Matei Voce dentro de Mim
irei entregar ao desapego o que em mim me causa mágoa, nada se espera do nada e para nada também se vai.
Construção, desconstrução, reconstrução. Partes de mim foram se modificando com o passar do tempo, outras partes eu nem reconhecia e outras haviam sido quebradas, espalhadas, como louça quebrada cujos cacos se espalham pelo chão. Havia partes de mim que eu procurei e não achei e coisas que eu jurava que eram tão importantes e se mostraram não ser tão importantes assim. Pessoas que eu não achei que me apoiariam nos momentos de crise foram aquelas que me seguraram para não cair. Depois de Samhain vem Yule. Para todo fim há um recomeço e a roda começa de novo a girar. O sul ressurge, fraco, mas anuncia a chegada de um novo tempo.
O que os teus olhos são capazes de enxergar em mim!?
Não é nem a metade do que eu sou capaz de lhe mostrar...
Existem coisas em mim, impossíveis de enxergar...
Mas é possível sentir.
Eu sou assim, um sonho para mim, na solidão, encontro paz sem fim na imensidão da minha mente inquieta, agitada, cheia de ideias;
Minha melhor companhia sou eu, no meu riso, a felicidade vem renascendo. Persisto no meu sonho com firmeza e, assim, levo uma vida leve, onde a esperança dança na brisa do amanhã;
Quando faço o que amo, floresce o viver adormecido, multiplicando o saber, encontro meu ser;
Nas trilhas da vida, sigo a sonhar com foco em idealizar, eu sou meu próprio lar, onde quero e preciso estar.
"Se perguntarem de mim,
diga que estou bem.
Que já deixei um pouco
da minha dor
naquele bolso furado
e tudo que me feriu
naquele tempo
já não dói mais hoje.
Fala que eu cresci um
pouco mais
e que meus olhos
são mais expressivos agora,
que eu voltei a sorrir
e não é qualquer chuva
que vira tempestade
no meu peito.
Diz que estou bem.
É, estou."
Desde então ele sempre foi o que eu tive de mais secreto em mim. Aquela lágrima de saudade que ninguém nunca descobriu, aquele impulso pra ir em frente que ninguém nunca entendeu. E assim, mesmo de tão longe, ele sempre conseguiu estar tão aqui. Tão dentro de mim, tão nas entrelinhas do que eu vivi, tão nas noites que eu não dormia.
Eu sempre te amei tanto, sempre mantivemos a distância segura que nos separava e dava paz. Amo tanto, que me acostumei com a ideia de que estar longe e sofri sozinha com tanto amor espremendo meu peito contra uma realidade fria e sem graça, longe do teu calor e do teu sorriso.
Nesta noite fria, sou apenas eu e meus pensamentos.
Guardo em mim palavras que não foram pronunciadas.
Queria te dizer tantas coisas.
Mas, se eu fizer, qual seria sua reação?
O receio que as pessoas têm de mim é, na verdade, um reflexo do medo que sentem em relação à verdade que eu conheço.
Eu tenho sumido das redes, das ruas, dos bares.
Tenho buscado a mim mesma no lugar mais difícil de se visitar, o âmago, que por vezes é amargo, mas que assim como o café sem açúcar estou aprendendo a gostar.
Nada contra todos estes lugares, onde as pessoas tanto sorriem, se arrumam para estar em seu melhor, cabelos bem penteados, maquiagens construídas em camadas, perfumes que se misturam no ar; é até admirável a dedicação para ser ornamental.
Tenho apenas neste momento, apreciado mais a cara limpa, as sardas, os linhas de expressão, os cabelos menos alinhados, e os amigos que falam o que pensam sem rodear, que levantam uns aos outros nem que seja a base de chutes, que abraçam pra sufocar, que não medem o riso, o risco, a circunferência do corpo, ou histórico bancário, aqueles que estão dispostos a dividir do melhor ao pior, a ouvir no silêncio e a gritar juntos se precisar.
No final das contas, na multidão, nos pequenos grupos, na solidão e até nas mídias, estamos sempre buscando uma conexão real: conosco, com o nosso mundo, com o mundo do outro e essa colisão de existirmos todos na mesma época, mas ainda assim em nosso próprio espaço e tempo.
Mas guarde um espaço aí pra mim, por mais que se encha de pó e poeira eu ainda serei a sua melhor sujeira.
Vá pode ir não sinta pena de mim
As penas pertencem aos pássaros que voam livremente pelo céu
Vá não precisa olhar pra trás
Como se tivesse esquecido algo
Pelo que se importaria
Vá não demore em ir
A tantos amores no mundo a te esperar
Vá não os deixe a esperar
Lança-se aos amores da vida são tantos quanto a erva que cresce no pasto
E são comidas pelos gados Famintos
Vá não demore mais nem um minuto sequer os amantes do mundo tem fome de ti se pois tu o alimento do desejo insaciável desses tais amores de momentos...
Sem adeus
Nao tenho muito
Mas tudo que tenho e sei
Para mim é muito.
Não ignoro o mundo,
Mas quero me afastar
De tudo que me fãs mal.
É duro saber que não sou perfeito,
Mas amo ser o que sou.
Porque mesmo sem ser só.
A cada dia que passa,
Parece que os problemas
Só pioram.
Mas não será por isso
Que vou parar , parar,
Parar de lutar por mim
Parar de lutar pelos meus.
Criticam tanto os meus defeitos
E esquecem que ninguém é perfeito.
Além de mim
me admiram as árvores
a chuva
as moscas
que são exatamente o que são
sem arrependimento
se existe fardo a carregar,
é o peso de se manter fiel à própria costura
com tudo o que ela tem de belo e monstruoso
sem alisar a vida,
a docilizando,
nem torná-la tão rudimentar
a ponto de ser incapaz de leveza
mas como tudo que muda
espero viver além de mim mesma
como ser raiz que anda
como ser rio que voa
como ter olhos que acordam
espero dormir pouco
apenas para descansar a vista
e experimentar cada lugar por onde meu corpo passar
de mergulho
por enquanto, se for uma arara e um sapo por dia
estarei certa de estar viva
elastecendo minha pele
minha respiração
minha passagem
estarei me entalhando por inteira
na madeira
do tempo.
(do livro 'Entre' de Bianca Rufino)
Infelizmente, é mais uma batalha onde a chuva cai sobre mim, pois meu coração está mergulhado na tristeza e na derrota. O que me resta é aceitar que eu perdi. Nem todas as batalhas, ainda que eu lute, nem sempre vencerei.
Com fragmentos de mim mesma, existe um caos onde um espelho se torna o meu abismo insondável. A visão de meu reflexo desencadeia uma tempestade interna, com borboletas agitadas percorrendo cada fibra do meu ser, sangrando os vestígios do desgosto alojada em minha alma. Perdida em um limbo interminável, anseio ser apenas ossos, despida de tudo… para aprender a me amar, ou talvez me forjar em ferro, para suportar a pesada carga que carrego.
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