Matar a Saudade
Oh, meu amor! Você se foi e me deixou na saudade, essa noite eu vou dormir pra me encontrar em teus abraços.
Hoje eu vi um vídeo sobre saudade, aquilo que o amor vira depois que acaba.
Acaba?
Bobagem, ainda te guardo no peito;
No lugar quentinho que você nunca saiu;
Muitas vezes trago meu cigarro, pensando em quando será o último;
Mesmo quando eu tinha parado de fumar;
Ainda te trago no me coração;
Um coração estragado, burro, pois pensou que te tirou de lá;
Mas óbvio que não, só fui burra, dei o seu amor a outra pessoa;
Agora, jogada de canto por você e ele;
Te busco, como se fosse voltar, sou... Tola.
Beijo
A beijos que possuem vida
Beijos que possuem dor.
A beijos que carregam saudade
E também muito amor.
A beijos que não se tocam os lábios
Mas que vivem no coração.
A beijos carregados de palavras
Mas sem nenhuma ambição.
A beijos que o mundo carrega
Mas cuidado com a reação.
Pois beijar por beijar não tem graça.
E não deixa o mais importante
Uma marca em nossa alma.
Alexandre C.
Poeta de Libra
“prego”
Talvez que um dia no verso meu chorado
sob a luz da saudade, num versar falando
tu ouças nas rimas o meu ser apaixonado
em um grito de padecimento te saudando
Está lágrima que fez o papel ficar borrado
não se atenha. É meu prosar lacrimejando
quando vaza do coração pra ser escutado
e que na dor da solidão vai transbordando
Não é simples sofrer, ou, que nada valeu
é aperto no peito e, que ainda não passou
e cá no soneto, um suspirar cruciante meu
O grito, se ouviste, por favor, é sentimento
que vai corroendo a súplica, assim, te dou
um canto: com choro, gemido e sofrimento.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28 junho 2024, 15’04” – Araguari, MG
Saudade
A saudade não tem nome
Nem tempo, para se acabar
Ela maltrata o coração
E faz os olhos chorar.
A saudade é o sentimento
Mais lindo no mundo
Pois nele contém o amor,
Desde a época de menino.
Dos amigos que nós víamos
Mas hoje já tem partido.
A saudade bateu no peito
E veio aos olhos embasar
Quando a vida tinha valor
E o homem, valorizar
Mas hoje por um simples olhar
Há de engatilhar uma arma
E a vida se acabar.
A saudade não tem face
Mas sempre a vemos no tempo
A imagem da pele que tem a enrugar
Mesmo que o céu se escureça
Ela jamais irá deixar de existir
Alexandre C.
Poeta de Libra
Na linha do tempo eu encontrei com a saudade, e juntos choramos sorrimos, e despedimos da infância querida que vivênciamos.
Nofrinho Motorista
