me entregam; basta tu os observar.
Meus modos sem jeito; tremendo por ti.
Amar-te-ei enquanto em mim habitar a vida.
Amar-te-ei agora e eternamente.
Durmo pouco
Quase nada
Descabelo o sono
Coloco-lhe pijama
Faço até cafuné
Pago a janta
De graça
Desgraça
Aparece agora
Quando os olhos
Devem ficar abertos
E a boca fechada
Sem bocejo
Lhe agradeço.
- De nada.
E dá risada
Se eu tocasse violão!
A música toca,
E viajo numa melodia que me inspira,
Mas que não faço ideia do que diz a letra,
Estranho como ela me provoca e me chama a escrever pra você...
Pode ser a guitarra, a bateria ou o baixo,
Não sei, mas acho...
Que o amor acaba escolhendo as minhas palavras...
É como se eu escrevesse uma nova versão,
Invento uma nova letra,
Escrevo uma nova música,
E ela passa a ser sua,
É como se eu estivesse na rua,
Olhando para a sua janela,
Depois de algumas aulas de violão,
Abrindo o meu coração,
Cantando e tocando, sem vergonha,
Eu sei que é loucura,
Afinal nem violão eu tenho,
Eu sei que você poderia até fechar a janela,
Mas não porque não gostou,
Mas sim porque sabe como eu sou,
Posso não cantar como aquele vocalista que tanto gosta,
Posso não tocar nenhum instrumento,
Mas fico feliz de ao menos ter tocado o seu coração.
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Ela conhecia em demasia a palavra "Depois "
Depois eu vou...
Depois eu faço...
Depois eu compro...
Por anos a palavra "Depois" era a mais difundida em seu
vocabulário.O tempo passava velozmente desprezando o "Depois"
Permanecia alheia enraizada em sua velha rotina, todos tinham prioridades, mas ela sempre ficava para "Depois"
Despertou, talvez pelo seu reflexo no espelho, resultado de tantos anos "Depois", ou mesmo a voz indiferente saindo furtivamente pela porta, com um simples "Bom dia"
Desmanchou-se em lágrimas que caiam juntamente com sua auto estima.
Se refez de coragem, uma metamorfose a transformaria, o depois já não existia.
Cuidou dos cabelos que o sol refletia, O vestido novo a sua silhueta não escondia, os sapatos de saltos, passos em perfeita harmonia...
Com batom vermelho sua boca era convidativa, expondo um largo sorriso, que a muito ninguém via...
Com a alma leve e semblante de menina, alçou voos e reaprendeu a passear nos jardins da vida..
"Vivo em meus pensamentos, onde neles cada dia mais cresço, faço de breves frases meu mundo sem rancor e sem lamentos...."
Quando criança
Tive as graças da alegria
Eu tive quase tudo que podia
Hoje faço poesia
Traduzir os poemas da vida
O bem querer
Força para viver
Nos versos eu escrevo
Ser adulto
Amor por você
Renato Alves
Meu dia.
De manhã pra começar
boto o café na chaleira
faço um bolo de fubá
charque boa e macaxeira
um prato de munguzá
e o que não pode falta
é o cuscuz na cuscuzeira.
ENCONTROS E DESENCONTROS
.
Não faço zelo à tristeza.
Não faço...
Não faço porque sei que a vida é feita de encontros e desencontros.
Tudo o que está no meu viver, neste momento,
foi posto pelas ordens do destino,
manejado pelas mãos do “Todo Poderoso”.
Por isso me dedico a caçar palavras,
porque sei que ao encontra-las
juntar-se-ão para me contar
sobre meus encontros e desencontros.
Se tem uma coisa que eu não faço mais
é pedir pra alguém ficar na minha vida.
Quer ir vai.... se quiser até empurro.
Mas vai sem olhar pra trás,
que é pra não encontrar o
caminho de volta.
Passo por tempestades, seguro trovões, ando por estradas cheias de espinhos, sou frágil me faço de forte e mesmo que você me diga coisas que me machucam ainda assim eu te dou meu melhor sorriso, não porque você merece mas por saber que se eu tiver que te falar a altura não te causaria feridas mas morte súbita já que com toda minha fragilidade fui me aprimorando na arte de matar não com os punhos, mas com palavras...
É isso que fico indignado. Me esforço tanto para falar com você, te procuro, te mando mensagem, faço isso na maior felicidade e empolgação, e o que eu ganho é só indiferença. Isso me deixa muito triste. Saiba que tal atitude desanima qualquer pessoa.
Oh, eu sou uma máquina quando faço isso,
Eu estarei pegando fogo, como se fosse gasolina, quando eu faço isso.
Eu faço isso parecer fácil, tic tic, boom, como gasolina,
Sim, eles me chamam de Lamborghini, porque eu sei o quanto eu valho.
De zero a cem, meu c-corpo os faz gaguejar,
Ligue o meu motor, aperte o botão, porque eu vou chegar lá primeiro.
Não se engane, eu te tenho na minha mão,
Nos braços de um animal.
Te faço pensar que eu sou toda inocente,
Mas espere até te eu te levar pra casa.
(Se você não sabe, querido, você deveria saber,
Sou eu quem está no controle).
