Me faço
Nós não existimos, VÁ EMBORA
Me faço calvário do Solipsismo
Pois tudo impede de existirmos
Invólucro da carapuça de estar vivo
E de teimarmos, e de Insistirmos
Comuna das faculdades mais imprecisas
Cálice da Singularidade Inexpressiva
Grilhões onipresentes do agora
Nós Não Existimos, VÁ EMBORA!!!!!
Me volto da naúsea de 'mim" datar
Anacoreta sem desejar
Os degredados filhos de Eva
O Ostracismo dessa Gleba
Nostálgico tal qual são todos
Os desprovidos desse bojo
verborreia da falsa desforra
Nós Não Existimos, VÁ EMBORA!!!!!!
Minha vida é noturna, troco o dia pela noite sem pensar duas vezes, faço das luzes meu caminho, faço da lua minha guia.
Louco inconsciente nas duras penas inconsequente, faço-me ciente na minha loucura, do que insano em minhas desventuras...
Vivo em um mundo repleto de cobranças. Se duvidar, até eu mesma faço parte dos que ficam no meu pé. É tanto ‘’ Você precisa fazer isso, você precisa fazer aquilo’’, que não sobra nem tempo para me perguntarem, o que eu realmente quero fazer.
Perdido de amor
... Retruco... Faço birra e algazarra no seu coração,
me morde, me rasga, grita e estilhaça,
sou o vidro da nossa casa, vós a chaminé em fumaça,
sou o gramado, onde pisas, cortas e pões tuas lágrimas...
- Serei teu colchão, se deitas em mim que lhe sossego,
nos dias frios podes me deixar de lado,
pois no desespero ao frio lhe tomar,
como travesseiro e cobertor me entrego a seu agrado,
sim, lhe cobrirei diante tudo entre beijos e abraços,
esse é o amor devasso, que de malandro não tem nada,
custa mesmo assim me amar... Que farei?
Diante tudo serei eu aos teus pés feito capacho!
Faço tudo que esta ao meu alcance para estar perto e atendo, ouvir para ter o que falar e ser ouvido, mostrar que sinto para encontrar reciprocidade, para viver com satisfação e quando mostro dor ou tristeza, assumo a minha responsabilidade de decidir continuar é a forma de ir ao encontro do que é real mesmo que tudo pareça abstrato.
Saio de cena e te deixo brilhar
Faço do nosso amor um eclipse lunar
Eu sou sol, você a lua
E o resto é mar
Eu poderia te perdoar... Mas, o que eu faço com todas
às vezes que eu precisei e você não estava comigo?
Toda vez que passo você não nota
Eu conto uma lorota você nem ri
Me faço fina flor vem e desbota
Me boto numa fria não socorre
Eu cavo um elogio isso nem te ocorre
A indiferença escorre fria a me ferir
Será porque você não me suporta?
Um dia me perguntaram, como faço para não sofrer mais?
Sofrimento é uma opção. Problemas sempre vão existir, então é aprender a lidar. É só mudar seu olhar e perspectiva. Quem decidi como as coisas te afetam, é apenas você mesmo. Parar de criar expectativas ou esperar algo dos outros ou da vida, e só esperar algo de si, ser sempre melhor. Eu diria que no geral é, ter/desenvolver amor próprio.
The Silence
O que faço eu?
Quanto para eles
O meu silêncio é perturbador
e o meu falar é devastador?
Tenho em mim todos os sentimentos do mundo. Faço as coisas mais impensáveis pra me sentir feliz e melhor. Meu coração nesse momento, bom.. não completamente, mas uma parte dele encontra-se quebrada. Lágrimas não saem, e eu não faço questão disso. Já fiz, um dia. Não demonstram fraqueza, mas já cansei de chorar por coisas que não adiantam. Por momentos que não vão acontecer. Por pessoas. Não seria pedir muito se eu quisesse que meu lindo e frágil coração não sentisse nada. Por um momento eu penso, penso, penso. Mas nada. A conclusão disso tudo é apenas um vazio. Há uma esperança, mesmo que pouca. Não sei. Não sei de nada. Só queria que as coisas fossem menos injustas. Só queria que acontecesse. Só queria.
Cantigas de ninar
Semelhante ao pó me faço,
por um nó na garganta desato;
sobre a chuva fria fundem nossas canções,
decrescente coração ao peito,
se desata em linda brisa,
nessa tirania vivida cumprirá,
nossas histórias aos pés,
sabiá sabia, que num simples assovio,
em suas notas sábias poria á encantar,
porém me vou ao teu canto,
por qual em vida desencanto,
festa desarmônica enrustida há,
fostes breve teu gorjear,
que em minha lida postes a me encantar.
"Me faço de forte,tento parecer blindado
Talvez um louco alucinado
Umas vezes ciumento,outras apaixonado
Olha agora que beco sem saída
Uma fauna sem vida,
Mas dentro do meu peito tem saudade do seu jeito
Pode parecer infantilidade
Amo até os seus defeitos
Ainda mais suas qualidades..."
INDECISÃO
Sempre, na hora da chegada, ainda estou de partida. Cada dia faço menos. Produzo nada. Resolvo menos ainda. Quando decido, é para não fazer nada, deixar correr. Inação. Omissão. Indecisão. Procrastinação.(Juares de Marcos Jardim)
