Me Deixou
Deus nos deixou 10 mandamentos. No entanto, se eu pudesse colocaria mais um: "cada um cuida da sua vida".
Cuidado para não sermos o síndico da eternidade.
(CLARIANO DA SILVA, 2016)
Por que você me deixou?
Como assim você partir agora?
Resposta para essas perguntas,
por MAIOR que seja,
jamais vai preencher o imenso vazio
deixado em meu coração por você.
A foto dela eu guardo no coração,
não no papel.
Porque o amor que ela deixou
é maior do que qualquer imagem.
E a rosa que nasceu depois que ela se foi
é a prova de que o amor não parte —
ele floresce.
Uma flor no meio do Obstáculos
Hoje, mais um dia de superação —
o ontem passou, mas deixou ensinamentos que, quando praticados e lapidados, revelam algo essencial: mesmo no meio das sombras, sempre há uma luz a iluminar o caminho.
Não desista — a vida é a grande faculdade do ser, onde a experiência, a superação dos desafios e as relações humanas se tornam os verdadeiros mestres.
A verdadeira sabedoria não nasce apenas dos livros, mas da prática, da vivência, da simplicidade e da humildade.
Nunca pare de lutar — pois, apesar das dificuldades, sempre existe um refúgio, um descanso e uma cura.
E, ao final, é a perseverança que conduz à vitória.
— Paulo Tondella
Cuida dela e guarda ela… o tempo não para e quando me parou, me deixou pensar, eu até quis questionar: será que o senhor quis assim ou essa culpa é só minha? Pai, o coração não é razão, está difícil aceitar o que deseja para mim; o meu coração não percebe a razão; o tempo que vivo, não vive mais ela: o tempo que mais dá saudade, também é a vida mais bela, mesmo em dias nublados, achei a fé no senhor e vi palavras que não escrevem tudo, mas um pouquinho, eu pude escrever, pude por ela, minha gratidão expressar.
Tenho escrito em mim o tempo que dá saudade, amor que palavras nem sempre descrevem; pai, eu vou amar ela, custe o que custar e mesmo sem ela, cuida dela, guarda ela por mim; mesmo sem mim, eu tenho um pouquinho de amor guardado em mim; talvez eu não mereça que me escute, mas pai, ela é a melhor vida que vivi, não há deixe sofrer; não é sobre mim mais, estou a orar por ela e pedir por ela, não por mim; eu tenho palavras tão sinceras e talvez me falte fé, mas cada palavra que não sei achar, tem escrito no espaço-tempo, além do tempo: eu provei meu amor; não há fé maior que, sentir além do tempo que faz saudade eterna.
A vontade do pai es tudo, mas o senhor é também amor maternal e paternal: nenhum amor es pecado quando o que peço não é egoísta, mas por amor esponsal, conjugal; es de coração, amor primal, tão inocente e puro ainda escreve em mim, num tempo que o amor tem esfriado; mesmo sem ela, o amor que o pai escreve em mim, tem a graça de viver a gratidão e tenho a vida para amar e orar, querendo por ela, o bem dela e confio a ti pai, quem escreveu a razão do meu amor e não me respondeu; amém.
Escrita autoral!
COMO CHEGUEI ATÉ AQUI?
Meu Pai não hesitou em ter filhos;
Minha mãe não deixou de acreditar e apoiar nas capacidade do marido e dos filhos;
Dos filhos/as do meu pai, se ele tivesse concordado com a visão do conceito humano, talvez teria sido um erro, e minha esposa não teria me conhecido; por fim Deus teria lhe demonstrado por longos anos da vida da sua existência.
Você me deixou quando eu mais precisava de você.
Seguiu sua vida e encontrou um novo amor.
Enquanto isso, eu travava minhas próprias batalhas em silêncio.
Morri por mil noites.
Os dias pareciam não ter fim e as noites eram infinitas.
Você era minha base emocional…
e até hoje ainda dói lembrar disso.
Não sei exatamente como se aprende a viver depois de ser quebrado por dentro,
mas continuo caminhando.
Porque mesmo na dor existe um começo escondido.
Não me subestime.
Fui destruído, é verdade.
Mas sou eu mesmo o construtor da minha própria obra.
E agora estou me reconstruindo.
Tijolo por tijolo.
Dia após dia.
A luta nunca acaba…
mas a cada queda aprendemos a nos reinventar.
Deep...
Mergulhou de cabeça no amor,
Porém, deixou de lado
As outras áreas da vida.
Morreu afogado na
Paixão.
Quando naufraguei no meio do oceano,
você não estendeu sequer o olhar,
deixou-me à deriva,
meu corpo sangrando na água salgada,
minha alma em guerra com as ondas...
Nem uma boia,
nem uma corda,
nem um sopro de esperança
veio das suas mãos...
Não me venha agora,
tão tarde, tão falso,
querer saber como sobrevivi
no banquete dos tubarões...
Foram eles que me ensinaram
a nadar com a fúria,
a morder com a coragem,
a sangrar sem morrer...
E foi do abismo,
do fundo escuro,
que emergi,
sozinha,
mas inteira...
✍©️@MiriamDaCosta
Vivemos um tempo em que a privacidade deixou de ser um direito silencioso para tornar-se um território constantemente tensionado.
A entrada definitiva na era digital,
e-mails, redes sociais, smartphones,
inaugurou uma nova forma de exposição: voluntária, muitas vezes; inevitável, quase sempre.
Hoje, a vigilância já não se limita a câmeras fixas nas esquinas.
Ela veste óculos, repousa em relógios de pulso, habita acessórios discretos e tecidos inteligentes.
A tecnologia, que prometia praticidade e conexão, também carrega a possibilidade permanente de registro, captura e difusão da nossa imagem, às vezes sem consentimento, quase sempre sem controle real.
Ninguém está integralmente protegido.
Mesmo os mais prudentes deixam rastros. Dados circulam, imagens são armazenadas, algoritmos nos interpretam.
Somos observados não apenas por olhos humanos, mas por sistemas que analisam comportamentos, preferências e rotinas.
A exposição tornou-se condição quase estrutural da vida contemporânea.
Até que ponto é possível conviver com essa presença constante de “olhos invisíveis”?
Devemos responder com medo?
Ou com cautela consciente?
A linha entre prudência e paranoia é delicada. Blindar-se completamente significaria abdicar da vida social e das facilidades do mundo moderno.
Ignorar os riscos, por outro lado, é uma ingenuidade perigosa.
Alguns vislumbram no retorno a um estilo de vida mais simples, menos conectado, mais rural, menos dependente de dispositivos inteligentes, uma tentativa de reconquistar espaços de silêncio e resguardar a intimidade.
No entanto, mesmo o afastamento físico não garante invisibilidade total em uma sociedade interligada por redes e sistemas globais.
Talvez o desafio do nosso tempo não seja escapar completamente da vigilância, o que parece cada vez menos viável, mas aprender a conviver com ela de forma crítica, exigindo regulamentação ética, proteção jurídica efetiva e responsabilidade das empresas e do Estado.
A tecnologia não é, em si, inimiga; o problema reside na ausência de limites claros e no uso indiscriminado de seus recursos.
Viver neste século é, de certo modo, sobreviver às pressões e aos riscos que acompanham o progresso.
O avanço tecnológico amplia horizontes, mas também estreita zonas de intimidade.
Cabe à sociedade decidir se deseja apenas adaptar-se ou se pretende estabelecer fronteiras que preservem a dignidade humana.
A privacidade talvez nunca mais seja absoluta. Mas ainda pode, e deve, ser defendida como um valor essencial do indivíduo.
✍©️@MiriamDaCosta
Foi sem deixar ir...
Ela se foi, mas deixou a sensação de nunca ter ido,
A correria do dia a dia é uma fuga de pensamentos, porém se mantém na rotina das memorias dos mesmos desejos pertinentes,
È fim de tarde, duas poltronas na varanda, a paisagem é surreal, uma poltrona está vazia, independente disso a sensação é de estarem as duas ocupadas.
O luto me deixou marcas muito profundas…
Depois que a gente perde a primeira pessoa que ama de verdade, algo muda para sempre.
É como se a vida passasse a ser vivida com um alerta constante:
“e se hoje for o último dia?”
E, junto com isso, vem o medo.
Se você tem filhos, a mente vai longe…
Você começa a imaginar o impensável.
E se eu perder um deles?
Eu suportaria?
E os outros… como ficariam sem mim, se eu não aguentasse a dor?
Hoje faltam poucos dias para completar 4 anos que minha irmã partiu…
E, ainda assim, eu sinto ela perto.
Às vezes, parece que está a uma risada de distância.
O tempo não apaga.
O tempo não cura da forma que dizem.
Ele mascara.
Ele confunde.
Mas ele não apaga o amor, nem a saudade, nem o desejo de ter aquela pessoa por perto.
Pouco se fala sobre o momento de fechar um caixão…
Sobre entender, de forma definitiva, que você nunca mais vai ver aquela pessoa.
Nunca mais.
Todos os planos… ficam só na memória.
E o que mais dói…
É perceber o que não foi dito.
Eu nunca disse à minha irmã o quanto ela era importante pra mim.
E isso me atravessa até hoje.
Fugi de abraços que hoje dariam tudo para sentir de novo.
Abraços quentes, sinceros… cheios de um amor que eu nunca mais encontrei.
Quatro anos se passaram.
E não existe um dia em que eu não pense nela.
Se ela sentiu dor…
Se ela sabia que estava partindo…
E então vêm as perguntas que não têm resposta:
E se…
E se eu tivesse amado mais?
E se eu tivesse ouvido mais?
E se eu tivesse feito diferente?
“E se…”
Duas palavras simples.
Mas juntas, elas têm o poder de assombrar uma vida inteira.
Eu enterrei minha irmã, meu irmão e meu pai em 8 meses.
E isso não tem explicação.
Não cabe em palavras.
Não cabe em texto.
É um vazio que permanece.
Porque agora?
Porque tão de repente?
Porque comigo?
O luto dói.
E o tempo… não muda isso.
O que muda é a força.
É a graça que Deus vai dando pra gente continuar.
A gente aprende a dizer que está bem…
Vai ao banheiro, chora em silêncio…
E volta pra mesa com um sorriso no rosto,
carregando uma dor que ninguém vê.
E talvez seja por isso que hoje eu só consiga te dizer uma coisa:
Viva o hoje.
Ame hoje.
Fale hoje.
Porque o amanhã…
não é uma promessa.
Bruna Wotkosky - O luto é pessimo…
