Coleção pessoal de obrusquense

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⁠UM POEMA SOBRE UM LUGAR

Como eu odeio você
desde quando eu cheguei
como eu odeio você
todo dia quando acordo
lembro que odeio você
e vou dormir todos os dias
ciente de que odeio você

você nunca me deu valor
desde quando eu cheguei
você não me quer aqui
todo dia quando acordo
eu não pareço com você
e vou dormir todos os dias
ciente de que odeio você

Me expulse de imediato
você nunca me deu valor
eu não sirvo pra sua mitificação
você não me quer aqui
na verdade é recíproco
eu não pareço com você
como você lidará com isso
ciente de que odeio você

se a geografiaé um acaso
me expulse de imediato
eu não penso como você
eu não sirvo pra sua mitificação
Seu pensamento é oblíquo
na verdade é recíproco
Como você lidará com isso
ciente de que odeio você

Nós não existimos, VÁ EMBORA

Me faço calvário do Solipsismo
Pois tudo impede de existirmos
Invólucro da carapuça de estar vivo
E de teimarmos, e de Insistirmos

Comuna das faculdades mais imprecisas
Cálice da Singularidade Inexpressiva
Grilhões onipresentes do agora
Nós Não Existimos, VÁ EMBORA!!!!!

Me volto da naúsea de 'mim" datar
Anacoreta sem desejar
Os degredados filhos de Eva
O Ostracismo dessa Gleba

Nostálgico tal qual são todos
Os desprovidos desse bojo
verborreia da falsa desforra
Nós Não Existimos, VÁ EMBORA!!!!!!

ABSOLVIDOS PELO MERCADO

Só tive o meu trabalho escravo
(Sou dono de Trabalho, Escravo)
Lutei e fui alforriado
(Não luto e sou, alforriado)
meu corpo leva o caos a marcado
(Seu corpo leva, ordem, mascavo)
Minha luta gera, corpo lascado
(Sua luta leva o Caos ao Estado)

Com meus barracos edificados
Os seus barrocos, deificados
Suor e Sangue, pauperizados
Absorvidos pelo Mercado
(Vossos meninos, vilões armados)
(De mim distantes, pobres coitados)
(Minha segurança, ter Estudado)
(Absolvidos pelo Mercado)

(Racistas negros, cotistas pardos)
(Nas confrarias, brancos atados)
(Os homens bons escandalizados)
(Orgulho e raça do seu passado)
Cotistas Negros, Racistas Pardos
Entrando em salas, não desejados
Enquanto buscam serem igualados
Aos que não foram "Ventre-Livrados"


(Fui dono de Pobres coitados)
Só tive o meu barroco Lascado
(Não luto pelo seu Caos no Estado)
Cotistas Negros , Ventre-Livrados
Nas confrarias, alforriados
(Racistas Bons , Vilões Escravos)
Absorvidos, Não Igualados
(Absolvidos Pelo Mercado)



(Homem-Bom)
Alforriado

FOME

Eu Sinto Fome de Preparo
Sou um faminto radical
Mendigo por frases de efeito
e Propaganda Visual

Eu Leio Jornais de Empregos
Vejo a Coluna Social
Eles nadando em meus desejos
E eu refêm do Essencial

O meu espírito Carece
De algum Circo Material
Pois repetindo me abastece
da Ilusão de ser igual

Eu Sinto Fome de Existência
Na Sociedade Vertical
Onde não tenho ingerência
Nessa história o seu final

UM DIA VINDOURO

A Liberdade
um dia vindouro
como um mau presságio
como um bom agouro

A independência
como uma vontade
Sim como desejo
não realidade

Emancipação
que eu cobrei de mim
Entrada de graça
Prestação sem fim

A soberania
Esta inevitável
tão mais iminente
tão mais improvável

Porcos Ressurgidos

bandidos banidos, porcos ressurgidos
magoados, falidos, por dinheiro, libido

caçoam, surgindo, dos fossos , pervertidos
macabros, banidos, mau sonho revivido

Pedante, frustrante, justiça mendicante
de pratas , pedintes, asquerosos purgantes

Suplante sufrágio, prepotentes mandantes
agouro sonante, dos sonhos meliantes

Um Mundo de Pilhérias

em qual sala secreta que rifaram minha vida?
em qual mesa de poker apostaram minha quimera?
em qual dia infame destruíram minha utopia?
com qual bebida cara brindam quem me degenera?

Meninos deificados em parcialidades magistrais
Comemoram e me odeiam em gritos parvos na cidade
Famintos por poderes , são minguados amorais
Em busca de prazeres que não dão publicidade

Entrei com os penetras no Coquetel dos poderosos
fui feito anfitrião em momentos inoportunos
Aceitos enquanto provedores de antegozos
Rifados quando sempre o status quo se faz de surdo

altiva dignidade embora em meio a miséria
cultivando as falácias de justiça pra ter norte
Esbanjando heroísmo em Um Mundo de Pilhérias
tateando no escuro pra encontrar quem se importe

Ser bom é preferencia.

Opto por estar no quintal
brincando de rainha
Simples, bela, frugal
Ainda que sozinha

Escolho ir até o final
menina, princesinha
tão pura e virginal
bondade que não definha

Forma a útil inocência
uma engrenagem surreal
Solidifica as aparências
de livres para o mal

Quando a própria existência
A repele como tal
Ser bom é preferência
não é algo natural

Melhor seria se melhor se fosse